Fenobarbital Labesfal Fenobarbital caracteristicas medicamentos

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1 – NOME DO MEDICAMENTO

Fenobarbital Labesfal, 30 mg/2 ml, Solução Injectável
Fenobarbital Labesfal, 40 mg/1 ml, Solução Injectável
Fenobarbital Labesfal, 100 mg/2 ml, Solução Injectável
Fenobarbital Labesfal, 100 mg/1 ml, Solução Injectável
Fenobarbital Labesfal, 200 mg/2 ml, Solução Injectável
Fenobarbital Labesfal, 200 mg/1 ml, Solução Injectável

2 – COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Fenobarbital Labesfal, 30 mg/2 ml:
Fenobarbital sódico ….15 mg/ml
Excipiente:
Cada ampola contém: 0,12 mmol de Sódio

Fenobarbital Labesfal, 40 mg/1 ml:
Fenobarbital sódico … 40 mg/ml
Excipiente:
Cada ampola contém: 0,16 mmol de Sódio

Fenobarbital Labesfal, 100 mg/2 ml:
Fenobarbital sódico ….. 50 mg/ml
Excipiente:
Cada ampola contém: 0,39 mmol de Sódio

Fenobarbital Labesfal, 100 mg/1 ml:
Fenobarbital sódico ….100 mg/ml
Excipiente:
Cada ampola contém: 0,39 mmol de Sódio

Fenobarbital Labesfal, 200 mg/2 ml:
Fenobarbital sódico ….100 mg/ml
Excipiente:
Cada ampola contém: 0,79 mmol de Sódio

Fenobarbital Labesfal, 200 mg/1 ml:
Fenobarbital sódico ….200 mg/ml
Excipiente:
Cada ampola contém: 0,79 mmol de Sódio

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3 – FORMA FARMACÊUTICA

Solução injectável.

4 – INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Embora seja utilizado como sedativo e também como tranquilizante, as váriasbenzodiazepinas suplantaram-no largamente nestes efeitos.
Actualmente é utilizado na epilepsia. O fármaco é efectivo na prevenção de:
-tremores parciais, que passam ou não secundariamente a generalizados;
epilepsia generalizada;
-convulsões febris na infância.
O fármaco foi algumas vezes prescrito com o objectivo de induzir a glucoroniltransferase hepática no aumento da conjugação da bilirrubina. Isto pode reduzir aseveridade da toxicidade da bilirrubina não conjugada, como na icterícia dos recém-
nascidos ou no síndroma de Gilbert.

4.2 Posologia e modo de administração

O fenobarbital é geralmente dado por via oral, uma ou duas vezes ao dia. A lentaeliminação do fenobarbital mostra que existem pequenas flutuações, no plasma e noestado de equilíbrio os níveis mantêm-se constantes num intervalo de pelo menos 24horas.
No entanto, requerem-se pelo menos 2 semanas até se atingir um novo estado deequilíbrio, após uma modificação na dosagem.
A dose média de fenobarbital, para se atingir um nível plasmático terapêutico de 15mg/ l (60 µmol/ l), é de 3,1 mg/ Kg (para crianças de 1 mês a 4 anos de idade), 2 – 3mg/ Kg (para crianças dos 4 – 14 anos de idade), 1,75 mg/ Kg (para pessoas comidades entre os 14 e os 40 anos) e 0,9 mg/ Kg (para pessoas com mais de 40 anos deidade).
Se a epilepsia não é controlável com níveis plasmáticos no intervalo terapêutico dofenobarbital, deve-se aumentar a dose com cuidado até se controlarem as convulsõesou até que os efeitos secundários da terapia não sejam aceitáveis, comparativamentecom as convulsões do doente.
O fenobarbital, por via I.M., pode ser dado como substituto da via oral. Por vezes não
é administrado devido aos problemas de sobredosagem e à lenta eliminação dofármaco.
A administração por via I.M. e a I.V. tem de ser lenta.
A injecção I.M. deve ser limitada a 5,0 ml e a um único local.
Quando em administração I.V., a velocidade da injecção não deve exceder os 60 mg/min.

4.3 Contra – indicações

Absolutas
-Hipersensibilidade conhecida ao fenobarbital, a qualquer um dos excipientes ou aum fármaco que seja metabolizado a fenobarbital (exº.: primidona, ou N-
metilfenilbarbital).
-Porfíria aguda intermitente.

Relativas
-Na 3ª idade.
-Nas pessoas com insuficiência hepática.
-Nas pessoas em que não se visa a sedação.

4.4 Advertências e precauções de especiais de utilização

A administração continuada de fenobarbital induz o sistema mono-oxigenasehepático. Esta indução causa redução nos níveis plasmáticos de bilirrubina,esteróides endógenos, folato, sais biliares, colesterol e lípidos.
As actividades plasmáticas da gama glutamil transpeptidase e fosfatase alcalina sãomuitas vezes atingidas. A excreção do ácido D-glutâmico na urina está aumentada.

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratadoscom medicamentos antiepilépticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-
análise de ensaios aleatorizados de medicamentos antiepilépticos, contra placebo,mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida.
Não é ainda conhecido o mecanismo que explica este risco e os dados disponíveisnão excluem a possibilidade de um aumento do risco para o fenobarbital.
Os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamentosuicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado. Os doentes
(e os prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar omédico assim que surjam sinais de ideação e comportamento suicida

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por ampola, ouseja, é praticamente ?isento de sódio?.

Todas as dosagens contêm propilenoglicol: – ?Conhecido por causar alergias?.
As seguintes dosagens contêm EDTA (E 385): – ?Alergénico potencial?:
Fenobarbital Labesfal, 100 mg/2 ml;
Fenobarbital Labesfal, 200 mg/1 ml.

Produtos naturais ou extractos vegetais contendo Hypericum perforatum não devemser utilizados concomitantemente com o fenobarbital, devido ao risco de diminuiçãodas concentrações plasmáticas de fenobarbital, e consequente diminuição dos seusefeitos terapêuticos. (ver secção 4.5 Interacções medicamentosas)

Recém – Nascidos

Podem necessitar de 5 – 6 mg/ Kg diários de fenobarbital para atingir um nívelplasmático de 15 mg/ l (60 µmol/ l). No entanto, estas doses de fenobarbital podematingir o dobro deste nível plasmático.

Crianças
As crianças com menos de 4 anos de idade requerem doses de fenobarbital de 3,1mg/ Kg e crianças mais velhas necessitam de doses de 2,3 mg/ Kg para se atingir umnível plasmático da ordem dos 15 mg/ l (60 µmol/ l).

Idosos
A clearance do fenobarbital diminui nos idosos. De um modo geral, para obter umadose terapêutica em pessoas com mais de 40 anos, é necessária uma dose de cerca demetade do normal.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção:

Interacções Potencialmente Perigosas
Durante a administração crónica do fenobarbital, ocorrem algumas induções dossistemas enzimáticos oxidase hepáticos.
Se outro fármaco for co-administrado e cuja acção seja determinada pela acçãodestas enzimas, é requerida uma dose muito elevada para se manter este efeito.
Cessar a toma de fenobarbital leva ao abaixamento da actividade do sistema hepáticomono – oxigenase durante um período de 14 – 21 dias. Este problema estáparticularmente bem estudado com anticoagulantes cumarínicos como a varfarina.
Se a dose de anticoagulante não for ajustada podem ocorrer hemorragias graves.
Álcool em excesso e fenobarbital, interagem aditivamente causando um aumento dasedação.
A combinação do fenobarbital com outros fármacos que possuam propriedadessedativas produz um grau perigoso de depressão.

Outras Interacções Significativas
A indução do sistema hepático mono oxigenase, pela toma contínua de fenobarbital,leva ao aumento da metabolização e reduz os níveis plasmáticos de cortisol, folato,aminopirina, antipirina, bis-hidroxicumarina, carbamazepina, cloranfenicol, DDT,digitoxina, dipirona, doxiciclina, griseofulvina, nortriptilina, fenilbutazona, fenitoína,valproato e varfarina.
A administração de folato, piridoxina, dicumarol e fenilbutazona levam a umadiminuição dos níveis plasmáticos de fenobarbital.
O efeito do fenobarbital pode ser reduzido pela utilização concomitante depreparações contento Hypericum perforatum, atribuindo-se este facto à suapropriedade de induzir enzimas envolvidos na metabolização de determinadosfármacos. Assim, as preparações contendo Hypericum perforatum não devem serutilizadas simultaneamente com o fenobarbital. Caso o doente já se encontre a tomarqualquer tipo de preparação contendo Hypericum perforatum, os níveis séricos deanticonvulsivante devem ser avaliados e deve ser suspensa a utilização de Hypericumperforatum. Pode haver um aumento dos níveis séricos de anticonvulsivante após a

suspensão de Hypericum perforatum, pelo que a dose de anticonvulsivante podenecessitar de ser ajustada.
O efeito de indução enzimática do Hypericum perforatum pode persistir pelo menosdurante duas semanas após a suspensão da sua utilização.

Interacções Potencialmente Úteis:
A indução da glucoronil transferase pelo fenobarbital, leva a uma diminuição dosníveis plasmáticos de bilirrubina.

A toma de fenobarbital parece não interferir com os métodos laboratoriais comuns.

4.6 Gravidez e aleitamento

Grávidas
Todas as mulheres em idade fértil (com possibilidade de engravidar) deverão receberaconselhamento médico especializado antes de iniciarem o tratamento, devido aoaumento do risco de malformações congénitas.
O tratamento com medicamentos anti-epilépticos deverá ser reavaliado sempre que amulher pretenda engravidar.
O risco de malformações congénitas é 2 a 3 vezes maior nos descendentes degrávidas medicadas com anti-epilépticos. As malformações mais frequentes são doslábios e cavidade oral, aparelho cardiovascular e tubo neural.
O tratamento com vários medicamentos anti-epilépticos (politerapia) poderá estarassociado a um maior risco de malformações congénitas relativamente ao tratamentocom um único medicamento (monoterapia). Sempre que possível deverá ser utilizadoum regime de medicamento único (monoterapia).
O tratamento com anti-epilépticos não deverá ser interrompido subitamente uma vezque pode aumentar o risco de crises epilépticas com consequências graves para a mãee/ou para o feto.
A toma de fenobarbital, durante a gravidez, pode levar à hipoprotrombinémia e auma tendência de hemorragia nos recém-nascidos.
Crianças nascidas de mães que tomam fenobarbital, durante a gravidez, podemmanifestar uma série de sinais como hipotonia, irritabilidade e uma tendência avomitarem.

Lactantes
O fenobarbital é excretado no leite materno, no qual se atingem concentrações de
45% da concentração plasmática do fármaco, na mãe. Por esta razão há que ponderarbem na possibilidade de interrupção da lactação.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Nos condutores de veículos e utilizadores de máquinas existe o risco de sonolênciadiurna devida ao emprego deste medicamento, pelo que indivíduos sujeitos a estaterapêutica não devem realizar este tipo de trabalhos em que falta de atenção possacausar acidentes.

4.8 Efeitos indesejáveis

As consequências mais graves de sobredosagem crónica do fenobarbital levam àsedação. Isto usualmente leva a um grau de entorpecimento intelectual e sonolênciamas alguns doentes cronicamente sobredoseados podem ficar em depressão, irritadosou agressivos, confusos e desenvolverem dores de cabeça.
Paradoxalmente, as crianças podem, às vezes, ficar hiperactivas. Sobredosagem maisgrave pode causar ataxia do andar e graus crescentes de inconsciência.
Sobredosagem mínima produz um pequeno declínio intelectual, o que nas crianças setraduz por um gradual declínio nos resultados escolares.
Num uso contínuo, o fenobarbital raramente é responsável por anemia macrocítica,hipocalcémia e osteomalácia e possível contracção de Dupuytren.

Efeitos Adversos Sintomáticos:
O fenobarbital ocasionalmente causa uma variedade de rashs cutâneos.

4.9 Sobredosagem:

Numa sobredosagem aguda ocorrem: depressão do S.N.C., depressão respiratória ecardiovascular (com hipertensão), arreflexia, leve contracção da pupila (naintoxicação severa, as pupilas podem estar dilatadas), oligúria, taquicardia,hipotermia (seguida de hiperpirexia, durante a recuperação), com coma prolongado.
Pode ocorrer síndroma de choque típico (apneia, colapso circulatório, paragemrespiratória e morte).
Numa sobredosagem extrema, toda a actividade eléctrica no cérebro pode cessar. Oelectroencefalograma EEC pode ser liso, mas isto não indica necessariamente morteclínica, a menos que ocorram danos devido a hipóxia, este efeito é reversível.
Podem ocorrer complicações devidas a sobredosagem, tais como: pneumonia,edemas pulmonares, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca congestiva einsuficiência renal.

Tratamento:
Após ingestão recente de uma sobredosagem, o estômago deve ser esvaziado atravésde uma lavagem gástrica e aspiração.
O tratamento é primariamente sintomático e de suporte com particular atenção para amanutenção da função cardiovascular, respiratória e renal e manutenção do balançohidrolítico.
Vários métodos visando a remoção do fenobarbital (barbitúrico de eliminação lenta)foram empregues, incluindo diurese forçada (quando a função renal está normal),hemodiálise, diálise peritoneal, hemoperfusão através de carvão, mas com excepçãodesta última, os riscos de tais procedimentos geralmente ultrapassam os benefícios.
Hemodiálise e hemoperfusão não são recomendados como procedimento de rotinamas apenas quando a intoxicação é severa ou quando o paciente é anúrico ou está emcoma.

No entanto, dentro dos barbitúricos o fenobarbital é o que sofre diálise com maioreficácia uma vez que é o fenobarbital o que se liga menos às proteínas plasmáticas, omenos lipossolúvel e aquele que é menos extensamente metabolizado.
A alcalinização da urina aumenta a excreção renal, especialmente do fenobarbital (oque se consegue com a administração de injecção de dextrose e cloreto de sódio,juntamente com infusão de bicarbonato de sódio para manter o pH urinário a cerca de
7,5).
Se o paciente está consciente pode induzir-se o vómito com xarope de ipecacuanha
(tendo o cuidado de prevenir a aspiração pulmonar do vómito); mas isto nem sempre
é eficaz pois se o xarope for absorvido pode exacerbar a acção depressiva dobarbitúrico. Após se ter completado a emese, pode-se administrar 30 a 60 g de carvãoactivo num copo de água com sorbitol de modo a prevenir a absorção e a aumentar aexcreção do barbitúrico.
Se a emese está contra-indicada pode fazer-se uma lavagem gástrica. Podeadministrar-se carvão activo e um catártico salino.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 2.6 – Sistema nervoso central. Antiepilépticos eanticonvulsivantes.
Código ATC: N03AA02

Anteriormente usado como sedativo e anticonvulsivo, hoje em dia é praticamente sóutilizado no tratamento da epilepsia, sendo considerado como um sedativoindesejável.
O fenobarbital teve uma acção muito difundida como depressor central. Tem efeitossedativos e com alguma acção protectora contra todas as variedades de epilepsia, àexcepção de ataques de ausência.
O fenobarbital também é efectivo na prevenção de ataques de epilepsia em animaisde laboratório.
Em vários estudos o fenobarbital mostra inibir a transmissão sináptica, pelo menos anível da espinal medula.
O mecanismo bioquímico mais provável do fármaco é o de actuar prolongando otempo de abertura dos canais de Cl- nas membranas neuronais pós-sinápticas. Esteefeito faz com que se dê a hiperpolarização da membrana, reduzindo assim apropagação do impulso nervoso. O fenobarbital também diminui a concentraçãointraneural de Na+ e inibe o reuptake da noradrenalina para os sinaptossomas. Estaacção contribui para o seu efeito anticonvulsivo.

Nos seres humanos, o fenobarbital é sobretudo usado como anticonvulsivo.
Protege da epilepsia parcial. Protege também da epilepsia generalizada e dascontracções mioclónicas que começam na adolescência ou na vida adulta.

O fenobarbital, quando usado na dosagem certa, é um efectivo profiláctico nasconvulsões febris da infância. O fármaco ainda é ocasionalmente usado como umsedativo e, mais raramente, como tranquilizante.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

O fenobarbital é completamente absorvido após administração oral; o picoplasmático ocorre 6 – 18 horas após a toma oral.
O fenobarbital é também absorvido após administração I.M. ocorrendo o picoplasmático 2 – 3 horas após a injecção I.M..
O volume de distribuição do fenobarbital é 0,7 ? 1,0 l/Kg, com estudos em recém-
nascidos obtemos um valor de 0,97 ± 0,20 l/Kg. Cerca de 50% do fenobarbitalplasmático liga-se às proteínas.

Absorção Oral
> 90%
Metabolismo Pré-Sistémico
Nulo
Semi-vida Plasmática

-intervalo
50 – 150 h
-média 100
h
Volume de Distribuição
0,7 l/Kg
Ligação às Proteínas Plasmáticas
50 %

A clearance do fenobarbital diminui com a idade e também pode estar reduzida nasdoenças renais.

Metabolismo
A maioria dos seus produtos de degradação são metabolitos oxidados devidos a umaactividade hepática da mono-oxigenase.
O fenobarbital é um potente indutor da oxidação primária de fármacos peloincremento do P450 III A e glucoronidação. Isto pode levar a interacções com outrosfármacos que aumentam a sua eliminação.

Relação Dose-Efeito
As concentrações plasmáticas de fenobarbital abaixo de 10 mg/ l (40 µM/l) são,geralmente ineficazes no controlo da epilepsia e concentrações à volta de 20 mg/l (80
µmol/l) podem ser requeridos para prevenção de convulsões, quando a doença égrave.
O limite máximo, no intervalo terapêutico, da concentração plasmática dofenobarbital não está bem definido uma vez que a sedação fármaco – induzida, limitaa dosagem. Um limite máximo no intervalo terapêutico de 30 mg/ l (120 µmol/l) émuitas vezes usado mas em alguns pacientes após algumas semanas ou meses detoma leva a concentrações plasmáticas de fenobarbital da ordem dos 40 – 50 mg/l
(160 – 200 µmol/l). Não esquecer que concentrações plasmáticas de fenobarbital daordem dos 100 mg/l (400 µmol/l) estão associadas a torpor.
As concentrações plasmáticas de fenobarbital devem ser interpretadas à luz de umatolerância que vai sendo criada ao longo do seu uso continuado. Sabe-se que para o

tratamento das convulsões febris nas crianças tem de haver um nível plasmático defenobarbital da ordem dos 15 mg/l (60 µM/l).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Ainda não se conseguiram realizar testes de mutagenicidade para este fármaco.
Em animais de estudo, não se conseguiu considerar o fenobarbital comoteratogénico.
As anormalidades, registadas em seres humanos, foram de fissuras faciais. Verificou-
se um maior risco de teratogenicidade quando o fármaco é administrado a mulheresgrávidas, não-epilépticas, sendo usado como sedativo, o mesmo se verificandoaquando da sua utilização como anticonvulsivo em mulheres grávidas.
Durante oito décadas de utilização nos seres humanos não se verificarampotencialidades de carcinogenicidade.

6 – INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS:

6.1 – Lista de excipientes:

Todas as dosagens contêm propilenoglicol e água para preparações injectáveis.
As seguintes dosagens também contêm EDTA:
Fenobarbital Labesfal, 100 mg/2 ml;
Fenobarbital Labesfal, 200 mg/1 ml.

6.2 – Incompatibilidades:

Não aplicável.

6.3 – Prazo de validade:

2 anos.

6.4 – Precauções particulares de conservação:

Conservar a temperatura inferior a 25° C.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

6.5 – Natureza e conteúdo do recipiente:

Ampolas de vidro âmbar, tipo I – de elevada resistência hidroelectrolítica – auto-
quebráveis. As ampolas são colocadas em suportes apropriados e acondicionadas emcaixas de cartão resistente. Apresentações e dosagens:

200 mg/1 ml ampolas de 1 ml com 50 e 100 ampolas;
100 mg/1 ml ampolas de 1 ml com 50 e 100 ampolas;

200 mg/2 ml ampolas de 2 ml com 50 e 100 ampolas;
40 mg/1 ml ampolas de 1 ml com 50 e 100 ampolas.

Para uso pediátrico:
100 mg/2 ml ampolas de 2 ml com 50 e 100 ampolas;
30 mg/2 ml ampolas de 2 ml com 50 e 100 ampolas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Ampolas de injectável para administração IM/IV.
Utilizar só dentro do prazo de validade; utilizar apenas quando o líquido tem umaspecto límpido e homogéneo.

7 – TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO:

Labesfal – Laboratórios Almiro, S.A.
3465-051 Campo de Besteiros – Portugal

8 ? NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO:

Nº de registo: 2610194 – 50 ampolas de 1 ml de solução injectável, 200 mg/1 ml,ampolas de vidro âmbar tipo I;
Nº de registo: 2610293 – 100 ampolas de 1 ml de solução injectável, 200 mg/1 ml,ampolas de vidro âmbar tipo I de 1 ml;

Nº de registo: 2610392 – 50 ampolas de 1 ml de solução injectável, 100 mg/1 mlampolas de vidro âmbar tipo I;
Nº de registo: 2610491 – 100 ampolas de 1 ml de solução injectável, 100 mg/1 mlampolas de vidro âmbar tipo I;

Nº de registo: 2610590 ? 50 ampolas de 2 ml de solução injectável, 200 mg/2 mlampolas de vidro âmbar tipo I;
Nº de registo: 2610699 ? 100 ampolas de 2 ml de solução injectável, 200 mg/2 mlampolas de vidro âmbar tipo I;

Nº de registo: 2610798 ? 50 ampolas de 1 ml de solução injectável, 40 mg/1 mlampolas de vidro âmbar tipo I;
Nº de registo: 2610897 ? 100 ampolas de 1 ml de solução injectável, 40 mg/1 mlampolas de vidro âmbar tipo I;

Nº de registo: 2610996 ? 50 ampolas de 2 ml de solução injectável, 100 mg/2 mlampolas de vidro âmbar tipo I;

Nº de registo: 2611093 ? 100 ampolas de 2 ml de solução injectável, 100 mg/2 mlampolas de vidro âmbar tipo I;

Nº de registo: 2611192 ? 50 ampolas de 2 ml de solução injectável, 30 mg/2 mlampolas de vidro âmbar tipo I;
Nº de registo: 2611291 ? 100 ampolas de 2 ml de solução injectável, 30 mg/2 mlampolas de vidro âmbar tipo I;

9 – DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO / RENOVAÇÃO DA
AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO:

Data da primeira autorização: 28 de Outubro de 1997
Data da última renovação: 28 de Outubro de 2002


One Response

  1. Maria Aparecida Carlos Tampelli 30 de Março de 2015

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