Proaxen Oxcarbazepina caracteristicas medicamento

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Proaxen 300 mg comprimidos
Proaxen 600 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido de Proaxen contém 300 mg ou 600 mg de oxcarbazepina, comosubstância activa.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Proaxen está indicado no tratamento de crises epilépticas parciais com ou sem crisestónico-clónicas generalizadas secundariamente.

Proaxen está indicado para utilização em monoterapia ou terapia adjuvante em adultos eem crianças com 6 anos de idade ou mais.

Proaxen está indicado na nevralgia do trigémeo.

4.2 Posologia e modo de administração

Em monoterapia e terapia adjuvante, o tratamento com oxcarbazepina deve ser iniciadocom uma dose clinicamente eficaz administrada em duas tomas. A dose pode seraumentada de acordo com a resposta clínica do doente. Quando outros fármacosantiepilépticos (AEs) são substituídos por Proaxen, a dose do(s) fármaco(s) AE(s)concomitante(s) deve ser gradualmente reduzida no início da terapia com Proaxen. Naterapia adjuvante, como a carga de fármaco antiepiléptico total do doente é aumentada,poderá ser necessário reduzir a dose do(s) fármaco(s) AE(s) concomitantes(s) e/ouaumentar mais lentamente a dose de Proaxen.

Proaxen pode ser tomado com ou sem alimentos.

As seguintes recomendações de dosagem aplicam-se a todos os doentes, na ausência deinsuficiência da função renal (ver secção 5.2 Propriedades Farmacocinéticas). Não énecessário monitorizar os níveis plasmáticos do fármaco para optimizar a terapia comoxcarbazepina.

Adultos

Monoterapia
Proaxen deve ser iniciado numa dose de 600 mg/dia (8-10 mg/kg/dia) administrada em
2 doses divididas. Se clinicamente indicado, a dose poderá ser aumentada num máximode 600 mg/dia em intervalos semanais a partir da dose inicial de forma a atingir aresposta clínica desejada. São observados efeitos terapêuticos com doses entre 600mg/dia e 2400 mg/dia.

Ensaios controlados em monoterapia em doentes não tratados com fármacos AEsmostraram que 1200 mg/dia é uma dose eficaz: no entanto, uma dose de 2400 mg/diamostrou ser eficaz em doentes refractários que mudaram de outros fármacos AEs paraoxcarbazepina em monoterapia.

Num ambiente hospitalar controlado, foram alcançados aumentos de dose até 2400mg/dia durante 48 horas.

Terapia adjuvante
Proaxen deve ser iniciado com uma dose de 600 mg/dia (8-10 mg/kg/dia) administradaem 2 doses divididas. Se clinicamente indicado, a dose poderá ser aumentada nummáximo de incrementos de 600 mg/dia em intervalos semanais a partir da dose inicialde forma a atingir a resposta clínica desejada. São observados efeitos terapêuticos comdoses entre 600 mg/dia e 2400 mg/dia.

Doses diárias de 600 a 2400 mg/dia demonstraram ser eficazes num ensaio controladoem terapia adjuvante, apesar de a maioria dos doentes não tolerar a dose de 2400 mg/diasem redução dos fármacos AEs concomitantes, principalmente devido a efeitos adversosrelacionados com o SNC.

Doses diárias acima de 2400 mg/dia não foram estudadas sistematicamente em ensaiosclínicos.

Idosos
Recomenda-se o ajustamento da dose nos idosos com função renal comprometida (ver
“Doentes com insuficiência renal”). Para doentes em risco de hiponatremia ver secção
4.4 Advertências e precauções especiais de utilização.

Crianças
Em monoterapia e terapia adjuvante, a oxcarbazepina deve ser iniciada com uma dosede 8-10 mg/kg/dia administrada em 2 doses divididas. Em terapia adjuvante foramobservados efeitos terapêuticos com uma dose de manutenção média de 30 mg/kg/dia.
Se clinicamente indicado, a dose poderá ser aumentada num máximo de incrementos de
10 mg/kg/dia em intervalos semanais a partir da dose inicial, até uma dose máxima de

46 mg/kg/dia, de forma a atingir a resposta clínica desejada (ver secção 5.2
Propriedades Farmacocinéticas).

Proaxen é recomendado para utilização em crianças de 6 anos de idade ou mais. Asegurança foi avaliada em crianças a partir dos 2 anos de idade.

Todas as recomendações posológicas acima indicadas se baseiam nas doses estudadasnos ensaios clínicos para todos os grupos etários. No entanto, podem ser consideradasdoses iniciais mais baixas quando apropriado.

Doentes com insuficiência hepática
Não é necessário ajuste posológico em doentes com insuficiência hepática ligeira amoderada. A oxcarbazepina não foi estudada em doentes com insuficiência hepáticagrave (ver secção 5.2 Propriedades farmacocinéticas).

Doentes com insuficiência renal
Em doentes com insuficiência da função renal (depuração da creatinina inferior a 30ml/min) a terapia deve ser iniciada com metade da dose habitual inicial (300 mg) eaumentada, em intervalos de pelo menos uma semana, de forma a atingir a respostaclínica desejada (ver secção 5.2 Propriedades farmacocinéticas).

O escalonamento de doses em doentes insuficientes renais pode necessitar deobservação mais cuidadosa.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância activa (oxcarbazepina) ou a qualquer um dosexcipientes.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Os doentes que tenham apresentado reacções de hipersensibilidade à carbamazepinadevem ser informados de que em aproximadamente 25-30% dos casos poderão tambémapresentar reacções de hipersensibilidade (por exemplo reacções cutâneas graves) com
Proaxen.

Podem também ocorrer reacções de hipersensibilidade em doentes sem antecedentes dehipersensibilidade à carbamazepina. Em geral, se ocorrerem sinais e sintomassugestivos de reacções de hipersensibilidade (ver secção 4.8 “Efeitos indesejáveis”) aoxcarbazepina deve ser imediatamente retirada.

Foram observados níveis séricos de sódio inferiores a 125 mmol/l, normalmenteassintomáticos e que não requerem ajustamento da terapia, em até 2,7% dos doentestratados com oxcarbazepina. A experiência dos ensaios clínicos mostra que os níveisséricos de sódio voltaram ao normal quando a posologia foi reduzida, interrompida ou odoente foi tratado conservadoramente (por ex: restrição da ingestão de fluidos). Emdoentes com problemas renais preexistentes associados a níveis de sódio baixos ou emdoentes tratados concomitantemente com fármacos que baixem os níveis de sódio (porex. diuréticos, desmopressina) assim como fármacos AINEs (por ex. indometacina), os

níveis séricos de sódio devem ser determinados após cerca de duas semanas e depois emintervalos mensais durante os três primeiros meses de terapia ou de acordo com anecessidade clínica. Estes factores de risco poderão aplicar-se especialmente aosdoentes idosos. Para doentes medicados com oxcarbazepina quando iniciam fármacosque baixam os níveis de sódio, deve ser seguida a mesma abordagem para asdeterminações do sódio. Em geral, se ocorrerem sintomas clínicos sugestivos dehiponatremia durante a terapia com Oxcarbazepina (ver secção 4.8 Efeitos indesejáveis)poderá ser considerada a determinação do sódio sérico. Outros doentes poderão ter osódio sérico avaliado nas suas análises laboratoriais de rotina.

Todos os doentes com insuficiência cardíaca e falência cardíaca secundária devemdeterminar regularmente o peso para determinar a ocorrência de retenção de fluidos. Emcaso de retenção de fluidos ou agravamento do problema cardíaco, o sódio sérico deveser determinado. Se for observada hiponatremia, a restrição de água é uma importantecontramedida.

Apesar de os ensaios clínicos não evidenciarem que a oxcarbazepina esteja associadacom insuficiência da condução cardíaca, teoricamente, doentes com perturbações decondução preexistentes (por ex. bloqueio AV, arritmia) devem ser cuidadosamenteseguidos.

Foram relatados casos muito raros de hepatite que, na maioria dos casos, se resolveramfavoravelmente. Quando se suspeita de um efeito hepático, a função hepática deve seravaliada e deve ser considerada a interrupção da oxcarbazepina.

As doentes do sexo feminino em idade fértil devem ser advertidas de que a utilizaçãosimultânea de oxcarbazepina com contraceptivos hormonais poderá tornar este tipo decontraceptivos ineficaz (ver secção 4.5 Interacções medicamentosas e outras formas deinteracção). Recomenda-se a utilização de formas adicionais de contracepção nãohormonais durante a utilização de Proaxen.

Deve-se ter cuidado se se tomar álcool durante a terapia com Proaxen devido a umpossível efeito sedativo aditivo.

Tal como com todos os fármacos antiepilépticos, Proaxen deve ser retiradogradualmente de forma a minimizar o potencial aumento de frequência de crisesepilépticas.

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados commedicamentos antiepilépticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise deensaios aleatorizados de medicamentos antiepilépticos, contra placebo, mostrou tambémum pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida. Não é aindaconhecido o mecanismo que explica este risco e os dados disponíveis não excluem apossibilidade de um aumento do risco para a Oxcarbazepina.
Os doentes devem ser monitorizados quando aos sinais de ideação e comportamentosuicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado. Os doentes (eos prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o médicoassim que surjam sinais de ideação e comportamento suicida.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Inibição enzimática
A Oxcarbazepina foi avaliada em microssomas hepáticos humanos com o objectivo dedeterminar a sua capacidade de inibir as principais enzimas do citocromo P450responsáveis pelo metabolismo de outros fármacos. Os resultados demonstram que aoxcarbazepina e o seu metabolito farmacologicamente activo (derivado monohidroxi,
DMH) inibem a CYP2C19. Assim, poderão surgir interacções quando se co-
administram doses elevadas de oxcarbazepina com fármacos que são metabolizadospela CYP2C19 (por ex. fenobarbital, fenitoína, ver abaixo). Em alguns doentes tratadoscom oxcarbazepina e fármacos metabolizados via CYP2C19 poderá ser necessária umaredução dos fármacos co-administrados. Em microssomas hepáticos humanos, aoxcarbazepina e o DMH têm pouca ou nenhuma capacidade para actuar como inibidoresdas seguintes enzimas: CYP1A2, CYP2A6, CYP2C9, CYPD6, CYP2E1, CYP4A9 e
CYP4A11.

Indução enzimática
A oxcarbazepina e o DMH induzem in vitro e in vivo, os citocromos CYP3A4 e
CYP3A5 responsáveis pelo metabolismo dos antagonistas do cálcio dihidropiridínicos,contraceptivos orais e fármacos antiepilépticos (p. ex. carbamazepina) o que resulta emconcentrações plasmáticas mais baixas destes medicamentos (ver abaixo).

In vitro, o DMH é um fraco indutor da UDP-glucoronil transferase e, assim, éimprovável que in vivo tenha efeito em fármacos que são eliminados principalmente porconjugação através de UDP-glucoronil transferases (por ex. ácido valpróico,lamotrigina). Mesmo considerando o fraco potencial de indução da oxcarbazepina e do
DMH, poderá ser necessária uma dose maior dos fármacos usados concomitantementeque são metabolizados via CYP3A4 ou por conjugação (UDPGT). Em caso deinterrupção da terapia com PROAXEN, poderá ser necessária uma redução da dose damedicação concomitante.

Estudos de indução realizados com hepatócitos humanos confirmaram a oxcarbazepinae o DMH como fracos indutores das isoenzimas da sub-família 2B e 3A4CYP. Opotencial de indução da oxcarbazepina/ DMH nas outras isoenzimas CYP não éconhecido.

Fármacos antiepilépticos
Nos estudos clínicos foram avaliadas as potenciais interacções entre oxcarbazepina eoutros fármacos antiepilépticos (AEs). O efeito destas interacções nas AUCs e Cminmédias está resumido na tabela seguinte.

 Fármaco AE
Influência da oxcarbazepina na
Influência do fármaco AE na
co-administrado
concentração do fármaco AE
concentração do DMH
Carbamazepina
0-22% de diminuição (30% de aumento 40% de diminuiçãode carbamazepina-epóxido)
Clobazan
Não estudada Sem
influência
Felbamato
Não estudada Sem
influência
Fenobarbital
14-15% de aumento
30-31% de diminuição
Fenitoína
0-40% de aumento
29-35% de diminuição
Ácido valpróico
Sem influência
0-18% de diminuição

In vivo, os níveis plasmáticos de fenitoína aumentaram em até 40% quando aoxcarbazepina foi administrada em doses acima de 1200 mg/dia. Assim, quando seutilizam doses de oxcarbazepina maiores que 1200 mg/dia durante a terapia a adjuvante,poderá ser necessário diminuir a dose de fenitoína. No entanto, o aumento do nível defenobarbital é pequeno (15%) quando administrada com oxcarbazepina.

Fortes indutores das enzimas do citocromo P450 (i.e. carbamazepina, fenitoína efenobarbital) demonstraram diminuir os níveis plasmáticos do DMH (29-40%).

Não foi observada auto-indução com oxcarbazepina.

Contraceptivos hormonais
A oxcarbazepina demonstrou ter influência nos dois componentes, etinilestradiol (EE) elevonorgestrel (LNG), de um contraceptivo oral. Os valores de AUC médios de EE e
LNG diminuíram em 48-52% e 32-52% respectivamente. Não foram realizados estudoscom outros contraceptivos orais ou implantáveis. Assim, a utilização simultânea deoxcarbazepina com contraceptivos hormonais pode tornar estes contraceptivosineficazes (ver secção 4.4. Advertências e precauções especiais de utilização).

Antagonistas do cálcio
Após a co-administração repetida de oxcarbazepina, os valores de AUC da felodipinabaixaram em 28%. No entanto, os níveis plasmáticos permaneceram no intervaloterapêutico recomendado.

Por outro lado, o verapamil causou uma diminuição de 20% dos níveis plasmáticos do
DMH (cerca de 10% mais elevados após a co-administração repetida). Os resultadoscom varfarina não evidenciaram interacção quer com doses únicas quer com dosesrepetidas de oxcarbazepina.

Teoricamente (relação estrutural com os antidepressivos tricíclicos) não se recomenda autilização de oxcarbazepina com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs).

Nos ensaios clínicos foram incluídos doentes medicados com antidepressivos tricíclicose não foram observadas interacções clinicamente significativas.

A associação de lítio e oxcarbazepina pode provocar neurotoxicidade aumentada.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez
Todas as mulheres em idade fértil (com possibilidade de engravidar) deverão receberaconselhamento médico especializado antes de iniciarem o tratamento, devido aoaumento do risco de malformações congénitas.

O tratamento com medicamentos antiepilépticos deverá ser reavaliado sempre que amulher pretenda engravidar.

O risco de malformações congénitas é 2 a 3 vezes maior nos descendentes de grávidasmedicadas com antiepilépticos. As malformações mais frequentes são dos lábios ecavidade oral, aparelho cardiovascular e tubo neural.

O tratamento com vários medicamentos antiepilépticos (politerapia) poderá estarassociado a um maior risco de malformações congénitas relativamente ao tratamentocom um único medicamento (monoterapia). Sempre que possível deverá ser utilizadoum regime de medicamento único (monoterapia).

O tratamento com antiepilépticos não deverá ser interrompido subitamente uma vez quepode aumentar o risco de crises epilépticas com consequências graves para a mãe e/oupara o feto.

Aleitamento
A oxcarbazepina e o seu metabolito activo (DMH) são excretados no leite maternohumano. A razão entre a concentração no leite e no plasma foi de 0,5 tanto para aoxcarbazepina como para o DMH. Os efeitos no lactente exposto à oxcarbazepina poresta via são desconhecidos. Assim, a oxcarbazepina não deve ser usada durante aamamentação.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e de utilizar máquinas

Dado que a maior parte dos efeitos indesejáveis envolve o Sistema Nervoso Central,
Proaxen poderá, eventualmente, interferir na capacidade de condução e utilização demáquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

O perfil de efeitos indesejáveis por sistema corporal é baseado nos Efeitos Adversos dosensaios clínicos avaliados como estando relacionados com a oxcarbazepina. Para alémdisso, foram considerados relatos clinicamente significativos sobre experiênciasadversas dos programas de uso individualizado e da experiência pós-comercialização.

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro decada classe de frequência.

Gerais
Muito frequente (³ 10%): fadiga
Frequente (³ 1%): astenia

Muito raro (£ 0,01%): angioedema, perturbações de hipersensibilidade multi-órgão
(caracterizadas por situações como erupção cutânea, febre, linfoadenopatia, testes defunção hepática anormais, eosinofilia, artralgia)

Sistema Nervoso Central
Muito frequente (³ 10%): tonturas, cefaleia, sonolência
Frequente (³ 1%): agitação, amnésia, apatia, ataxia, alteração da concentração, confusão,depressão, instabilidade emocional (por ex. nervosismo), nistagmo, tremor.

Sistema Cardiovascular
Muito raro (£ 0,01%): arritmia (por ex. bloqueio AV)

Sistema Digestivo
Muito frequente (³ 10%): náuseas, vómitos
Frequente (³ 1%): obstipação, diarreia, dor abdominal.

Hematologia
Pouco frequente (³ 0,1%): leucopenia
Muito raro (£ 0,01%): trombocitopenia

Fígado
Pouco frequente (³ 0,1%): aumento das transaminases e/ou fosfatase alcalina
Muito raro (£ 0,01%): hepatite

Perturbações metabólicas e nutricionais
Frequente (³ 1%): hiponatremia
Muito raro (£ 0,01%): hiponatremia associada a sinais e sintomas tais como crises,confusão, alteração da consciência, encefalopatia (ver também Sistema Nervoso Centralpara mais efeitos indesejáveis), perturbação da visão (por ex. visão desfocada), vómitose náuseas.

Pele e apêndices
Frequente (³ 1%): acne, alopécia, erupção cutânea
Pouco frequente (³ 0,1%): urticária
Muito raro (£ 0,01%): síndroma de Stevens-Johnson, lúpus eritematoso sistémico

Sentidos especiais
Muito frequente (³ 10%): diplopia
Frequente (³ 1%): vertigens, perturbações da visão (por ex. visão desfocada)

4.9 Sobredosagem

Foram relatados casos de sobredosagem isolados. A dose máxima tomada foi deaproximadamente 24 000 mg. Todos os doentes recuperaram com tratamentosintomático. Os sintomas de sobredosagem incluem sonolência, tonturas, náuseas,vómitos, hipercinesia, hiponatremia, ataxia e nistagmo. Não existe um antídotoespecífico. O tratamento sintomático e de suporte deve ser administrado quandoapropriado. Deve ser considerada a eliminação do fármaco por lavagem gástrica e/ouinactivação através da administração de carvão activado.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 2.6 Sistema Nervoso Central. Antiepilépticos e
Anticonvulsivantes.

Código ATC: N03AF02

A actividade farmacológica da oxcarbazepina é exercida principalmente através dometabolito (DMH). Pensa-se que o mecanismo de acção da oxcarbazepina e do DMH sebaseia principalmente no bloqueio dos canais de sódio sensíveis à voltagem, resultandoassim na estabilização das membranas nervosas hiperexcitadas, inibição das descargasneuronais repetidas e diminuição da propagação dos impulsos sinápticos. Para alémdisso, o aumento da condutância de potássio e a modulação dos canais de cálcioactivados de alta voltagem podem também contribuir para os efeitos anticonvulsivantesdos fármacos. Não foram descobertas interacções significativas com os locais dosneurotransmissores cerebrais ou moduladores.

A oxcarbazepina e o seu metabolito activo (DMH) são anticonvulsivantes potentes eeficazes em animais. Protegeram os roedores contra crises tónico-clónicas generalizadase, em menor extensão, crises clónicas e eliminaram ou reduziram a frequência de crisesparciais cronicamente recorrentes em macacos Rhesus com implantes de alumínio. Nãofoi observada tolerância (i.e. atenuação da actividade anticonvulsiva) contra crisestónico-clónicas quando ratinhos e ratos foram tratados diariamente durante 5 dias ou 4semanas, respectivamente, com oxcarbazepina ou DMH.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção
Após administração oral, a oxcarbazepina é completamente absorvida e extensivamentemetabolizada no seu metabolito, terapeuticamente activo (DMH).

Após administração de uma dose única de 600 mg de oxcarbazepina a voluntáriossaudáveis do sexo masculino em jejum, o valor médio da Cmáx do DMH foi de 34
µmol/l, com um tmáx médio correspondente de 4,5 horas.

Num estudo de equilíbrio de massa no homem, apenas 2% da radioactividade total noplasma se deveram à oxcarbazepina inalterada, aproximadamente 70% deveram-se ao
DMH e o restante foi atribuível a metabolitos secundários menores que foramrapidamente eliminados.

Os alimentos não têm efeito na taxa e extensão de absorção da oxcarbazepina, logo
Proaxen pode ser tomado com ou sem alimentos.

Distribuição
O volume de distribuição aparente do DMH é de 49 litros.

Aproximadamente 40% do DMH está ligado às proteínas séricas, principalmente àalbumina. A ligação é independente da concentração sérica no intervaloterapêuticamente relevante. A oxcarbazepina e o DMH não se ligam à glicoproteína
ácida alfa-1.

Biotransformação
A oxcarbazepina é rapidamente reduzida pelas enzimas citosólicas do fígado em DMH,que é o principal responsável pelo efeito farmacológico do Proaxen. O DMH é depoismetabolizado por conjugação com ácido glucurónico. Pequenas quantidades (4% dadose) são oxidadas no metabolito farmacologicamente inactivo (derivado 10, 11-
dihidroxi, DHD).

Eliminação
A oxcarbazepina é depurada do organismo principalmente na forma de metabolitos quesão excretados predominantemente pelos rins. Mais de 95% da dose aparece na urina,com menos de 1% como oxcarbazepina inalterada. A excreção fecal representa menosde 4% da dose administrada. Aproximadamente 80% da dose é excretada na urina quercomo glucoronidos de DMH (49%) quer como DMH inalterado (27%), enquanto o
DHD inactivo representa aproximadamente 3% e os conjugados da oxcarbazepinarepresentam 13% da dose.

A oxcarbazepina é rapidamente eliminada a partir do plasma com valores de semi-vidaaparentes entre 1,3 e 2,3 horas. Em contrapartida, a semi-vida plasmática aparente do
DMH foi em média 9,3±1,8 h.

Proporcionalidade da dose
As concentrações plasmáticas do DMH no estado de equilíbrio dinâmico são alcançadasem 2-3 dias nos doentes quando a oxcarbazepina é administrada 2 vezes por dia. Noestado de equilíbrio dinâmico a farmacocinética do DMH é linear e mostraproporcionalidade de dose no intervalo de doses de 300 a 2400 mg/dia.

Populações especiais

Doentes com insuficiência hepática
A farmacocinética e o metabolismo da oxcarbazepina e do DMH foram avaliados emvoluntários saudáveis e em indivíduos com insuficiência hepática após uma dose oral
única de 900 mg. A insuficiência hepática ligeira a moderada não afectou afarmacocinética da oxcarbazepina e do DMH. A oxcarbazepina não foi estudada emdoentes com insuficiência hepática grave.

Doentes com insuficiência renal
Existe uma correlação linear entre a depuração da creatinina e a depuração renal do
DMH. Quando a oxcarbazepina é administrada numa dose única de 300 mg em doentescom insuficiência renal (depuração da creatinina < 30 ml/min) a semi-vida deeliminação do DMH é prolongada em 60-90% (16-19 horas) com uma duplicação da
AUC em comparação com adultos com função renal normal (10 horas).

Crianças

Após a administração de uma dose única de 5 a 15 mg/kg de oxcarbazepina, os valoresde AUC normalizados para a dose do DMH foram 30% menores em crianças comidades entre 2-5 anos do que em crianças mais velhas com idades entre 6-12 anos. Emgeral, em crianças com função renal normal, a depuração renal do DMH normalizadapara o peso corporal, é maior do que em adultos. Em crianças, foi observada umaredução de 10 a 50% da semi-vida de eliminação do DMH (5 a 9 horas) em comparaçãocom os adultos (10 horas).

Idosos
Após a administração de doses únicas (300 mg) e múltiplas (600 mg/dia) deoxcarbazepina em voluntários idosos (60-82 anos de idade), os valores dasconcentrações plasmáticas máximas e AUC do DMH foram 30% – 60% mais elevadosdo que em voluntários mais jovens (18-32 anos de idade). As comparações dasdepurações da creatinina em voluntários jovens e idosos indicam que a diferença sedeve a reduções da depuração da creatinina relacionadas com a idade. Não sãonecessárias recomendações de dose especiais porque as doses terapêuticas são ajustadasindividualmente.

Sexo
Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas com o sexo emcrianças, adultos ou nos idosos.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os resultados pré-clínicos não indicam risco especial para humanos com base nosestudos de toxicidade de dose repetida, farmacologia de segurança, mutagenicidade ecarcinogenicidade com oxcarbazepina e o seu metabolito farmacologicamente activo,derivado monohidroxi (DMH).

Foi evidenciada nefrotoxicidade em estudos de toxicidade de dose repartida no rato,mas não em estudos no cão ou no ratinho. Como não existem relatos de tais alteraçõesem doentes, o significado clínico desta descoberta nos ratos permanece desconhecido.

Testes de imunoestimulação em ratinhos mostraram que o DMH (e em menor extensãoa oxcarbazepina) pode provocar hipersensibilidade retardada.

Os estudos em animais mostraram efeitos como aumentos da incidência da mortalidadeembrionária e algum atraso do crescimento pré-natal e/ou pós-natal com níveis tóxicospara a mãe. Num dos oito estudos de toxicidade embrionária que foram realizados quercom a oxcarbazepina quer com o metabolito farmacologicamente activo (DMH), comuma dose que também mostrou toxicidade materna, verificou-se um aumento dasmalformações fetais do rato.

Nos estudos de carcinogenicidade foram induzidos tumores do fígado (ratos e ratinhos),nos testículos e nas células granulares do tracto genital das fêmeas (ratos) dos animaistratados. A ocorrência de tumores no fígado foi muito provavelmente uma consequênciada indução das enzimas microssomais hepáticas; um efeito indutor que, apesar de nãopoder ser excluído, é fraco ou está ausente nos doentes tratados com oxcarbazepina. Ostumores testiculares podem ter sido induzidos por concentrações elevadas da hormona

luteinizante. Devido à ausência de tal aumento nos humanos, estes tumores não sãoconsiderados de significado clínico. No estudo de carcinogenicidade com DMH emratos foi notado um aumento relacionado com a dose da incidência de tumores dascélulas granulares do tracto genital (cervix e vagina) das fêmeas. Estes efeitosocorreram com níveis de exposição comparáveis aos antecipados para a exposiçãoclínica. O mecanismo para o desenvolvimento destes tumores não foi elucidado. Assim,a relevância clínica destes tumores não é conhecida.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Celulose microcristalina, hipromelose, croscarmelose sódica, sílica coloidal anidra,
óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro vermelho (E172) e estearato de magnésio.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

30 meses.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos são acondicionados em blister de alumínio com alvéolos brancosopacos de PVC.

As apresentações são de 10 e 60 comprimidos doseados a 300 mg e a 600 mg emoxcarbazepina.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

PENTAFARMA – Sociedade Tecnico-Medicinal, S.A.
Rua Professor Henrique de Barros,
Edificio Sagres, 5ºA
2685-338 PRIOR-VELHO
Tel.: 210414100
Fax: 219410839
E-mail: pentafarma@mail.telepac.pt

 8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 3076494 ? 10 comprimidos, 300 mg, blister de alumínio/PVC.
Nº de registo: 3076593 ? 60 comprimidos, 300 mg, blister de alumínio/PVC.

Nº de registo: 3076692 ? 10 comprimidos, 600 mg, blister de alumínio/PVC.
Nº de registo: 3076791 ? 60 comprimidos, 600 mg, blister de alumínio/PVC.

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/ RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO
DE INTRODUÇÃO NO MERCADO:

Data da primeira autorização: 23 de Dezembro de 1999
Data da última renovação: 27 de Junho de 2004


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  1. Kundan Narendra 23 de Maio de 2012

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