Bialminal Forte Fenobarbital caracteristica medicamento

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

BIALMINAL, 100 mg, comprimidos
BIALMINAL FORTE, 200 mg, comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

BIALMINAL
Cada comprimido contém 100 mg de fenobarbital.
Excipientes:
Lactose, 1,25 mg

BIALMINAL FORTE
Cada comprimido contém 200 mg de fenobarbital.
Excipientes:
Lactose, 292 mg

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

Os comprimidos de Bialminal são brancos, biconvexos, gravados “Bialminal” e ranhuradosnuma face e gravados “Bial” na outra.

Os comprimidos de Bialminal Forte são brancos, biconvexos, gravados “Bial” numa face ecom ranhura na outra.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

O fenobarbital está indicado no tratamento da epilepsia, nomeadamente das crises parciaissimples, crises parciais complexas, crises generalizadas tónico-clónicas e na profilaxia dasconvulsões, incluindo as convulsões febris; como sedativo e hipnótico.

4.2 Posologia e modo de administração

O fenobarbital é geralmente administrado por via oral, uma ou duas vezes ao dia. A lentaeliminação do fenobarbital mostra que existem pequenas flutuações no plasma e no estado deequilíbrio os níveis mantêm-se constantes num intervalo de pelo menos 24 horas. No entanto,requerem-se pelo menos 2 semanas até atingir um novo estado de equilíbrio, apósmodificação da dosagem. A dose deve ser individualizada, tendo em atenção a idade, o peso ea situação clínica do doente.

Como anticonvulsivante: no adulto a dose usual é de 50 a 300 mg por dia, em toma única oudividida. Não há vantagem em dividir a dose devido à longa semi-vida do fenobarbital. Adose pediátrica usual é de 3 a 6 mg/kg de peso, por dia; nos doentes idosos e debilitados podeser necessário usar doses menores. Podem ser necessárias várias semanas de terapêutica atéque se atinja o efeito antiepiléptico máximo.

Como profilaxia das convulsões febris: a dose de manutenção é de 3 a 4 mg/Kg.

Como sedativo: no adulto a dose usual é de 30 a 120 mg/dia, dividida em 2 ou 3 tomas, massem qualquer vantagem em dividir a dose diária devido à longa semi-vida do fenobarbital.
Nas crianças a dose usual é e 2 mg/kg de peso ou 60 mg/m2 de superfície corporal, 3 vezesao dia; quando usado pré-operatoriamente nas crianças a dose usual é de 1 a 3 mg/kg de peso;nos doentes idosos e debilitados pode ser necessário usar doses menores.

Como hipnótico: no adulto a dose hipnótica é de 100 a 200 mg. Para tratar a insónia, nãodevem ser administrado por períodos superiores a 15 dias. De forma a prevenir efeitorebound no sono REM, o desmame com fenobarbital é recomendado durante 5 ou 6 dias,quando o seu uso como hipnótico foi prolongado.

Dose máxima de fenobarbital: não deve ser administrada uma dose superior a 600 mg, numperíodo de 24 horas.

Insuficiência renal: quando a taxa de filtração glomerular for inferior a 10 ml/min devem serusadas doses menores.
Ajuste da dosagem durante a diálise: deve ser feita uma dosagem suplementar defenobarbital, após hemodiálise ou diálise peritoneal, de forma a garantir níveis sanguíneosterapêuticos do medicamento.

Insuficiência hepática: os barbitúricos devem ser utilizados com precaução nos doentes comalteração da função hepática. As doses iniciais devem ser menores.

Os comprimidos devem ser engolidos com um pouco de água. No caso de omissão de umadose, o comprimido em falta deve ser tomado logo que possível, excepto se estiver próxima ahora da toma seguinte

4.3 Contra-indicações

Os barbitúricos estão contra-indicados nos doentes com história de porfiria intermitenteaguda ou porfiria variegata. O uso de fenobarbital está contra-indicado na insuficiência

hepática grave. Na presença de insuficiência pulmonar pode ocorrer depressão respiratóriagrave. Alguns doentes, particularmente os que têm dor grave, podem apresentar excitaçãoparadoxal e euforia, inquietação ou delírio. Os barbitúricos não devem ser administrados napresença de dor não controlada. Os doentes com história de abuso ou dependência de drogasou de hipersensibilidade ao fenobarbital, a qualquer um dos excipientes ou a um fármaco queseja metabolizado originando fenobarbital (ex. primidona ou N-metilfenobarbital) ou a outrosbarbitúricos não devem tomar BIALMINAL ou BIALMINAL FORTE.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Os doentes idosos e debilitados podem reagir a doses usuais de barbitúricos com excitação,confusão ou depressão mental. Pode haver aumento do risco de hipotermia em doentesidosos, particularmente se tratados com doses elevadas.
O fenobarbital deve ser descontinuado lentamente para evitar o aparecimento de convulsões,estado de mal epiléptico ou sintomas de descontinuação. Se o fenobarbital for substituído poroutro antiepiléptico, a dose deve ser mantida inicialmente e depois reduzida lentamente e emsimultâneo, a dose do novo medicamento é gradualmente aumentada.
Após a administração repetida de barbitúricos pode ocorrer tolerância e dependência física.
Esta pode igualmente ocorrer após a administração de altas doses por curtos períodos detempo.
Os doentes em terapêutica crónica com fenobarbital podem ter aumento das necessidades de
ácido fólico e de vitamina D.
Deve ponderar-se a relação risco-benefício da administração de fenobarbital em caso deanemia grave, diabetes mellitus, hipertiroidismo, depressão mental ou tendências suicidas einsuficiência hepática.
Produtos à base de plantas contendo Hypericum perforatum L. (hipericão) não devem serutilizados concomitantemente com BIALMINAL ou BIALMINAL FORTE, devido ao riscode diminuição das concentrações plasmáticas de BIALMINAL ou de BIALMINAL FORTE,e consequente diminuição dos seus efeitos terapêuticos (ver secção 4.5 “Interacçõesmedicamentosas e outras formas de interacção”)
BIALMINAL e BIALMINAL FORTE contêm lactose. Doentes com problemas hereditáriosraros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactosenão devem tomar este medicamento.

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados commedicamentos antiepilépticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise deensaios aleatorizados de medicamentos antiepilépticos, contra placebo, mostrou também umpequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida. Não é ainda conhecido omecanismo que explica este risco e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de umaumento do risco para o fenobarbital.

Os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamento suicida,devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado. Os doentes (e os prestadoresde cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o médico assim que surjamsinais de ideação e comportamento suicida.

 4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

O fenobarbital pode potenciar a acção de outros depressores do SNC incluindo outrossedativos ou hipnóticos, anti-histamínicos, tranquilizantes e álcool. Pode diminuir a absorçãogastrintestinal do dicumarol e, ao induzir as enzimas microssomiais hepáticas, pode aumentaro metabolismo dos anticoagulantes cumarínicos e diminuir a resposta anticoagulante.
O fenobarbital parece aumentar o metabolismo dos corticosteróides, provavelmente pelaindução das enzimas microssomiais hepáticas. O mesmo pode acontecer com o cloranfenicol,ciclosporina, metronidazol, quinidina e digitálicos.
Os barbitúricos podem potenciar os efeitos adversos, tais como a depressão respiratória,produzidos por doses tóxicas de antidepressores tricíclicos. Quando estes fármacos sãoadministrados em doses terapêuticas, os barbitúricos estimulam o metabolismo e diminuemas concentrações sanguíneas dos antidepressores.
Os inibidores da monoaminoxidase e o dissulfiram poderão inibir o metabolismo dosbarbitúricos e consequentemente prolongar os seus efeitos. Poderá por isso ser necessárioreduzir a dose do barbitúrico.
O fenobarbital pode diminuir as concentrações de griseofulvina, provavelmente por alterar asua absorção. Se for necessária a terapêutica concomitante, parece que a administração dagriseofulvina dividida em 3 doses pode melhorar a sua absorção.
O fenobarbital pode reduzir a semi-vida da doxiciclina ao induzir as enzimasmicrossomáticas hepáticas que metabolizam o antibiótico. Se possível, a administraçãoconcomitante deve ser evitada, mas se for necessária, a doxiciclina deve ser administradacom intervalos de 12 horas.
O fenobarbital pode diminuir a eficácia dos contraceptivos orais. O metabolismo doscomponentes estrogénico e progestagénico pode ser aumentado em resultado da indução dasenzimas microssomáticas hepáticas.
O fenobarbital pode estimular o sistema enzimático que metaboliza a fenitoína ou ainda inibircompetitivamente o seu metabolismo. A administração concomitante destes fármacos poderesultar num aumento, diminuição ou manutenção das concentrações sanguíneas da fenitoína.
A administração concomitante de fenobarbital e ácido valpróico provoca aumento dasconcentrações plasmáticas do fenobarbital e sonolência excessiva. O uso concomitante decarbamazepina e barbitúricos pode resultar no aumento do metabolismo da carbamazepina.
O efeito do fenobarbital pode ser reduzido pela utilização concomitante de produtos à base deplantas contendo Hypericum perforatum L. (hipericão), atribuindo-se este facto à suapropriedade de induzir enzimas envolvidos na metabolização de determinados fármacos.
Assim, os produtos à base de plantas contendo Hypericum perforatum L. não devem serutilizados simultaneamente com BIALMINAL ou BIALMINAL FORTE. Caso o doente já seencontre a tomar qualquer tipo de produtos à base de plantas contendo Hypericum perforatum
L., os níveis séricos de anticonvulsivante devem ser avaliados e deve ser suspensa a utlizaçãode Hypericum perforatum L. Pode haver um aumento dos níveis séricos de anticonvulsivanteapós a suspensão de Hypericum perforatum L., pelo que a dose de anticonvulsivante podenecessitar de ser ajustada.
O efeito de indução enzimática do Hypericum perforatum L. pode persistir pelo menosdurante duas semanas após a suspensão da sua utilização.

Para além das interacções acima mencionadas, está descrito que muitos outros fármacospodem alterar a resposta aos barbitúricos ou ver a sua própria resposta alterada. Por isso devehaver precaução sempre que se adiciona ou retira um fármaco de um regime terapêutico quecontém fenobarbital, tendo sempre em consideração a possibilidade de ser necessário efectuarajustes de doses.

4.6 Gravidez e aleitamento

Não está estabelecido que o uso de fenobarbital durante a gravidez e o aleitamento sejaseguro. Os barbitúricos podem lesar o feto quando administrados a mulheres grávidas. Foidescrita a ocorrência de hipoprotrombinemia com hemorragia em recém-nascidos de mãesque receberam fenobarbital durante a gravidez. Recomenda-se a administração de vitamina K
às mães medicadas com anticonvulsivantes durante a fase final da gravidez e parto, bemcomo a sua administração por rotina às crianças. Os recém-nascidos cujas mães receberambarbitúricos ao longo do último trimestre da gravidez podem apresentar sintomas de privaçãocerca de 1 a 14 dias pós-parto. O síndrome de privação pode manifestar-se por convulsões ouhiperirritabilidade. Os recém-nascidos cujas mães receberam barbitúricos durante o partodevem ser cuidadosamente observados para detecção de sinais de depressão respiratória.
Todas as mulheres em idade rtil (com possibilidade de engravidar) deverão receberaconselhamento médico especializado antes de iniciarem o tratamento, devido ao aumento dorisco de malformações congénitas.
O tratamento com medicamentos anti-epilépticos deverá ser reavaliado sempre que a mulherpretenda engravidar.
O risco de malformações congénitas é 2 a 3 vezes maior nos descendentes de grávidasmedicadas com anti-epilépticos. As malformações mais frequentes são dos lábios e cavidadeoral, aparelho cardiovascular e tubo neural. A exposição de fenobarbital a grávidasepilépticas, foi ainda associada a descendentes com menor perímetro cefálico, assim comoatraso nos seus desenvolvimentos cognitivos. Dentro das malformações congénitasassociadas à toma de fenobarbital, em monoterapia, ou terapia combinada, deverá ainda serincluído: deformações digitais minor (hipoplasia das falanges, unhas rudimentares e ausênciade unhas), malformações da face e displasia de desenvolvimento da anca.
O tratamento com vários medicamentos anti-epilépticos (politerapia) poderá estar associado aum maior risco de malformações congénitas relativamente ao tratamento com um únicomedicamento (monoterapia). Sempre que possível deverá ser utilizado um regime demedicamento único (monoterapia).
O tratamento com anti-epilépticos não deverá ser interrompido subitamente uma vez quepode aumentar o risco de crises epilépticas com consequências graves para a mãe e/ou para ofeto.

A acumulação de fenobarbital no leite materno é variável, mas pode ser significativa. Porisso, as crianças devem ser monitorizadas quanto à ocorrência de sedação excessiva. Porqueos barbitúricos são distribuídos no leite das mulheres a amamentar, o aleitamento deve sersuspenso se as crianças apresentarem sinais de toxicidade. Podem ocorrer sintomas deabstinência na criança, com a interrupção súbita da amamentação.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

O fenobarbital pode interferir com a capacidade de conduzir e utilizar máquinas porque podeocorrer sedação, tonturas ou sonolência.

4.8 Efeitos indesejáveis

A ocorrência de efeitos adversos graves com fenobarbital é rara. Quando o fármaco éadministrado oralmente para tratamento da epilepsia o principal efeito adverso é a sonolênciaou sedação, mas desenvolve-se tolerância a estes efeitos durante o tratamento crónico;contudo, nas crianças o fármaco pode provocar excitação paradoxal e hiperactividade ouexacerbar um comportamento hipercinético prévio. Os doentes idosos reagem frequentementeaos barbitúricos com excitação, confusão ou depressão. Outros efeitos adversos a nível dosistema nervoso podem ser a letargia, tonturas, vertigens, cefaleias, mialgias, neuralgias ouartralgias. Frequentemente ocorre sedação residual (hangover) após doses hipnóticas,podendo persistir, durante horas, alterações ligeiras do humor, alteração da capacidade deavaliação e das capacidades motoras.
O fenobarbital pode provocar náuseas, vómitos e obstipação.
A terapêutica com fenobarbital foi ainda raramente associada a púrpura trombocitopénica,leucopenia, agranulocitose, macrocitose, metaemoglobinémia e linfocitose.
Hepatite foi relatada como parte do síndrome de hipersensibilidade ao antiepiléptico,surgindo geralmente com intensidade moderada. Os sintomas podem surgir 3 semanas a 3meses após o início da terapêutica.
Existe ainda uma associação entre a toma de barbitúricos e o aparecimento de doenças dotecido conjuntivo como artralgias, contractura de Dupuytren e doença de Peyronie.
O fenobarbital pode provocar reacções cutâneas que são habitualmente rashes ligeiros,maculopapulares, morbiliformes ou escarlatiniformes, que desaparecem rapidamente após asuspensão do fármaco. Muito raramente ocorreram dermatite exfoliativa, eritema multiformeou síndroma de Stevens-Johnson.
Durante a terapêutica crónica com fenobarbital pode ocorrer anemia megaloblástica eosteopenia.
Pode ocorrer dependência aos barbitúricos, especialmente após administração prolongada dealtas doses. A dependência caracteriza-se pela presença de um grande desejo ou necessidadede continuar a tomar o barbitúrico, tendência para aumentar a dose, dependência psicológicae física dos efeitos da medicação e aparecimento de síndroma de abstinência quando obarbitúrico é descontinuado. Os sintomas de descontinuação podem incluir inquietação,contracção muscular, tremor das mãos, fraqueza, tonturas, problemas de visão, náuseas,vómitos, perturbações do sono, aumento da actividade onírica, pesadelos, hipotensãoortostática, convulsões ou alucinações.

4.9 Sobredosagem

A sobredosagem de barbitúricos provoca depressão do Sistema Nervoso Central (SNC),variando do sono ao coma profundo. A respiração é afectada precocemente; a ventilação podeser tanto lenta como algo rápida e profunda. Eventualmente há diminuição da pressãosanguínea tanto pelo efeito do fármaco como pela hipóxia a nível do centro vasomotormedular; a depressão da contractilidade cardíaca e dos gânglios simpáticos pode também

contribuir para esse efeito. As complicações pulmonares e a insuficiência renal são causas demorte prováveis nas intoxicações graves por barbitúricos.
O tratamento baseia-se em medidas de suporte geral. As medidas de vigilância devem incidirsobre a manutenção de uma via aérea, adequada ventilação e prevenção da pneumonia.
A lavagem gástrica deve ser considerada se decorreram menos de 4 horas sobre a ingestão. Aadministração de carvão activado e de catárticos pode diminuir a semi-vida do fenobarbital.
A diurese forçada e a alcalinização da urina (por exemplo, pela administração de bicarbonatode sódio) acelerarão a excreção do fenobarbital. Na intoxicação aguda grave por barbitúricoso colapso circulatório é frequentemente uma grande ameaça. A hipovolemia deve sercorrigida e a pressão arterial suportada. A hemodiálise, diálise peritoneal ou a hemoperfusãosó raramente são necessárias. O uso de estimulantes do SNC aumenta a taxa de mortalidade.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.6 Sistema Nervoso Central. Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Código ATC: N03AA02

Os barbitúricos deprimem, de forma reversível, a actividade de todos os tecidos excitáveis.
Contudo, nem todos os tecidos são afectados com doses ou concentrações séricasequivalentes. O SNC é muito mais sensível aos barbitúricos e, por isso, quando se ministramdoses sedativas ou hipnóticas os efeitos sobre os músculos liso, esquelético ou cardíaco sãomínimos. A capacidade de alguns destes agentes como o fenobarbital exercerem uma acçãoanticonvulsivante máxima com doses inferiores às hipnóticas, confere-lhes a sua utilizaçãoclínica como agentes anticonvulsivantes. O fenobarbital inibe a contracção tónica dosmembros posteriores no modelo do electrochoque máximo, as convulsões clónicasprovocadas pelo pentileno-tetrazole e as convulsões kindled.
Os barbitúricos reduzem a transmissão mono e polissináptica, provocando uma diminuição naexcitabilidade de toda a célula nervosa. Também aumentam o limiar de estimulação eléctricado córtex motor.
O fenobarbital tem efeitos semelhantes aos do GABA (ácido gama-aminobutírico) o quesugere semelhanças com as benzodiazepinas. Contudo, os barbitúricos diferem destas pelasua pequena margem de selectividade; com os barbitúricos, basta uma pequena elevação dadose para provocar uma depressão não selectiva para além da depressão sináptica selectiva.
O mecanismo pelo qual o fenobarbital inibe as convulsões envolve provavelmente apotenciação da inibição sináptica através de uma acção sobre o receptor GABAA. Ofenobarbital aumenta as respostas ao GABA aplicado iontoforeticamente. Estes efeitosverificaram-se com concentrações de fenobarbital terapeuticamente relevantes. A análise decanais iónicos (técnica de patch-clamp) isolados de segmentos de neurónios retirados daespinal medula de ratos demonstrou que o fenobarbital aumentou a corrente mediada peloreceptor GABA ao aumentar a duração dos “bursts” das correntes mediadas pelos receptores
GABA sem alterar a frequência dos “bursts”.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

O fenobarbital é bem absorvido por via oral, embora a absorção seja relativamente lenta.
Cerca de 70-90% de uma dose oral de fenobarbital é absorvida no tracto gastrintestinal. Asconcentrações sanguíneas máximas atingem-se em 8-12 horas e as concentrações cerebraismáximas em 10-15 horas. A semivida plasmática varia entre 2-6 dias. Concentraçõesplasmáticas de fenobarbital de 10-40 mcg/ml provocam actividade anticonvulsivante namaioria dos doentes. Se as concentrações forem superiores a 50 mcg/ml podem produzircoma e se superiores a 80 mcg/ml são potencialmente letais.
Cerca de 20-45% do fármaco no sangue está ligado às proteínas plasmáticas. O volume dedistribuição é de aproximadamente 0,5 L/kg. O fenobarbital é metabolizado no fígado porhidroxilação oxidativa, formando um metabolito inactivo, o p-hidroxifenobarbital.
Aproximadamente 25% da dose é excretada inalterada através de um mecanismo renal pH-
dependente e cerca de 75% da dose é excretada na urina sob a forma do metabolito p-
hidroxilado e dos seus conjugados glucuronido e sulfato.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A exposição crónica a doses elevadas de fenobarbital causou adenomas hepatocelulares norato e no ratinho e carcinomas hepatocelulares nalgumas estirpes de ratinhos. De entre osefeitos sobre os hepatócitos contam-se a inibição da comunicação célula a célula, a induçãoenzimática incluindo o citocromo P450, e a estimulação da proliferação e a inibição daapoptose dos hepatócitos nos focos neoplásicos. A terapêutica crónica em humanos não foiassociada à ocorrência de tumores. O fenobarbital não é ADN reactivo e a maioria dos testesde genotoxicidade foram negativos.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

BIALMINAL
Celulose microcristalina
Carboximetilamido sódico
Lactose mono-hidratada
Povidona
Estearato de magnésio.

BIALMINAL FORTE
Amido de milho
Lactose monohidratada
Povidona
Estearato de magnésio
Talco

6.2 Incompatibilidades

O fenobarbital forma complexos pouco solúveis com o Macrogol 4000, excipiente que podeestar presente noutros medicamentos. Esta associação reduziria a dissolução e absorção dofenobarbital.

6.3 Prazo de validade

5 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos de Bialminal e Bialminal Forte são acondicionados em blisters de
PVC/Alumínio com 2 ou 6 comprimidos.

Bialminal
Embalagens de 20 ou 60 comprimidos.

Bialminal Forte
Embalagens de 60 comprimidos

6.6. Precauções especiais eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

BIAL – Portela & Cª, S.A.
À Av. da Siderurgia Nacional
4745-457 S. Mamede do Coronado
Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Bialminal, 100 mg, comprimidos
N.º de registo: 9901207 – 20 comprimidos, 100 mg, blisters de PVC/Alu
N.º de registo: 9901231 – 60 comprimidos, 100 mg, blisters de PVC/Alu

Bialminal Forte, 200 mg, comprimidos
N.º de registo: 9901249 – 60 comprimidos, 200 mg, blisters de PVC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data de revisão: 20 Março 2002
Data da última renovação: 19 Junho 2008

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO


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  1. Dhiego Almeida 23 de Fevereiro de 2013

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