Dumyrox Fluvoxamina caracteristicas medicamento

DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Dumyrox® 50 mg comprimidos revestidos por película

2.
COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Substância activa: maleato de fluvoxamina

Cada comprimido contém 50 mg de maleato de fluvoxamina.

Excipientes, ver 6.1.

3.
FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película, com ranhura.

4.
INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações
terapêuticas

? Episódio depressivo major.
? Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC).

4.2
Posologia e modo de administração

Depressão:

Adultos
A dose inicial recomendada é de 50 ou 100 mg, administrada numa toma única à noite.
Recomenda-se o aumento gradual da dose até atingir a dose eficaz. A dose eficaz habitual
é de 100 mg por dia e deve ser ajustada à resposta individual do doente. Têm sidoadministradas doses diárias até 300 mg.
As dosagens superiores a 150 mg devem ser administradas em doses divididas.
De acordo com a declaração de consenso da OMS, uma medicação antidepressiva deveser continuada por, pelo menos, 6 meses após recuperação de um episódio depressivo.
Uma dose diária de 100 mg pode ser suficiente para este uso.

Crianças / adolescentes
Dumyrox não deve ser administrado nas crianças e adolescentes de idade inferior a 18anos no tratamento do episódio depressivo major. Não foi estabelecida a eficácia esegurança do Dumyrox no tratamento do episódio depressivo major pediátrico (ver 4.4.).

Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC):

Adultos
A dose inicial recomendada é de 50 mg por dia durante 3-4 dias. A dose eficaz situa-sehabitualmente entre 100 e 300 mg por dia. A dose deve ser aumentada gradualmente atéatingir a dosagem eficaz, não excedendo o máximo de 300 mg por dia para adultos.
Podem administrar-se em toma única doses até 150 mg, de preferência à noite.
Aconselha-se que uma dose superior a 150 mg seja administrada em 2 ou 3 tomasseparadas. Tendo obtido uma boa resposta terapêutica, pode continuar-se o tratamento
1

com uma dose de fluvoxamina ajustada individualmente. Não se observando melhoria noprazo de 10 semanas, deverá reavaliar-se o tratamento com fluvoxamina. Enquanto nãoexistirem estudos sistemáticos para responder à pergunta sobre a duração da continuaçãodo tratamento com fluvoxamina, a POC é uma doença crónica e é razoável considerar acontinuação do tratamento para além das 10 semanas em doentes reagindo positivamente.
Os ajustamentos da dose devem ser efectuados cuidadosamente numa base individual,mantendo o doente com a dose mínima eficaz. A necessidade de tratamento deve serreavaliada periodicamente. Alguns médicos propõem a psicoterapia comportamentalconcomitante para doentes com boa resposta à farmacoterapia.

Crianças/adolescentes
Em crianças a partir dos 8 anos e em adolescentes existem dados limitados sobre umadose até 100 mg, duas vezes por dia, durante 10 semanas. A dose inicial é de 25 mg pordia. Aumentando-se 25 mg todos os 4-7 dias, se tolerado, até se atingir uma dose efectiva.
A dose máxima em crianças não deve exceder 200 mg/dia (para mais pormenores ver 5.1.e 5.2.). É aconselhável que uma dose diária total superior a 50 mg seja administrada emduas doses divididas. Se as duas doses divididas não forem iguais, a dose superior deveser administrada ao deitar.

Insuficiência hepática / renal
Doentes sofrendo de insuficiência hepática ou renal devem iniciar o tratamento com umadose reduzida e devem ser cuidadosamente monitorizados.

Modo de administração

Os comprimidos de fluvoxamina devem ser deglutidos com água e sem mastigar.

4.3 Contra-indicações

? Dumyrox está contra-indicado em combinação com inibidores da monoamino-oxidase
(IMAO).

O tratamento com fluvoxamina pode ter início:
– duas semanas após a interrupção dum IMAO irreversível, ou
– no dia seguinte à interrupção dum IMAO reversível (p.ex. moclobemida).
Deve decorrer pelo menos uma semana entre a interrupção do tratamento comfluvoxamina e o início de uma terapêutica posterior com qualquer IMAO.

? Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos excipientes.

4.4
Advertências e precauções especiais de utilização

A possibilidade de tentativa de suicídio está inerente a doentes sofrendo de episódiosdepressivos e pode persistir até que ocorra uma remissão significativa. Os doentes devemser cuidadosamente monitorizados.
Doentes sofrendo de insuficiência hepática ou renal devem iniciar o tratamento com umadose reduzida e devem ser cuidadosamente monitorizados.
O tratamento com fluvoxamina tem sido raramente associado a um aumento das enzimashepáticas, geralmente acompanhado de sintomas clínicos. Em tais casos, o tratamentodeve ser interrompido. O controlo glicémico pode estar perturbado, especialmente nosestadios iniciais do tratamento. Pode ser necessário ajustar a dose dos antidiabéticos.
Apesar de em estudos com animais, a fluvoxamina não demonstrar propriedades pró-
convulsivas, recomenda-se precaução na administração do fármaco a doentes comhistória de perturbações convulsivas.

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A fluvoxamina deve ser evitada em doentes com epilepsia instável e doentes comepilepsia controlada devem ser cuidadosamente monitorizados.

O tratamento com fluvoxamina deve ser suspenso se ocorrerem convulsões ou se afrequência de convulsões aumentar.

Foram notificados, em casos raros, a ocorrência de um sindroma serotoninico ou dereacções semelhantes ao sindroma maligno dos neurolépticos em associação com otratamento com fluvoxamina, particularmente quando administrada em combinação comoutros medicamentos serotoninérgicos e/ou neurolepticos. Como esses sindromas podemresultar em situações clínicas potencialmente fatais, deve-se descontinuar o tratamento comfluvoxamina caso ocorram tais eventos (caracterizados por conjuntos de sintomas tais comohipertermia, rigidez, mioclonia, instabilidade autonómica com possíveis flutuações rápidasdos sinais vitais, alterações do estado mental incluindo confusão, irritabilidade, agitaçãoextrema progredindo para delirio e coma) e iniciar uma terapêutica sintomática de suporte.
Tal como com outros ISRS, tem sido raramente reportada hiponatremia, e parece serreversível com descontinuação da fluvoxamina. Alguns casos foram possivelmentedevidos à síndrome de secreção inadequada de hormona antidiurética. A maioria doscasos reportados foi associada a doentes idosos.

Têm sido descritos casos de hemorragias cutâneas, tais como equimoses e púrpura, com
Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRSs). Recomenda-se precaução emdoentes submetidos a ISRSs, em particular no uso concomitante com fármacosconhecidos por afectarem a função plaquetária (por ex.: antipsicóticos atípicos efenotiazinas, a maioria dos ATCs, ácido acetilsalicílico, AINEs) assim como em doentescom anamnese de perturbações hemorrágicas ou da coagulação.
A fluvoxamina deve ser utilizada com precaução em doentes com história demania/hipomania.
A fluvoxamina deve ser descontinuada nos doentes a entrar em fase maníaca.
Quando combinadas com fluvoxamina, as concentrações plasmáticas de terfenadina,astemizole ou cisaprida podem estar aumentadas resultando num risco acrescido deprolongamento do intervalo QT/Torsade de Pointes.
Por conseguinte, a fluvoxamina não deve ser co-administrada com essas drogas.
Devido à ausência de experiência clínica recomenda-se especial atenção na situação depós-enfarte do miocárdio.
Existe uma experiência clínica limitada na administração concomitante da fluvoxamina e
ECT (electroconvulsivoterapia), portanto recomenda-se precaução.
Os dados em idosos não indicam diferenças clinicamente significativas nas doses diáriasnormais em comparação com indivíduos mais jovens.
Contudo, o aumento gradual da dose deve ser efectuado mais lentamente nos idosos e oacerto da dose deve ser sempre efectuado com precaução.

Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos

Dumyrox® não deve ser utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com idadeinferior a 18 anos, excepto nos casos de doentes com Perturbação Obsessivo-
Compulsiva. Foram observados com maior frequência comportamentos relacionadoscom o suicídio (tentativa de suicídio e ideação suicida) e hostilidade (predominanteagressão, comportamento de oposição e cólera) em ensaios clínicos com crianças eadolescentes que se encontravam a tomar antidepressivos, em comparação com os que seencontravam a tomar placebo. Se, não obstante, com base na necessidade clínica, adecisão de tratamento for tomada, o doente deve ser rigorosamente monitorizado emrelação ao aparecimento de sintomas suicidas. Não estão disponíveis dados de segurança
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a longo prazo em crianças e adolescentes no que se refere ao crescimento, à maturação eao desenvolvimento cognitivo e comportamental.

4.5
Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

A fluvoxamina não deve ser usada em combinação com inibidores da MAO (ver também
4.3. Contra-Indicações).
A fluvoxamina é um potente inibidor do CYP1A2, e em menor extensão de CYP2C e
CYP3A4. Fármacos amplamente metabolizados por essas isoenzimas são eliminadosmais lentamente e poderão ter níveis plasmáticos mais elevados quando co-administradoscom fluvoxamina. Isto é particularmente relevante para fármacos com uma estreitamargem terapêutica. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e, senecessário, recomenda-se o ajustamento da dose desses fármacos. A fluvoxamina temefeitos inibidores marginais sobre CYP2D6 e parece não afectar o metabolismo não-
oxidativo ou a excreção renal.

CYP1A2

Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dosantidepressivos tricíclicos (por ex.: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e

neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzepina) amplamente metabolizados através docitocromo P450 1A2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. A combinaçãodestes fármacos não é recomendada. Uma redução da dose desses fármacos deve serconsiderada se se iniciar tratamento com fluvoxamina. Doentes a quem se co-administrafluvoxamina e drogas com margem terapêutica estreita metabolizadas pelo CYP1A2 (taiscomo tacrina, teofilina, metadona e mexiletina) devem ser cuidadosamente monitorizadose, se necessário, recomenda-se o ajustamento da dose dessas drogas. Quandoadministrada com fluvoxamina, as concentrações plasmáticas de varfarina foramsignificativamente aumentadas e os tempos de protrombina prolongados. Foram relatadoscasos isolados de toxicidade cardíaca quando a fluvoxamina foi usada em combinaçãocom tioridazina.

Uma vez que estão aumentadas as concentrações plasmáticas de propranolol administradoconcomitantemente com fluvoxamina, pode ser necessário reduzir a dose de propranolol.

Os níveis plasmáticos de cafeína poderão estar aumentados durante a co-administraçãocom fluvoxamina. Assim, doentes que consomem elevadas quantidades de bebidascontendo cafeína deverão reduzir a sua ingestão quando em tratamento com fluvoxaminae se observam efeitos adversos à cafeína (tremor, palpitações, náusea, intranquilidade,insónia).
Como as concentrações plasmáticas de ropirinol podem estar aumentadas em combinaçãocom fluvoxamina, aumentando assim o risco de sobredosagem, pode ser requeridavigilância e redução da posologia de ropirinol durante o tratamento com fluvoxamina eapós a sua retirada.

CYP
2C

Doentes recebendo co-administração de fluvoxamina e drogas com estreita margemterapêutica metabolizadas pelo CYP2C (tal como a fenitoina) devem ser cuidadosamentemonitorizados e, se necessário, recomenda-se ajustamento da dose dessas drogas.

CYP 3A4
Terfenadina, astemizole, cisaprida: ver também 4.4. Advertências e Precauções Especiais de Utilização.

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Doentes com co-administração de fluvoxamina e fármacos metabolizados pelo CYP3A4com uma margem terapêutica estreita (tais como carbamazepina e ciclosporina) devemser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se um ajuste da dose.

Glucuronidação

A fluvoxamina não influencia as concentrações plasmáticas de digoxina.

Excreção renal

A fluvoxamina não influencia as concentrações de atenolol.

Interacções farmacodinâmicas

Os efeitos serotoninérgicos da fluvoxamina podem ser potenciados quando usada emcombinação com outros serotoninérgicos (incluindo triptans, ISRS e preparações à basede erva de S. João ou Hipericão) (ver também 4.4. Advertências e Precauções Especiaisde Utilização).

A fluvoxamina tem sido usada em combinação com lítio no tratamento de doentes comdepressão grave resistente aos fármacos. Contudo, o lítio (e possivelmente o triptofano)potencia os efeitos serotoninérgicos da fluvoxamina. A combinação deve ser usada comprecaução em doentes com depressão grave resistente aos fármacos.

Em doentes recebendo anticoagulantes orais e fluvoxamina pode aumentar o risco dehemorragias e esses doentes devem ser cuidadosamente monitorizados.

Tal como com outros fármacos psicotrópicos, os doentes devem ser advertidos para evitara ingestão de álcool durante o tratamento com fluvoxamina.

4.6
Gravidez e aleitamento

Dados sobre um número limitado de gravidezes expostas à fluvoxamina indicam a ausênciade efeitos adversos da fluvoxamina na gravidez.
Até esta data, não estão disponíveis outros dados epidemiológicos relevantes.

Estudos de reprodução em animais com doses elevadas não evidenciaram diminuição defertilidade, alteração da capacidade reprodutiva ou efeitos teratogénicos na descendência.
Deve-se usar precaução quando se prescreve este fármaco à mulher grávida.
Casos isolados de sintomas de abstinência em recém-nascidos foram descritos após o usoda fluvoxamina no fim da gravidez.

A fluvoxamina é excretada em pequenas quantidades no leite materno, pelo que omedicamento não deve ser usado por mulheres que amamentam.

 4.7
Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A fluvoxamina, em doses até 150 mg tem uma influência nula ou desprezível sobre acapacidade de conduzir e manusear máquinas.
Em voluntários saudáveis não foram evidenciados efeitos sobre a capacidade psicomotorarelacionada com a condução de veículos e o manuseio de máquinas. Contudo, foireportada sonolência durante o tratamento com fluvoxamina. Assim sendo, recomenda-seprecaução até que tenha sido determinada a resposta individual ao fármaco.

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4.8 Efeitos
indesejáveis

O sintoma associado ao tratamento com fluvoxamina mais frequentemente observado é anáusea, por vezes acompanhada de vómitos. Este efeito secundário diminui geralmente,durante as duas primeiras semanas de tratamento. Outros eventos adversos, observadosem estudos clínicos com as taxas de frequência a seguir mencionadas, estão muitas vezesassociados à doença e não necessariamente relacionados com o tratamento:

Comuns (frequência 1-10%):
Corpo: astenia, cefaleia, mal-estar
Aparelho cardio-vascular: palpitações / taquicárdia

Aparelho digestivo: dores abdominais, anorexia, obstipação, diarreia, secura de boca,dispepsia.
Sistema nervoso: agitação, ansiedade, tonturas, insónia, nervosismo, sonolência,tremores.
Pele: sudação

Pouco Comuns (frequência <1%):
Aparelho cardio-vascular: hipotensão (postural)
Aparelho locomotor: artralgia, mialgia

Sistema nervoso: ataxia, confusão, sintomas extrapiramidais e alucinações

Aparelho urogenital: ejaculação anormal (retardada)

Pele: reacções de hipersensibilidade cutânea (incluindo rash, prurido e angioedema).

Raros (frequência <0,1%):
Aparelho digestivo: alterações da função hepática

Sistema nervoso: convulsões, mania
Aparelho
urogenital:
galactorreia
Pele:
fotosensibilidade

Outras reacções adversas observadas durante a comercialização
Foi reportado ganho ou perda de peso.
Raramente foi reportado sindroma serotoninico, reacções semelhantes ao sindroma malignodos neurolépticos, hiponatrémia e síndrome da secreção inadequada da hormonaantidiurética (ver também 4.4. Advertências e Precauções Especiais de Utilização).
É possível ocorrerem reacções de privação quando se suspende a terapêutica comfluvoxamina, embora a evidência pré-clinica e clínica não sugira que este tratamento causedependência. Os sintomas seguintes foram reportados em associação com a suspensão desteproduto: tonturas, parestesia, cefaleias, náuseas e ansiedade. A maioria destas reacções sãomoderadas e auto-limitadas. Antes de interromper o tratamento, pode-se considerar a
possibilidade de efectuar uma redução gradual da dose.

Hemorragia: ver também 4.4. Advertências e Precauções Especiais de Utilização.
Muito raramente, foram reportados parestesia, anorgasmia e alteração do gosto.

Num estudo controlado por placebo, durante 10 semanas, em crianças e adolescentes com
POC, reacções adversas reportadas com uma incidência superior ao placebo foram:insónia, astenia, agitação, hipercinésia, sonolência e dispepsia.
Reacções adversas graves neste estudo incluiram: agitação e hipomania. Foramreportadas convulsões em crianças e adolescentes durante o uso fora do âmbito dosestudos clínicos.

4.9 Sobredosagem

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Sintomas
Os sintomas incluem queixas gastro-intestinais (náuseas, vómitos e diarreia), sonolência etonturas. Também têm sido referidas alterações cardíacas (taquicárdia, bradicárdia ehipotensão), alterações da função hepática, convulsões e coma. A fluvoxamina tem umalarga margem de segurança em caso de sobredosagem. Desde a sua introdução nomercado, têm sido extremamente raros os casos de morte por sobredosagem comfluvoxamina isolada.

A dose mais elevada de fluvoxamina documentada e ingerida por um doente é de 12 gr.
Este doente recuperou completamente. Ocasionalmente, foram observadas complicaçõesmais sérias em casos de sobredosagem deliberada de fluvoxamina em combinação comoutros fármacos.

Tratamento
Não existe antídoto específico para a fluvoxamina. Em caso de sobredosagem o estômagodeve ser esvaziado o mais rapidamente possível após a ingestão dos comprimidos eadministrado tratamento sintomático. Também é recomendado o uso repetido de carvãoactivado, se necessário acompanhado por um laxante osmótico. A diurese forçada oudiálise não parecem ser benéficas para o doente.

5.
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades
farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antidepressores, Inibidores Selectivos da Recaptação da
Serotonina.
Código ATC: N06AB08

Admite-se que o mecanismo de acção da fluvoxamina esteja relacionado com a inibiçãoselectiva da recaptação da serotonina nos neurónios cerebrais. A interferência com osprocessos noradrenérgicos é mínima. Estudos de ligação aos receptores demonstraramque a capacidade de ligação da fluvoxamina aos receptores ?-adrenérgicos, ?-
adrenérgicos, histaminérgicos, muscaríno-colinérgicos, dopaminérgicos ouserotoninérgicos é desprezível.

Num estudo controlado por placebo em 120 doentes com POC, de idades compreendidasentre 8 e 17 anos, observou-se uma melhoria estatisticamente significativa em toda apopulação estudada a favor da fluvoxamina ao fim de 10 semanas. Uma análise adicionaldo subgrupo demonstrou melhoria na escala de avaliação C-YBOCS nas crianças,enquanto não se observou nenhum efeito nos adolescentes. A dose média foirespectivamente 158 mg e 168 mg/dia.

5.2 Propriedades
farmacocinéticas

Absorção
A fluvoxamina é completamente absorvida após administração oral. A concentração
plasmática máxima ocorre entre 3-8 horas a seguir à administração. A biodisponibilidadeabsoluta média é de 53%, devido ao efeito de primeira passagem. A farmacocinética defluvoxamina não é influenciada pela ingestão de alimentos.

Distribuição
A ligação às proteínas plasmáticas in vitro é de 80%. O volume de distribuição no
Homem é de 25 l/Kg.

7

Metabolismo
A fluvoxamina sofre ampla metabolização no fígado. Embora o CYP2D6 seja in vitro aprincipal isoenzima envolvida na metabolização da fluvoxamina, as concentraçõesplasmáticas em metabolizadores fracos para o CYP2D6 não são muito mais elevadas dasverificadas nos metabolizadores intensos.

O tempo de semi-vida plasmática médio é de aproximadamente 13-15 horas após dose
única, e levemente superior (17-22 h) durante a administração repetida e os níveisplasmáticos em equilíbrio são atingidos normalmente entre 10-14 dias.

A fluvoxamina sofre ampla metabolização hepática maioritariamente via desmetilaçãooxidativa em pelo menos nove metabolitos, os quais são excretados pelo rim. Os doismetabolitos mais importantes mostraram actividade farmacológica insignificante. Não seprevê que os outros metabolitos sejam farmacologicamente activos. A fluvoxamina é uminibidor potente do CYP1A2 e um inibidor moderado do CYP2C e CYP3A4, com efeitosinibidores insignificantes no CYP2D6. A fluvoxamina apresenta uma farmacocinéticalinear com dose única. As concentrações em estado estacionário são superiores dos que ascom dose única, e são desproporcionalmente mais elevadas com doses diárias elevadas.

Grupos Especiais de Doentes
A farmacocinética da fluvoxamina é semelhante em adultos saudáveis, doentes idosos, edoentes com insuficiência renal. O metabolismo da fluvoxamina está diminuído emdoentes hepáticos.
As concentrações plasmáticas em estado estacionário da fluvoxamina foram duas vezesmais elevadas nas crianças (idade 6-11 anos) do que em adolescentes (de 12-17 anos). Asconcentrações plasmáticas nos adolescentes são semelhantes às dos adultos.

5.3 Dados
de
segurança
pré-clínica

Não há evidência de carcinogenicidade, mutagenicidade ou diminuição de fertilidade com afluvoxamina.

Os estudos de reprodução em animais, com doses elevadas, não revelaram qualquerevidência de diminuição de fertilidade, alteração da capacidade reprodutiva ou efeitosteratogénicos na descendência.

O potencial para abuso, tolerância e dependência física foi estudado num modelo deprimata não humano. Não se observou qualquer evidência de fenómeno de dependência.

6.
INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista
dos
excipientes

Manitol, amido de milho, amido de milho pré-gelatinizado, estearil-fumarato de sódio,sílica coloidal anidra, hipromelose, polietilenoglicol 6000, talco e dióxido de titânio
(E171).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo
de
validade

8

3 anos.

6.4
Precauções especiais de conservação

Não conservar a temperatura acima de 25ºC. Guardar os blisters na embalagem original.

6.5
Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos de maleato de fluvoxamina são apresentados em embalagens contendo
10, 30 e 60 comprimidos (50 mg), acondicionados em blisters de PVC/PVDC/Alumínio.

6.6
Instruções de utilização e manipulação <e eliminação>

Não existem requisitos especiais.

7.
TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

SOLVAYFARMA, Lda.
Avª Marechal Gomes da Costa, 33
1800-255 Lisboa
Portugal

8.
NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Embalagem de 10 comprimidos a 50 mg ? registo nº 4506788 no Infarmed
Embalagem de 30 comprimidos a 50 mg ? registo nº 4506887 no Infarmed
Embalagem de 60 comprimidos a 50 mg ? registo nº 8610949 no Infarmed

9.
DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO

20 de Março de 1985 / 10 de Outubro de 1999

10.
DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Dezembro de 2005


4 comentários

  1. Salomé santos 24 de Janeiro de 2011
  2. Fernanda Pinto 11 de Fevereiro de 2011
  3. Fernanda Pinto 11 de Fevereiro de 2011
  4. Gleidisson Martins 16 de Outubro de 2011

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