Furosemida Ratiopharm 20 mg/2 ml Solução Injectável Furosemida caracteristicas medicamentos

UMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Furosemida ratiopharm 20 mg/2 ml solução injectável

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada 2 ml de solução injectável contém 20 mg de Furosemida (DCI rec) comoprincípio activo
Lista completa de excipientes ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injectável.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

– Edemas devidos a cardiopatias e hepatopatias (ascite);
– Edemas de origem renal (no caso de sindroma nefrótico é essencial otratamento da enfermidade de base);
– Edemas ocasionados por queimaduras;
– Insuficiência cardíaca aguda, em particular no edema pulmonar;
– Crises hipertensivas, conjuntamente com outras medidas terapêuticas;
– Apoio à diurese forçada no caso de intoxicações.

4.2 Posologia e modo de administração

Geral

A dose a utilizar deve ser a mais baixa suficiente para alcançar o efeitodesejado.

A furosemida é administrada por via intravenosa apenas quando aadministração oral não é exequível ou eficaz (por exemplo no caso deabsorção intestinal diminuída) ou se for necessário um efeito rápido. No casode ser utilizada a terapêutica intravenosa aconselha-se a passagem à via oralassim que for possível.

Para obter uma maior eficácia e evitar contra-regulação, é geralmente depreferir uma perfusão de furosemida em vez de injecções de bólus repetidas,

A Furosemida ratiopharm 20 mg/2 ml solução injectável estáparticularmente indicada nos casos de transtornos de absorção intestinal, ouquando se necessita uma eliminação rápida de edemas.

Se não houver indicação médica em contrário recomenda-se, como posologiainicial, para adultos e adolescentes com mais de 15 anos, 20 a 40 mg (1 ou 2ampolas) por via i.m. ou i.v.; a dose máxima varia segundo a respostaindividual.

Nas crianças: As dosagens devem ser reduzidas em relação ao peso corporal,sendo a dose recomendada de 0,5 a 1 mg/kg de peso por dia até um máximode 20 mg/dia.

A administração i.v. deve ser lenta, não ultrapassar a velocidade de 4 mg porminuto e nunca em conjunto com outros medicamentos na mesma seringa.

Em doentes cm perturbação grave da unção renal, recomenda-se uma taxa deperfusão não superior a 2,5 mg/minuto.

A administração i.m. deve-se limitar a casos excepcionais em que nem a viaoral nem a i.v. é possível. De notar que a injecção i.m. não é adequada para otratamento de situações agudas tais como o edema pulmonar.

Nos idosos: Via oral ou via i.v.: dose inicial de 20 mg/dia aumentando deforma gradual até à resposta desejada.

Recomendações de dosagem particulares

A dosagem para adultos, é geralmente, baseada nas seguintes orientações:

Edemas associados à insuficiência cardíaca congestiva crónica
A dose oral inicial recomendada é de 20 mg a 80 mg diariamente. Esta dosepoderá ser ajustada conforme necessário de acordo com a resposta. Érecomendável que a dose diária seja administrada em duas ou três dosesindividualizadas

Edemas associados à insuficiência cardíaca congestiva aguda
A dose inicial recomendada é de 20 a 40 mg administrados por bólusintravenoso. A dose pode ser ajustada se necessário de acordo com a respostaobtida.

Edemas associados à insuficiência renal crónica
A resposta natriurética à furosemida depende de inúmeros factores, incluindoda gravidade da insuficiência renal e do equilíbrio de sódio, e,consequentemente o efeito de uma dose não pode ser previsto de uma formaprecisa. Em doente com insuficiência renal crónica, a dose deve ser tituladacuidadosamente de forma a que a drenagem do edema seja gradual. No casode adultos, isto significa que a dose pode conduzir a uma perda de

aproximadamente 2 kg de peso corporal (aproximadamente 280 mmol Na+) pordia.

A dose oral inicial recomendada é de 40 mg a 80 mg por dia. Em caso denecessidade a dosagem pode ser adequada de acordo com a resposta. A dosediária total pode ser administrada em dose única ou em duas dosesindividualizadas.

Em doentes dialisados, a dose oral usual de manutenção é de 250 mg a 1500mg diários.

No caso de tratamento intravenoso, a dose de furosemida pode serdeterminada começando com uma perfusão intravenosa contínua de 0,1 mgpor minuto, aumentando depois gradualmente a taxa a cada meia hora deacordo com a resposta.

Manutenção da excreção de fluído no caso de insuficiência renal aguda
A hipovolémia, hipotensão e desequilíbrios electrolíticos e ácido-base terão deser corrigidos antes de iniciar o tratamento com furosemida. É recomendávelque a transferência da via de administração intravenosa para via oral sejaefectuada o mais rapidamente possível.

A dose inicial recomendada é de 40 mg administrada na forma de injecçãointravenosa. Se tal dosagem não conduzir ao aumento desejado na excreçãode fluído, a furosemida pode ser administrada em perfusão intravenosacontínua, começando com uma taxa de perfusão de 50 mg a 100 mg por hora.

Edema associado ao síndrome nefrótico
A dose inicial recomendada é de 40 mg a 80 mg administrados diariamente.
Esta dose pode ser ajustada conforme necessário, de acordo com a resposta.
A dose diária total pode ser administrada em dose única ou em várias dosesfraccionadas.

Hipertensão
A furosemida pode ser utilizada em monoterapia ou em conjunto com outrosantihipertensores.
A dose de manutenção habitual é de 20 mg a 40 mg diários. Em caso dehipertensão associada a insuficiência renal crónica, poderá ser necessária umadose superior.

Crises hipertensivas
A dose inicial recomendada é de 20 mg a 4 mg administrada em injecção porbólus intravenoso. Esta dose pode ser ajustada conforme necessário de acordocom a resposta obtida.

Edema associado a doença hepática
A furosemida é utilizada para complementar o tratamento com antagonistas dealdosterona nos casos em que o tratamento com estes agentes emmonoterapia não é suficiente. De forma a evitar complicações tais como a

intolerância ortostática ou desequilíbrios electrolíticos ou ácido-base, a dosedeve ser titulada cuidadosamente para que a perda inicial de líquido sejagradual. No caso de adultos, tal significa a dose que conduz a uma perdaaproximadamente de 0,5 kg de peso corporal por dia.

A dose oral inicial recomendada é de 20 mg a 80 mg diários. Esta dose podeser ajustada conforme necessário de acordo com a resposta obtida. Esta dosediária pode ser administrada em dose única ou em várias doses fraccionadas.
No caso de o tratamento intravenoso ser absolutamente necessário, a doseunitária inicial é de 20 mg a 40 mg.

Apoio à diurese forçada no caso de intoxicações
Para além de soluções polielectrolíticas é também administrada furosemida porvia intravenosa. A dose é dependente da resposta à furosemida. As perdas defluidos e electrólitos podem ser corrigidas antes e durante o tratamento. Emcaso de intoxicação por substâncias ácidas ou alcalinas, a eliminação pode serincrementada respectivamente através da alcalinização ou acidificação daurina.

A dose inicial recomendada é de 20 mg a 40 mg administrados por viaintravenosa.

4.3 Contra-indicações

Insuficiência renal aguda com anúria que não respondem à furosemida.
Coma hepático e pré-coma associado a encefalopatia hepática.
Hipocalémia grave, hiponatrémia grave, hipovolémia com ou sem hipotensãoou desidratação.;
Hipersensibilidade às sulfonamidas (ex: antibióticos sulfonamidicos ousulfonilureias) e/ou à furosemida, ou a qualquer dos excipientes domedicamento Furosemida ratiopharm 20 mg/2 ml solução injectável.

Durante a gravidez, a Furosemida ratiopharm 20 mg/2 ml solução injectávelsó deve ser utilizada quando absolutamente indicada no tratamento de edemasde origem cardíaca, hepática e renal, e unicamente durante um curto períodode tempo; não deve ser usada na terapêutica da hipertensão arterial gravídicadevido ao risco de isquémia fetoplacentar e consequente hipotrofia fetal.

Durante o aleitamento, deve ter-se em conta que a furosemida passa ao leitematerno, podendo inibir o aleitamento. Em tais casos, a doente deve suspendero aleitamento

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização:

É necessária monitorização cuidadosa dos doentes em caso de:

Obstrução parcial do débito urinário;

– Hipotensão ou de risco particular de pressão arterial baixa pronunciada (ex:doentes com estenose significativa das artérias coronárias ou das veiassuperiores do cérebro);
– Diabetes mellitus manifesta ou latente;
– Gota;
– Síndrome hepatorrenal (insuficiência renal funcional associada com doençahepática grave);
– Hipoproteinémia (ex.: associada com síndrome nefrótico o efeito dafurosemida pode ser diminuído e a sua ototoxicidade potenciada);
– Alterações na glicémia e testes de tolerância;
– Alterações electrolíticas (ex.: hipocalémia, hiponatrémia);
– Alterações de fluidos, desidratação, redução do volume sanguíneo comcolapso circulatório e possibilidade de ocorrência de tromboses e emboliasparticularmente em idosos com excesso de utilização;
– Doença hepática (cirrose e ascite);
– Ototoxicidade;
– Utilização de altas doses;
– Utilização na doença renal grave e progressiva;
– Utilização com sorbitol;
– Utilização no lúpus eritematoso;
Medicamentos que prolonguem o intervalo QT.

Monitorização regular do sódio, potássio e creatinina séricos é geralmenterecomendada durante a terapêutica com furosemida, particularmente emdoentes com alto risco de desenvolverem de desequilíbrios electrolíticos ou emcaso de perdas de fluidos significativas (p.ex., devido a vómitos ou diarreia).

Hipovolémia ou desidratação assim como qualquer perturbação do equilíbrioelectrolítico ou ácido básico devem ser corrigidos.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Hidrato de cloral
Em casos isolados a administração intravenosa da furosemida num espaço de
24 horas após a administração de hidrato de cloral pode levar à ocorrência derubor, hipersudorese, ansiedade, náusea, aumento da pressão arterial etaquicardia. Consequentemente, a utilização concomitante de furosemida ehidrato de cloral não é recomendada.

Medicamentos antihipertensivos
O efeito hipotensor de certos medicamentos antihipertensores (diuréticos ououtros fármacos com efeito de baixar a pressão arterial) pode ser incrementadocom a utilização concomitante da furosemida.

Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA?s) e
Antagonista da Angiotensina II
Os efeitos hipotensores e/ou renais são potenciados pela hipovolémia, peloque, segundo os casos, se torna necessário diminuir a dose ou interromper aadministração de furosemida, durante os três dias que antecedem o inicio do

tratamento ou em alternativa iniciar a administração concomitante de um IECAem doses reduzidas.

Os doentes a quem sejam administrados diuréticos podem sofrer hipotensão edeterioração da função renal, incluindo casos de insuficiência renal,especialmente aquando da administração concomitante pela primeira vez, oupela primeira vez em doses elevadas de um IECA ou de um antagonistareceptor da angiotensina II.

Tiazidas
Como resultado da interacção entre a furosemida e as tiazidas ocorre um efeitosinérgico da diurese.

Medicamentos antidiabéticos
Pode ocorrer um decréscimo na tolerância à glucose, uma vez que afurosemida pode diminuir a acção deste tipo de medicamentos.

Metformina
Os níveis sanguíneos de metformina podem ser aumentados pela furosemida.
Inversamente a metformina pode causar uma diminuição nas concentrações dafurosemida.

Colestiramina e colestipol
Este tipo de fármacos pode reduzir a biodisponibilidade da furosemida.

Glicosídeos cardíacos (ex.: digoxina)
No tratamento simultâneo com glicosídeos cardíacos deve ter-se em atençãoque o défice de potássio induzido pela administração da furosemida podeaumentar a sensibilidade do miocárdio ao digitálico, pelo que os níveis depotássio devem ser monitorizados.

Fibratos
Os níveis séricos de furosemida e de derivados do ácido fíbrico (como porexemplo a clofibrato e o fenofibrato) podem estar aumentados durante aadministração concomitante (particularmente em caso de hipoalbuminemia).
Deve monitorizar-se o aumento do seu efeito/toxicidade.

Anti-inflamatórios não esteróides
Os anti-inflamatórios não esteróides (por exemplo a indometacina e o ácidoacetilsalicílico) podem diminuir a acção da furosemida, com a consequenteredução do seu efeito diurético, natriurético e anti-hipertensor, e provocarinsuficiência renal na presença de hipovolémia.

Fármacos ototóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cis-platina)
A furosemida pode intensificar o efeito ototóxico de certos fármacos como porexemplo da cisplatina ou de antibióticos aminoglicosídeos como por exemplo akanamicina, gentamicina e tobramicina, em particular no caso de doentes comdisfunção renal. Uma vez que poderão correr danos irreversíveis, este tipo de

medicamentos devem apenas ser utilizados concomitantemente com afurosemida se existirem razões clínicas de peso que o justifiquem.

Fármacos nefrotóxicos (ex.: polimixinas, aminoglicosídeos, cisplatina)
A furosemida pode intensificar o efeito nefrotóxico de certos medicamentos,como por exemplo de certos antibióticos como a cefaloridina, cefaloxina, aspolimixinas e os aminoglicosídeos.

Antibióticos como cefalosporinas – pode ocorrer dano renal em doentes areceberem tratamento com a furosemida e doses elevadas de certascefalosporinas.

A hipocalemia provocada em associação com as quinolonas pode potenciar oprolongamento do intervalo QT.

Existe um risco de efeito citotóxico no caso de administração concomitante decisplatina e furosemida. Para além disso, a nefrotoxicidade da cisplatina podeser aumentada se a furosemida não for administrada em doses baixas (porexemplo 40 mg em doentes com função renal normal) e com um equilíbriohídrico positivo, quando utilizada para alcançar a diurese forçada durante otratamento com cisplatina.

Fármacos que sofrem secreção tubular significativa
A probenecida, o metotrexato e outros medicamentos que, tal como afurosemida sofrem secreção tubular renal significativa podem reduzir o efeitoda furosemida.

Bloqueadores ganglionares e bloqueadores adrenérgicos periféricos
Os efeitos destes agentes podem ser incrementados pela administraçãoconcomitante e furosemida.

Fenobarbital e fenitoína
Estes fármacos podem reduzir a resposta diurética à furosemida.

Salicilatos
Doses elevadas de salicilatos administradas concomitantemente com afurosemida podem aumentar a predisposição para a toxicidade salicílica devidoa uma excreção renal diminuída ou uma função renal alterada.

Succinilcolina
A succinilcolina pode ver a sua acção potenciada pela furosemida.

Sucralfato
Este fármaco pode limitar a absorção da furosemida, verificando-se umadiminuição significativa dos seus efeitos. A administração oral deve serefectuada com um espaço de duas horas entre os fármacos em questão.

Tubocurarina

O efeito relaxante muscular esquelético destes agentes pode ser atenuado pelafurosemida.

Lítio
A excreção do lítio é reduzida pela furosemida, levando a um aumentos doefeito cardiotóxico e neurotóxico do lítio. Consequentemente é recomendávelque os níveis de lítio sejam monitorizados cuidadosamente em doentes areceber tratamento com esta associação.

Glucocorticóides
Na associação com glucocorticóides deve considerar-se a hipopotassémia porestas substâncias e o seu agravamento quando do uso de laxantes. Dado asalterações da audição poderem ser irreversíveis a combinação só deve usar-seno caso de indicação vital.

Teofilina
Os efeitos da teofilina ou relaxantes musculares do tipo curare podem ficaraumentados.

4.6 Gravidez e aleitamento

A furosemida atravessa a barreira placentária. Durante a gravidez a
Furosemida ratiopharm 20 mg/2 ml solução injectável só deve ser utilizadaquando absolutamente indicada no tratamento de edemas de origem cardíaca,hepática e renal, e unicamente durante um curto período de tempo; não deveser usada na terapêutica da hipertensão arterial gravídica devido ao risco deisquémia fetoplacentar e consequente hipotrofia fetal. O tratamento com a
Furosemida ratiopharm 20 mg/2 ml solução injectável durante a gravidezrequer a monitorização do crescimento fetal.
Durante o aleitamento, deve ter-se em conta que a furosemida passa ao leitematerno, podendo inibir o aleitamento. Em tais casos, a doente deve suspendero aleitamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os doentes reagem individualmente ao tratamento com furosemida, podendoser afectada a capacidade de condução automóvel e de manejo de máquinas.
Este risco é maior no início do tratamento, nas mudanças de medicamento ecom a ingestão de álcool.

4.8 Efeitos indesejáveis

Tal como acontece com outros diuréticos, poderão ocorrer certos efeitosindesejáveis tais como:

Endócrinos e metabólicos
Alterações do equilíbrio hidroelectrolítico (hipocalémia, hiponatrémia e alcalosemetabólica) depois de um tratamento prolongado ou quando se administram

doses elevadas. Os saluréticos podem causar depleção do potássio,especialmente após insuficiência de potássio na alimentação. Para além disso,doenças como a cirrose hepática podem causar predisposição a estados dedeficiência em potássio. Nestes casos, é necessário vigilância adequada eterapêutica de substituição. Certos doentes podem apresentar elevação dauricémia que pode causar ataques de gota em doentes predispostos. Afurosemida, devido em parte à hipocalémia, pode reduzir a tolerância aoshidratos de carbono e assim agravar um diabetes mellitus ou tornar manifestauma diabetes latente. Têm sido referenciados casos isolados de pancreatiteaguda provavelmente devidos a tratamento de várias semanas com saluréticos,nalguns casos com furosemida. Uma alcalose metabólica preexistente (p.ex. nacirrose hepática descompensada) pode agravar-se com a furosemida.

Cardiovasculares
Em particular no início do tratamento em doentes idosos, a diurese muitointensa pode conduzir a perturbações circulatórias, tais como hipotensãoortostática, hipotensão aguda, sensação de peso na cabeça, tonturas, colapsocirculatório, artrite crónica, tromboflebite ou morte súbita (com administração
I.M. ou I.V.)

Sistema Nervoso Central
Parestesias, vertigens, febre, visão turva, tonturas, sonolência, confusãomental, sensação de peso na cabeça, secura da boca, perturbações da visãocom sintomas de hipovolémia, que, em casos extremos, pode conduzir adesidratação.

Sistema Músculo-Esquelético
Cãibras nos músculos das pernas, astenia. A furosemida pode baixar o cálciosérico (em casos muitos graves tem-se observado tetania).

Sistema Gastrointestinal
São raros os transtornos gastrointestinais como náuseas, vómitos, diarreia,anorexia, irritação gástrica e oral, obstipação.

Hepáticos
Icterícia colestática intrahepática, hepatite isquémica, aumento dastransaminases hepáticas ou pancreatite aguda, podem ocorrer.

Sistema Renal
Sintomas de retenção urinária (em caso de hidronefrose, hipertrofia prostática eestenose arterial), vasculite, glicosúria, aumento transitório da taxa sérica decreatinina e ureia. Nefrite intersticial (raro). Nos prematuros pode surgirnefrocalcinose, por deposição de sais de cálcio no tecido renal.

Se a furosemida é administrada em crianças prematuras durante as primeirassemanas de vida pode aumentar o risco de persistência patente de ductusarteriosus.

Sistema Auditivo

Os transtornos auditivos devidos à furosemida são raros e geralmentereversíveis; a incidência é maior no caso de administração parentérica rápida,particularmente em doentes com insuficiência renal. Podem ocorrer tinidos
(transitórios).

Hematológicos
Alteração do hemograma (leucopénia, agranulocitose, trombofilia, anemiahemolítica, trombocitopénia). A trombocitopénia pode tornar-se manifesta, emparticular como um aumento da tendência para hemorragias; o médico deveser consultado nestes casos. O tratamento com furosemida pode provocaraumento do colesterol e triglicéridos no sangue. Anemia aplástica (raro)
Reacções membranosas ou da pele
Urticária, rash ou lesões bulhosas, eritema multiforme, dermatite exfoliativa epúrpura.

Diversos
Anafilaxia (raro); exacerbação ou activação do lúpus eritematoso sistémico.
Parestesias e fotossensibilidade podem ocorrer. Após injecção IM reacçõeslocais tais como dor podem ocorrer.

4.9. Sobredosagem

O quadro clínico no caso de uma sobredosagem aguda ou crónica dependeprimeiramente da extensão e consequências da perda de electrólitos e defluidos (ex: hipovolémia, desidratação, hemo-concentração, arritmia cardíaca ?incluindo bloqueio A-V e fibrilhação ventricular).

a) Sintomas:
– diurese excessiva com o consequente perigo de desidratação e, em caso deadministração prolongada, hipocalémia. A perda de água e electrólitos podelevar a um estado delirante, hipotensão (e progressão para choque),insuficiência renal aguda, trombose, paralisia flácida, apatia e confusão.

b) Tratamento
– substituição de líquidos e correcção do equilíbrio electrolítico; monitorizaçãodas funções metabólicas e, nos doentes com disúria manter o fluxo urinário.

Aos primeiros sinais de choque (suores, náusea, cianose) interromper deimediato a injecção (deixando a agulha na veia), colocar o doente com acabeça baixa e permitir a livre respiração.

Tratamento medicamentoso:

Diluir 1ml de uma solução de adrenalina 1:1000 em 10 ml e injectar lentamente 1ml (0,1 mg de adrenalina) controlando o pulso e a tensão, observando emespecial a ocorrência de eventuais arritmias. Pode repetir-se a administração deadrenalina se necessário.

Injectar em seguida um glucocorticóide por via intravenosa ( por ex.: 250 – 1000mg de metilprednisolona) repetindo se necessário.
Adaptar as doses acima referidas para crianças de acordo com o peso corporal
– Corrigir a hipovolémia pelos meios disponíveis e completar com respiraçãoartificial, oxigénio e antihistamínicos.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.1.2 Diuréticos da ansa, código ATC: C03CA01

Mecanismo de acção:
A furosemida é um diurético de ansa potente e de início de acção relativamenterápido. Do ponto de vista farmacológico a furosemida inibe o sistema de co-
transporte (reabsorção) dos electrólitos Na+, K+ e 2Cl-; localizado ao nível damembrana da célula luminal do ramo ascendente da ansa de Henle:consequentemente, a eficácia da acção salurética da furosemida, depende dofacto de o medicamento alcançar o lúmen tubular através de um mecanismo detransporte aniónico. A acção diurética resulta da inibição da reabsorção decloreto de sódio neste segmento da ansa de Henle. Como resultado, a fracçãode sódio excretado pode ascender a 35% da filtração glomerular de sódio. Osefeitos secundários da excreção aumentada de sódio são aumento daexcreção urinária e aumento da secreção distal de potássio ao nível do túbulodistal. A excreção de iões de cálcio e de magnésio também e encontraaumentada.

A furosemida interrompe o mecanismo de feed-back tubulo-glomerular namácula densa, resultando na não atenuação da actividade salurética. Afurosemida provoca uma estimulação dose-dependente do sistema renina-
angiotensina-aldosterona.

Em caso de insuficiência cardíaca, a furosemida provoca uma redução agudana pré-carga cardíaca (através da dilatação da capacitância dos vasossanguíneos). Este efeito vascular precoce parece ser mediado pelasprostaglandinas e pressupõe uma função renal adequada com a activação dosistema renina-angiotensina e uma síntese de prostaglandinas intacta. Paraalém de que, dado o seu efeito natriurético, a furosemida diminui a reactividadevascular às catecolaminas, a qual se encontra aumentada nos doenteshipertensos.

A eficácia antihipertensora da furosemida é atribuível ao aumento da excreçãode sódio, redução do volume sanguíneo e da resposta do músculo liso vascularao estímulo vasoconstritor.

Características farmacodinâmicas:

O efeito diurético da furosemida é estabelecido dentro de 15 minutos apósadministração de uma dose por via intravenosa e dentro de 1 hora após umadose administrada por via oral.

Foi demonstrado um aumento dose-dependente na diurese e uma natriureseem indivíduos saudáveis a quem foi administrado furosemida (doses entre os
10 mg e os 100 mg). A duração da acção em indivíduos saudáveis após aadministração de uma dose de 20 mg de furosemida por via intravenosa é deaproximadamente 3 horas e de 3 a 6 horas, no caso de uma dose de 40 mgadministrada por via oral.

Em indivíduos doentes, a relação entre as concentrações tubulares defurosemida (livre) na sua forma não ligada (estimada utilizando a taxa deexcreção da furosemida na urina) e o seu efeito natriurético traduz-se numgráfico de forma sigmóide, com uma taxa mínima de excreção efectiva defurosemida de aproximadamente 10 microgramas por minuto.
Consequentemente, uma perfusão contínua de furosemida é mais eficaz doque injecções em bólus repetidas. Para além de que, acima de uma certa doseadministrada em bólus, o efeito do fármaco não sofre um aumento significativo.
O efeito da furosemida é reduzido no caso de existir uma secreção tubulardiminuída ou um ligação intra-tubular do fármaco à albumina.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A furosemida é rapidamente absorvida a partir do tracto gastro-intestinal. Otmáx é de 1 a 1,5 horas no caso da Furosemida ratiopharm 20 mg/2 mlsolução injectável. A absorção do fármaco denota uma ampla variabilidadeintra e inter-individual.

A biodisponibilidade da furosemida em voluntários sãos é de aproximadamente
50% a 70% para os comprimidos. No caso de indivíduos doentes, abiodisponibilidade do fármaco é influenciada por diversos factores, incluindo asdoenças concomitantes, podendo sofrer uma redução da ordem dos 30% (porexemplo no caso de síndrome nefrótico).

O facto de a absorção da furosemida poder ser afectada pela ingestão dealimento e a extensão deste efeito parece depender da formulaçãofarmacêutica em causa.

O volume de distribuição da furosemida é de 0,1 a 1,2 litros por kg de pesocorporal. O volume de distribuição pode ser mais elevado em função do tipo dedoença concomitante.

A ligação proteica (maioritariamente à albumina) plasmática é superior a 98%.

A furosemida é eliminada maioritariamente na forma não conjugada,principalmente por secreção ao nível do túbulo proximal. Após administraçãointravenosa, 60% a 70% da dose de furosemida é excretada desta forma. Ometabolito glucorónico da furosemida representa 10% a 20% das substâncias

recuperadas na urina. A dose restante é excretada nas fezes, provavelmenteapós secreção biliar.

A semi-vida terminal da furosemida após administração intravenosa é deaproximadamente 1 a 1,5 horas.

A furosemida é excretada no leite materno. A furosemida atravessa a barreiraplacentária transferindo-se lentamente para o feto. A furosemida alcançaconcentrações idênticas na mãe e no feto ou recém-nascido.

Insuficiência renal
Em caso de insuficiência renal, a eliminação da furosemida é mais lenta e asua semi-vida é prolongada, a semi-vida terminal pode alcançar as 24 horasem doentes com insuficiência renal grave.

Em caso de síndrome nefrótico, a inferior concentração de proteínasplasmáticas leva a que se atinjam concentração mais elevadas de furosemidanão conjugada (livre). Por outro lado, a eficácia da furosemida é reduzidanestes doentes, devido a ligação à albumina intratubular e à secreção tubulardiminuída.

A furosemida é pouco dializável em doentes com hemodiálise, diáliseperitoneal ou DPAC (Diálise Peritoneal Ambulatória Crónica).

Insuficiência hepática
Em caso de insuficiência hepática, a semi-vida da furosemida sofre umincremento da ordem dos 30% a 90 % maioritariamente devido ao volume dedistribuição mais elevado. Para além disso, neste grupo de doentes existe umavariabilidade alargada dos parâmetros farmacocinéticos.

Insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão grave, idosos
A eliminação da furosemida é mais lenta devido à função renal reduzida emdoentes com insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão grave ou nosidosos.

Crianças prematuras e recém-nascidos
Dependendo da maturidade do rim, a eliminação da furosemida pode ser maislenta. O metabolismo do fármaco também se encontra reduzido no caso decrianças com insuficiência da capacidade de glucoronização. A semi-vidaterminal é inferior a 12 horas em crianças com idade pós-concepção superior a
33 semanas. Em crianças com idade igual ou superior a 2 meses, a clearanceterminal é idêntica à dos adultos.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Toxicidade aguda
Estudos efectuados com administração oral e intravenosa da furosemida emvárias espécies de roedores e cães revelaram uma baixa toxicidade aguda.

A DL50 oral está compreendida entre 1050 e 4600 mg/kg de peso corporal emratinhos e ratos e de 243 mg/kg de peso corporal em cobaios.

Em cães a DL50 oral é de cerca de 2000 mg/kg de peso corporal, sendo a DL50i.v. superior a 400 mg/kg de peso corporal.

Toxicidade crónica
A administração de furosemida durante 6 e 12 meses em ratos e cães mostroualterações renais (incluindo fibroses focais e calcificação) nos grupos de dosemais elevada (10 a 20 vezes a dose terapêutica em humanos).

Ototoxicidade
A furosemida pode interferir com os processos de transporte na faixa vasculardo ouvido interno, conduzindo possivelmente a distúrbios auditivos ?geralmente reversíveis.

Carcinogenicidade
A furosemida na concentração de aproximadamente 200 mg/kg de pesocorporal (14,000 ppm) diariamente foi administrada a ratos e ratinhos fêmeadurante um período de 2 anos concomitantemente com a sua dieta. Foidetectado um aumento da incidência de adenocarcinoma mamário em ratinhos,mas não nos ratos. Esta dose é consideravelmente superior à dose terapêuticaadministrada a doentes humanos. Para além disso, estes tumores erammorfologicamente idênticos aos tumores ocorridos espontaneamenteobservados em 2% a 8% dos animais de controlo.

Para além disso é improvável que esta incidência de tumores seja relevantepara o tratamento humano. De facto, não existe evidência de uma incidênciaaumentada de adenocarcinoma humano mamário após utilização dafurosemida. Não é possível a classificação da furosemida quanto àcarcinogenicidade em humanos, tendo como base os estudos epidemiológicos.

Num estudo de carcinogenicidade, administraram-se a ratos doses diárias defurosemida na ordem dos 15 e 30 mg/kg de peso corporal. Os ratos macho nacategoria da dose de 15 mg/kg-dose, mas não na categoria de 30 mg/kg-dose,demonstraram um aumento marginal de tumores incomuns. Estas ocorrênciasforam consideradas raras.

A carcinogénese da bexiga induzida pela nitrosamina em ratos não demosntrouevidência que sugerisse que a furosemida fosse um promotor dacarcinogénese.

Mutagenicidade
Foram obtidos tanto resultados positivos como negativos nos testes in-vitroefectuados em células bacterianas e de mamíferos. No entanto, a indução demutações genéticas e cromossómicas, foi apenas observada quando afurosemida atingiu concentrações citotóxicas..

Toxicidade reprodutiva
A furosemida não teve um impacto negativo na fertilidade de ratos macho efêmea em doses diárias de 90 mg/kg de peso corporal, nem em ratinhos machoe fêmea em doses diárias de 200 mg/kg de peso corporal administrado por viaoral.

Não se verificaram efeitos embriotóxicos ou teratogénicos nas várias espéciesde mamíferos, incluindo ratinho, rato, gato, coelho, e cão após tratamento comfurosemida.

Foi descrita maturação renal retardada ? uma redução no número deglomérulos diferenciados ? na prole de ratos tratados com 75 mg defurosemida por kg de peso corporal durante os dias 7 a 11 e 14 a 18 dagestação.

A furosemida atravessa a barreira placentária, atingindo no cordão umbilical
100% das concentrações séricas maternas. Até hoje não foram detectadasmalformações em humanos que pudessem estar ligadas com exposição àfurosemida. Contudo, ainda não foi adquirida experiência suficiente de forma apermitir uma avaliação conclusiva quanto aos possíveis efeitos nefastos sobreo embrião/feto. A produção de urina no feto pode ser estimulada intra-
uterinamente.

Verificaram-se casos de urilitíase e nefrocalcinose após o tratamento deprematuros com a furosemida.

Não foram efectuados estudos para avaliar os efeitos da furosemida emcrianças quando ingerida juntamente com o leite materno.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Cloreto de sódio ………………………………………………………………………..
Hidróxido de sódio ………………………………………………………………………
Água para preparações injectáveis ……………….

6.2. Incompatibilidades

A furosemida pode ser misturada com soluções alcalinas fracas e neutrais comum pH de 7 a 10, tais como cloreto de sódio a 0,1% e soluto de Ringer, e nãodeve ser misturada com soluções fortemente ácidas (isto é, com um pH menorque 5,5) tais como as que contêm ácido ascórbico, noradrenalina e adrenalina,devido ao risco de precipitação da furosemida.

Por outro lado, a furosemida não deve ser misturada com outros medicamentosna mesma seringa.

6.3. Prazo de validade

5 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC.
Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.
Proteger da luz.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens contendo 5 ampolas de vidro âmbar tipo I com um anelautoquebrável, acondicionadas num tabuleiro.

6.6. Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

ratiopharm, Lda.
Edifício Tejo, 6º Piso
Rua Quinta do Pinheiro
2790-143 Carnaxide

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

2705788

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO
DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

-Data da primeira Autorização de Introdução no Mercado: 04/05/1998
-Data da Renovação da Autorização de Introdução no Mercado: 04/05/2003

10. DATA DE REVISÃO DO TEXTO

Fevereiro de 2006


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  1. Lyvia Laesia 14 de Novembro de 2013

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