Flogocan 20 Piroxicam caracteristicas medicamentos

RESUMO DAS CARACTERISTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

FLOGOCAN 20, 20 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Piroxicam – 20 mg

Excipientes:
Lactose ? 100 mg.
Metabissulfito de sódio (E223) ? 0,144 mg
Sódio ? 0,035 mg (sob a forma de metabissulfito de sódio (E223))

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

O Piroxicam está indicado no alívio sintomático da osteoartrose, artrite reumatóide eespondilite anquilosante. Devido ao seu perfil de segurança (ver secções 4.2, 4.3 e 4.4),piroxicam não é uma opção de primeira linha, no caso de estar indicado um AINE.
A decisão de prescrever piroxicam deve ser baseada numa avaliação individual dos riscosglobais para o doente (ver secções 4.3 e 4.4).

4.2. Posologia e modo de administração

A prescrição de piroxicam deve ser iniciada por médicos com experiência na avaliaçãodiagnóstica e tratamento de doentes com doenças reumáticas inflamatórias oudegenerativas.

A dose diária máxima recomendada é de 20 mg.

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados pela utilização da menor dose diáriaeficaz, durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas. Obenefício e tolerabilidade do tratamento devem ser revistos no espaço de 14 dias. Se for

considerado necessário continuar o tratamento, este deve ser monitorizadofrequentemente.

Visto que o piroxicam demonstrou estar associado a um aumento do risco decomplicações gastrointestinais, deve ser cuidadosamente considerada a necessidade deuma terapêutica combinada com fármacos gastro-protectores (por ex. misoprostol ouinibidores da bomba de protões), em particular nos doentes idosos.

Nos idosos o tempo de administração do Piroxicam não deve exceder 10 dias.
Administrações mais prolongadas requerem estreita vigilância médica.

O Piroxicam é normalmente administrado numa dose única diária mas, pode também seradministrado em doses divididas diariamente.

Artrite reumatóide, espondilite anquilosante, osteoartrose:
20 mg diários numa só toma, tanto inicialmente como em dose de manutenção.

Para uma terapia de manutenção os 20 mg diários são normalmente adequados, podendopor vezes ser reduzida a 10 mg diários.

A administração de doses superiores a 20 mg por dia aumenta o risco das reacçõesadversas do foro gastro-intestinal.

O Piroxicam é administrado oralmente devendo as cápsulas ser engolidas sem mastigarcom 1/2 copo de água, no final das refeições.

4.3. Contra-indicações

O Piroxicam está contra-indicado em doentes com:

Antecedentes de ulceração, hemorragia ou perfuração gastrointestinal.
História clínica de doenças gastrointestinais que predispõem para distúrbioshemorrágicos como a colite ulcerosa, doença de Crohn, cancro gastrointestinal oudiverticulite.
Doentes com úlcera péptica activa, doença gastrointestinal inflamatória ou hemorragiagastrointestinal.
Uso concomitante de outros AINEs, incluindo AINEs selectivos para Cox-2 e ácidoacetilsalicílico em doses analgésicas.
Uso concomitante de anticoagulantes.
Antecedentes de reacções medicamentosas alérgicas graves, de qualquer tipo,particularmente reacções cutâneas como eritema multiforme, síndrome de Stevens-
Johnson, necrólise tóxica epidérmica.
Hipersensibilidade à substância activa, reacção cutânea prévia ao piroxicam
(independentemente da gravidade), a outros AINEs e a outros medicamentos.
Insuficiência hepática grave
Insuficiência renal grave

Insuficiência cardíaca grave.

Também não se recomenda a sua administração a mulheres grávidas e em período dealeitamento, assim como a crianças com menos de 15 anos.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante omenor período de tempo necessário para controlar os sintomas.
O benefício clínico e a tolerabilidade devem ser reavaliados periodicamente e otratamento deve ser imediatamente interrompido ao primeiro aparecimento de reacçõescutâneas ou efeitos gastrointestinais relevantes.

Efeitos gastrointestinais (GI), risco de ulceração GI, Hemorragia, e Perfuração

Os AINEs, incluindo o piroxicam, podem causar efeitos gastrointestinais gravesincluindo hemorragia, ulceração e perfuração do estômago, intestino delgado ou intestinogrosso, que poderão ser fatais. Estes efeitos adversos graves podem ocorrer em qualqueraltura, com ou sem sintomas de aviso, em doentes tratados com AINEs.
A exposição de curta e longa duração aos AINEs tem um risco acrescido de efeitos GIgraves.
A evidência de estudos observacionais sugere que o piroxicam pode estar associado a umelevado risco de toxicidade gastrointestinal grave, relativamente a outros AINEs.
Os doentes com factores de risco significativo para efeitos GI graves só devem sertratados com piroxicam após uma avaliação cuidadosa (ver secções 4.3 e abaixo).
Deve ser cuidadosamente considerada a possível necessidade de uma terapêuticacombinada com agentes gastroprotectores (por ex. misoprostol ou inibidor da bomba deprotões) (ver secção 4.2).

Complicações GI graves
Identificação de indivíduos em risco
O risco para desenvolver complicações GI graves aumenta com a idade, sendo que aidade superior a 70 anos está associada a um risco elevado de complicações. Aadministração a doentes com idades superiores a 80 anos deve ser evitada.
Doentes a tomar concomitantemente corticosteróides orais, inibidores selectivos darecaptação da serotonina (ISRS) ou agentes antiplaquetários, como ácido acetilsalicilicoem baixas doses, estão sujeitos a um risco acrescido de complicações GI graves (verabaixo e secção 4.5). Como com outros AINEs, a utilização de piroxicam em associaçãocom agentes protectores (por ex. misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deve serconsiderada nestes doentes em risco.
Doentes e médicos devem estar alerta para sinais e sintomas de ulceração GI e/ouhemorragia durante o tratamento com piroxicam. Deve ser pedido aos doentes quenotifiquem qualquer sintoma abdominal novo ou pouco comum durante o tratamento.
Caso se suspeite de uma complicação gastrointestinal durante o tratamento, o piroxicamdeve ser interrompido imediatamente e deve ser considerada uma avaliação clínica etratamento adicional.

Reacções cutâneas
Têm sido muito raramente notificadas reacções cutâneas graves, algumas das quais fatais,incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmicatóxica, associadas à administração de AINEs (ver secção 4.8). A evidência de estudosobservacionais sugere que o piroxicam pode estar associado a um risco mais elevado dereacções cutâneas que outros AINEs não-oxicam.
Aparentemente, o risco de ocorrência destas reacções é maior no início do tratamento,sendo que na maioria dos casos o aparecimento destas reacções ocorre durante o primeiromês de tratamento. Piroxicam deve ser interrompido aos primeiros sinais de erupçãocutânea, lesões mucosas, ou outras manifestações de hipersensibilidade.

Em doentes com insuficiência cardíaca, cirrose hepática e insuficiência renal, deve-sevigiar atentamente o volume de diurese e a função renal, bem como nos doentes idosos atomarem diuréticos.

A administração em doentes com história de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca deveser feita com precaução, na medida em que têm sido notificados casos de retenção delíquidos e edema em associação com a administração de AINE.

O Piroxicam não deve ser administrado a crianças com menos de 15 anos.

Flogocan 20 contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância àgalactose, deficiência da lactase ou síndroma de má absorção da glucose?galactose nãodevem tomar este medicamento.

Flogocan 20 contém metabissulfito de sódio (E223) que pode causar, raramente, reacçõesalérgicas (hipersensibilidade) graves e broncospasmo.

4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Tal como com outros AINEs, a utilização de piroxicam com ácido acetilsalicilico ou autilização concomitante com outros AINEs, incluindo outras formulações de piroxicam,deve ser evitada, uma vez que a informação disponível não demonstra que essasassociações conduzam a um aumento da melhoria do estado clínico, relativamente àutilização de piroxicam isolado. No entanto, aumenta-se o potencial de reacções adversas
(ver secção 4.4). Estudos em humanos demonstraram que a utilização concomitante depiroxicam e ácido acetilsalicilico reduz a concentração plasmática de piroxicam em cercade 80 %, relativamente ao valor habitual.

Os anti-inflamatórios não esteróides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticosassim como de outros medicamentos anti-hipertensores. Nalguns doentes com funçãorenal diminuída (ex.: doentes desidratados ou idosos com comprometimento da funçãorenal) a co-administração de um IECA ou AAII e agentes inibidores da ciclooxigenasepode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo apossibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência

destas interacções deverá ser tida em consideração em doentes a tomar Piroxicam emassociação com IECA ou AAII. Consequentemente, esta associação medicamentosadeverá ser administrada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devemser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar afunção renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.

A administração simultânea do Piroxicam com os produtos a seguir mencionados,necessita de uma vigilância rigorosa dos estados clínico e biológico do doente:

? Associações desaconselhadas:

Corticosteróides: aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal (versecção 4.4).

Anticoagulantes: os AINEs, incluindo o piroxicam, podem aumentar os efeitos dosanticoagulantes, tais como a varfarina. Portanto, a utilização concomitante de piroxicamcom anticoagulantes, como a varfarina, deve ser evitada (ver secção 4.4).

Agentes anti-agregantes plaquetários e inibidores selectivos da recaptação da serotonina:aumento do risco de hemorragia gastrointestinal (ver secção 4.4).

Lítio (descrito para o diclofenac, ketoprofeno, indometacina, fenilbutazona, piroxicam):aumento da litiémia pode atingir valores tóxicos (diminuição da excreção renal do lítio).
Vigiar se necessário, a litiémia e adaptar a posologia do lítio enquanto durar a associaçãoe depois da suspensão do AINE.

O Metotrexato utilizado em doses superiores a 15 mg/semana: aumento da toxicidadehematológica do metotrexato (diminuição da clearance renal do metotrexato pelos
AINES em geral.

Ticlopidina : aumento do risco hemorrágico (sinergia das actividades antiagregantesplaquetárias) se a associação não puder ser evitada, deve haver uma vigilância clínica ebiológica eficaz (incluindo o tempo de hemorragia).

? Associações que necessitam precauções de emprego:

Diuréticos: insuficiência renal aguda no doente desidratado (diminuição da filtraçãoglomerular por diminuição da síntese das prostaglandinas renais). Hidratar o doente evigiar a função renal no início do tratamento.

Metotrexato utilizado em doses < 15 mg/semana: aumento da toxicidade hematológica dometotrexato (diminuição da clearance renal do metotrexato pelos AINES em geral).
Controle do hemograma durante as primeiras semanas de associação. Vigilância estreitaem caso de alterações (mesmo ligeiras) da função renal no doente idoso.

Pentofilina : aumento do risco hemorrágico. Reforçar a vigilância clínica e controlar maisfrequentemente o tempo de hemorragia.

? Associações a ter em conta:

Antihipertensores (?- bloqueantes, inibidores do enzima de conversão, diuréticos), porextrapolação a partir da indometacina: redução do efeito anti-hipertensor (inibição dasíntese das prostaglandinas vasodilatadoras pelas AINES).

Tromboliticos: aumento do risco hemorrágico.

4.6. Gravidez e aleitamento

Gravidez:
Não foi assinalada nenhuma malformação particular na espécie humana, contudo sãonecessários mais estudos epidemiológicos complementares a fim de confirmar ou nãoestas conclusões.

Está contra-indicada qualquer terapêutica com anti-inflamatórios no 3º trimestre dagravidez pois os inibidores da síntese das prostaglandinas podem expor o feto a umatoxicidade cardiopulmonar (hipertensão pulmonar com encerramento precoce do canalarterial) e renal, e no fim da gravidez podem atrasar o trabalho de parto e inibir amotilidade uterina.

Aleitamento:
Não é aconselhada a administração de Piroxicam na mulher em período de aleitamento,pois estudos preliminares mostraram a presença de Piroxicam no leite materno (cerca de
1 a 3% das taxas plasmáticas).

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

O uso de Flogocan 20 pode provocar o aparecimento de tonturas pelo que os doentes queconduzem veículos ou são utilizadores de máquinas, devem ser alertados para os seusefeitos.

4.8. Efeitos indesejáveis

Doenças Gastrointestinais: os eventos adversos mais frequentemente observados são denatureza gastrointestinal. Podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas,perfuração ou hemorragia gastrointestinal potencialmente fatais, (ver secção 4.4).
Náuseas, dispepsia, vómitos, hematemeses, flatulência, dor abdominal, diarreia,obstipação, melena, estomatite ulcerosa, exacerbação de colite ou doença de Crohn (versecção 4.3.) têm sido notificados na sequência da administração destes medicamentos.
Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite.

O Piroxicam está associado a um elevado risco de reacções adversas gastrointestinais emdiversos estudos epidemiológicos. A administração de doses superiores a 20 mg/dia levaa um aumento deste risco.

Reacções de hipersensibilidade:
Dermatológicas (rash, prurido, erupção) respiratórias (o aparecimento de crises asmáticasfoi observado em indivíduos com história de alergia ao ácido acetilsalicílico).

Doenças do sistema nervoso:
Tonturas, cefaleias, sonolência, vertigens, insónia.
Foram reportados muito raramente casos de baixa acuidade auditiva.
Não foram assinaladas perturbações de visão nos exames oftalmológicos.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Erupção, prurido, casos raros de fotossensibilização e necrose epidérmica tóxica (muitoraro) (doença de Lyell, reacções bolhosas incluindo síndroma de Stevens-Johnson).

Vasculopatias: Têm sido notificados casos de edema, hipertensão e insuficiência cardíacadurante o tratamento com AINE.

Outros:
Edemas, edemas dos membros inferiores.

Modificações biológicas raras observadas:
– renais – elevação reversível da uremia e creatiniém
– hematológica – diminuição da agregação plaquetária da hemoglobina e do hematócritonão associados a hemorragia gastrointestinal evidentes, aumento do tempo dehemorragia.
– anemia
– trombocitopénia e purpura não trombocitopénico (Echenlein-Henoch)
– leucopénia e eosinofilia
– raros casos de aplasia medular e de anemia hemolítica

– Hepáticas: observaram-se modificações transitórias ou reversíveis nos diferentesparâmetros da função hepática (transaminases séricas, bilirrubinas). Foram relatadasexcepcionalmente, icterícia, hepatite grave ou fatal. O Piroxicam deve ser suspenso sepersistirem ou agravarem as anomalias da função hepática, insuficiência hepática oumanifestações gerais (eosinofilia).
– pesquisa de anticorpos antinucleares positivos: podem aparecer alguns casos emborararamente.

4.9. Sobredosagem

Em caso de sobredosagem é indicada uma terapêutica sintomática. Resultados de algunsestudos demonstraram que a administração de carbono activado pode diminuir areabsorção do Piroxicam e reduzir assim as taxas séricas.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 9.1.6 ? Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios nãoesteróides. Oxicans.
Código ATC: M01A C01.

O Piroxicam é um AINE derivado de um oxicam. Estruturalmente não está relacionadocom outros AINE. É uma molécula acídica devido à presença de um constituinte ácido 4-
hidroxi-enólico.

O Piroxicam é um AINE com actividade anti-inflamatória, analgésica e antipirética.

O exacto mecanismo de acção do Piroxicam não está claramente estabelecido mas,muitas das acções parecem estar associadas com a inibição da síntese de prostaglandinas.

O Piroxicam inibe a síntese das prostaglandinas pela inibição da ciclo-oxigenase enzimaque catalisa a formação dos percursores das prostaglandinas (endoperóxidos) a partir do
ácido araquidónico.

Tal como os salicilatos e outros AINEs, o efeito anti-inflamatório, analgésico eantipirético do Piroxicam, pode em parte ser devido à inibição da síntese dasprostaglandinas.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

O Piroxicam é bem absorvido após administração oral. Os alimentos diminuem avelocidade de absorção mas não a extensão de absorção.

A administração oral de uma dose única de 20 mg de Piroxicam, aparece no plasmadentro de 15 minutos a 30 minutos e, um pico de concentração plasmático deaproximadamente 1,5 a 2 µg/ml, são normalmente alcançados dentro de 3 a 5 horas.
Foi descrito num estudo, a presença no plasma de um pico secundário de concentração de
Piroxicam, o que sugere que o Piroxicam pode sofrer circulação enterohepática.
Fazendo uma administração diária de doses únicas, são mantidas durante o diaconcentrações plasmáticas de Piroxicam relativamente estáveis.

Um estado de equilíbrio é normalmente alcançado dentro de 7 a 12 dias.

A semi-vida plasmática do Piroxicam é aproximadamente de 50 horas.

O Piroxicam liga-se extensivamente às proteínas plasmáticas, na ordem dos 99%.

Atravessa rapidamente a membrana sinovial e distribui-se no líquido sinovial emconcentrações aproximadamente 40% das concentrações plasmáticas. Contudo podehaver uma variação inter-individual.

Há prova de que o Piroxicam se acumula lentamente nas cartilagens.

Há um estudo de que o Piroxicam se encontra no leite materno em concentraçõesaproximadamente de 1% a 3% da concentração sérica.

O Piroxicam parece ser extensivamente metabolizado no fígado por hidroxilação seguidade conjugação com o ácido glucorónico.
Num estado de equilíbrio é metabolizado cerca de 50% da dose de Piroxicam.

O Piroxicam e seus metabólitos são excretados principalmente na urina e fezes mas, aexcreção urinária é superior aproximadamente 2 vezes.
Menos de 5% da dose de Piroxicam administrada é excretada sem modificação.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Estudos de toxicidade aguda e crónica, realizados em ratinhos, cães e macacos, revelaramque a toxicidade do piroxicam se manifesta mais frequentemente por necrose papilarrenal e lesões gastrointestinais, típicas dos AINE.
Não foram demonstrados quaisquer efeitos de carcinogenecidade ou teratogenecidade dopiroxicam nos modelos animais utilizados.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Lactose
Amido de milho
Estearato de magnésio
Metabissulfito de sódio (E223)
Dióxido de titânio (E171)
Gelatina

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar Flogocan 20 na embalagem de origem.
Não conservar acima de 30ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Cada embalagem de FLOGOCAN 20 contém 20, 30 ou 60 cápsulas opacas de gelatinadura, n.º 3 de cor esverdeada, contendo um pó branco amarelado.
As cápsulas são acondicionadas em blister de PVC fechado com folha de alumíniotermossoldada.
Os blisters são embalados em caixa de cartão litografado.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Azevedos ? Indústria Farmacêutica, S.A.,
Estrada Nacional 117-2, Alfragide
2614-503 AMADORA
Tel.: 21 472 59 00
Fax.: 21 472 59 90
E-mail: azevedos@mail.telepac.pt

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 9528836 – 20 cápsulas, 20 mg, blisters de PVC/alumínio
N.º de registo: 4564597 – 30 cápsulas, 20 mg, blisters de PVC/alumínio
N.º de registo: 9528844 – 60 cápsulas, 20 mg, blisters de PVC/alumínio

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 01/10/1990
Data da última renovação: 01/10/2005


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