Hidrazida 300 mg, Comprimidos revestidos por película, Isoniazida, Características do Medicamento

Resumo das características Hidrazida Isoniazida

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Hidrazida 300 mg Comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 300 mg de isoniazida.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.
Branco amarelado

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

A Hidrazida está indicada em todos os casos de tuberculose pulmonar e extra pulmonar.
Está também indicada nos casos de meningite tuberculosa.

4.2 Posologia e modo de administração

Administrar por via oral.
Salvo melhor indicação do médico, a dose diária actualmente varia entre 300 a 400 mgpor dia, conforme o peso for inferior ou superior a 50 Kg.
De preferência ingerir os comprimidos no intervalo das refeições.

4.3 Contra-indicações

-Hipersensibilidade à isoniazida ou a qualquer um dos excipientes
-Insuficiência hepática grave, durante a qual se recomenda não utilizar a isoniazida.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Os doentes que estão a fazer tratamento com isoniazida devem fazer testes periódicos dafunção hepática.
Os doentes devem ser questionados mensalmente por sinais e sintomas das doenças dofígado e devem ser alertados para comunicarem ao médico qualquer sintoma próprio dahepatite (ex: fadiga, cansaço, mal-estar, náuseas, vómitos e anorexia).
Na presença de tais sintomas ou de sinais que sugiram lesões hepáticas, a isoniazida deveser imediatamente retirada temporária ou definitivamente.

A isoniazida deve ser usada com precaução em consumidores diários de álcool e doentescom doenças hepáticas crónicas ou insuficiência hepática (para estes últimos as dosesdevem ser inferiores).
Devem ser feitos exames oftalmológicos em doentes que desenvolvam sintomas nessa
área durante o tratamento com a isoniazida.
Em doentes mal nutridos ou com predisposição para neuropatias (ex: diabéticos,alcoólicos) deve ser administrada piridoxina juntamente com a isoniazida.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

A isoniazida é um inibidor do metabolismo hepático de vários fármacos, o que podepotenciar a toxicidade de alguns fármacos tomados concomitantemente:
Antituberculosos.

Foi evidenciado que os efeitos adversos sobre o sistema nervoso central (SNC) daisoniazida, cicloserina e etionamida podem ser aditivos. Por isso, a isoniazida deve serusada com precaução em doentes que recebem cicloserina e etionamida.

A isoniazida inibe a multiplicação de BCG (bacilo de Calmette e Guérin), por isso avacina do BCG não é efectiva quando administrada juntamente com a Hidrazida.

Fenitoína
A isoniazida inibe o metabolismo hepático da fenitoína resultando um aumentoplasmático das concentrações da fenitoína e possível toxicidade em alguns doentes.
Os doentes que recebem isoniazida e fenitoína devem ser observados a fim de seremdetectados sinais de intoxicação pela fenitoína e a dosagem do anti-convulsivo deve serreduzida de acordo.

Outros medicamentos
Os antiácidos contendo alumínio diminuem a absorção gastrointestinal da isoniazida. Aisoniazida deve ser administrada pelo menos uma hora antes do antiácido.

Em doentes que recebiam simultaneamente isoniazida e dissulfiram ocorreramdificuldades de coordenação e episódios psicóticos, provavelmente resultantes daalteração do metabolismo da dopamina. Por isso, a administração conjunta deve serevitada.

4.6 Gravidez e aleitamento

É conveniente não administrar a Hidrazida nos primeiros 3 meses de gravidez, exceptoem caso de tuberculose activa. Em caso de hipovitaminose administrar conjuntamentepiridoxina.
Como a isoniazida atravessa a placenta e se distribui pelo leite, os recém-nascidos e ascrianças amamentadas devem ser vigiados relativamente aos efeitos indesejáveis.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A Hidrazida não tem efeitos sobre a capacidade de condução de veículos e uso demáquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Foram identificadas várias alterações hematológicas durante o tratamento com isoniazidaincluindo eosinofilia, agranulocitose e anemia.
As reacções gastrointestinais podem incluir náuseas, vómitos e mal-estar epigástrico.

4.9 Sobredosagem

A sobredosagem da isoniazida produz náuseas, vómitos, tonturas, pronúncia indistinta,visão perturbada e alucinações visuais (incluindo cores brilhantes e desenhos estranhos).
Os sintomas de sobredosagem geralmente ocorrem após 30 minutos a 3 horas depois daingestão do medicamento.
Após sobredosagem marcada, a angústia respiratória e a depressão do SNC progridemrapidamente de letargia para coma, ocorrendo doenças repentinas sem cura, acidosemetabólica, acetonúria e hiperglicémia.
A sobredosagem por isoniazida quando não tratada ou tratada incorrectamente pode serfatal.
Os efeitos induzidos pela isoniazida parecem estar associados com a redução dasconcentrações do ácido-aminobutírico (GABA) no SNC, possivelmente resultante dainibição da actividade da 5-piridoxal-fosfato do cérebro, pela isoniazida.

Tratamento
No tratamento da sobredosagem pela isoniazida, o doente deve ser ventilado a fim de serrestabelecida a respiração normal.
As lesões provocadas podem ser controladas por administração IV de diazepam ou debarbitúricos de curta acção e de uma dose de cloridrato de piridoxina igual à quantidadede isoniazida ingerida.
Geralmente, são administradas 1 a 4 g de cloridrato de piridoxina por via IV seguidos por
1 g IM em intervalos de 30 minutos, até que se tenha administrado a dose total.
Se as lesões estão controladas e a sobredosagem é recente (2-3 horas), o estômago deveser esvaziado por lavagem gástrica. Devem ser efectuadas determinações dos gasessanguíneos, electrólitos séricos e glucose.
Deve ser administrado bicarbonato de sódio por via IV, para controlo da acidosemetabólica.
A piridoxina também tem um efeito benéfico na correcção da acidose em alguns doentes,por controlo da acidose láctica.
Deve ser iniciada logo que possível uma diurese osmótica forçada para aumentar adepuração renal do medicamento, que deve continuar por várias horas após a melhoria doestado clínico, para assegurar a depuração completa.
A entrada e saída de fluidos devem ser monitorizadas. Em casos graves proceder àhemodiálise ou, se não é possível hemodiálise deve ser efectuada uma diálise peritoneal.

Em adição devem ser tomadas medidas para prevenir hipoxia e hipotensão.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 1.1.12 Medicamentos Anti-infecciosos. Antibacterianos.
Antituberculosos.
Código ATC: J04AC01

Mecanismo de acção
A isoniazida tem uma acção bacteriostática ou bactericida, dependendo da concentraçãode fármaco que atinja o local de infecção e da susceptibilidade do organismo responsávelpela infecção.
O mecanismo de acção exacto da isoniazida não foi ainda completamente explicado.
Foram propostos vários mecanismos, como interferência com o metabolismo dasproteínas bacterianas, ácidos nucleicos, açúcares e lípidos.
Uma das principais acções do fármaco parece ser a inibição da síntese do ácido nicólicoem bactérias sensíveis, o que resulta numa fractura da parede celular bacteriana.
A isoniazida é activa contra bactérias sensíveis, apenas quando estas estão em divisão.

Espectro de actividade
A isoniazida é altamente específica contra microrganismos do género Mycobacterium.
A isoniazida é activa in vitro e in vivo contra M. tuberculosis, M. bovis e algumasestirpes de M. Kanswasii.
In vitro, a concentração mínima inibitória (MIC) para as bactérias mais sensíveis é de
0,02 ? 0,2 µg/ml em meio Lowenstein-Jenses.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção
A isoniazida é rapidamente absorvida pelo tracto gastrointestinal.
A administração oral com alimentos leva a uma redução da extensão de absorção eredução da concentração correspondente ao pico plasmático.
Após administração oral, o pico da concentração plasmática é atingido após 1 a 2 horas.
Em geral, as concentrações plasmáticas da isoniazida nos inactivadores rápidos daisoniazida são 20-50% das concentrações nos inactivadores lentos da isoniazida.
Em estudos realizados em adultos saudáveis em jejum, as concentrações plasmáticas daisoniazida após 6 horas de uma dose oral de 9 mg/Kg atingem 4,5 µg/ml nosinactivadores lentos e 1 µg/ml nos inactivadores rápidos.

Distribuição
A isoniazida distribui-se por todos os tecidos e fluidos do corpo. A isoniazida não se ligasubstancialmente às proteínas plasmáticas.

A isoniazida atravessa rapidamente a placenta e distribui-se no leite em concentraçõesaproximadamente iguais às do plasma. A acetilação da acetilisoniazina resulta naformação de monoacetilhidrazida que mostrou ser uma potente hepatotoxina em animais.
O metabolismo microsomal da monoacetilhidrazina nos animais resulta na produção decompostos acilados reactivos que se podem ligar covalentemente com macromoléculasdos tecidos (i.e. proteínas do fígado) e consequentemente causar necrose hepática.
Apesar dos estudos efectuados para relacionar o fenotipo acetilador com o risco dehepatoxicidade induzida pela isoniazida, os resultados são incertos. Alguns mostram umaassociação com os inactivadores lentos e outros com os inactivadores rápidos.
Foi sugerido que o fenotipo acetilador não é provavelmente o maios determinante nahepatotoxicidade induzida pela isoniazida, já que a taxa de acetilação damonoacetilhidrazida tóxica em diacetilhidrazida não tóxica também é determinada pelofenotipo acetilador. Por isso, apesar de os inactivadores rápidos formarem maismonoacetilhidrazida, também a inactivam mais rapidamente.
Nos adultos com função renal normal, aproximadamente 75-96% de uma dose oral de 5mg/Kg de isoniazida é excretada na urina num período de 24 horas, como substância nãomodificada e metabolitos, pequenas quantidades são excretadas na saliva, expectoração efezes.
A isoniazida é removida por hemodiálise ou diálise peritoneal.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A isoniazida tem um efeito genotóxico directo fraco e é uma substância promutagénicadevido à formação dos metabolitos tóxicos hidrazina e acetilhidrazina, por activaçãometabólica. Não foram referidas alterações cromossómicas em linfócitos de doentestratados com isoniazida, enquanto que um aumento na frequência de alteraçõescromossómicas foi relacionado com tratamento em associação.
Relativamente ao potencial da isoniazida em induzir efeitos teratogénicos em modelosanimais, os resultados não são concordantes. A isoniazida pode exercer um efeitoembriocida. Não foram verificados efeitos sobre a fertilidade.
Dados limitados mostram que a isoniazida pode provocar tumores no pulmão, em ratos,após vários modos de administração. Os dados disponíveis da exposição humana nãosugerem que a isoniazida é carcinogénica no homem em doses de tratamento e profilaxiada tuberculose.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo:
Sílica coloidal anidra (Aerosil 200);
Celulose microcristalina 101 (Avicel pH 101);
Celulose em pó (Elcema G250);
Povidona K 30;
Talco;
Estearato de magnésio.

Revestimento:
Talco;
Dióxido de titânio (E171);
Macrogol 6000;
Eudragit E 12,5;
Estearato de magnésio;

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável

6.3 Prazo de validade

5 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de PVC/Alu.
Embalagens com 20, 60 e 100 (embalagem hospitalar) Comprimidos revestidos porpelícula.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Merck, S.A.
Rua Alfredo da Silva, 3 C
1300-040 Lisboa
Portugal

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Registo nº 9862623: 20 Comprimidos revestidos por película, 300 mg, Blister PVC/Alu

Registo nº 9862631: 60 Comprimidos revestidos por película, 300 mg, Blister PVC/Alu

Registo nº 9862615: 100 Comprimidos revestidos por película, 300 mg, Blister PVC/Alu
(embalagem hospitalar)

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO

Primeira autorização de introdução no mercado: 05 Dezembro de 1984
Revisão da autorização de introdução no mercado: 27 de Novembro de 2007


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