Doxican Tenoxicam caracteristicas medicamento

RESUMO DAS CARACTERISTICAS DO MEDICAMENTO

1.NOME DO MEDICAMENTO

DOXICAN 20 mg cápsulas

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cápsulas contendo 20,0 mg de Tenoxicam

Excipiente(s):
Lactose ? 175 mg

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

O Tenoxicam está indicado no tratamento sintomático das afecções inflamatórias edegenerativas do aparelho locomotor.

DOXICAN administrado por via oral está especificamente indicado no:

Tratamento sintomático de longa duração: osteoartroses; reumatismos inflamatórios crónicoscomo artrite reumatóide, espondilite anquilosante ou síndromes relacionados tais como:síndrome de Fiessinger-Leroy-Reiter e reumatismo psoriático.

Tratamento sintomático de curta duração de manifestações agudas de:

– reumatismo abarticular tais como: periartrites, tendinites, bursites
– afecções agudas pós-traumáticas
– distensões musculares
– osteoartroses
– gota aguda

Tratamento das lomboradiculalgias graves;

Dismenorreia primária.

4.2. Posologia e modo de administração

DOXICAN pode sr administrado numa toma única diária de 20 mg;
Nas patologias em que a situação inflamatória e a dor sejam mais intensas pode-se iniciar aterapêutica com uma dose de 40 mg nos 2 primeiros dias, passando seguidamente a 20 mg.

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante omenor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção 4.4)

Nos episódios agudos de gota recomenda-se uma dose de 40 mg uma vez por dia, durante 2dias, seguida de 20 mg uma vez por dia, durante mais 5 dias. Se adequado, o tratamento podeser iniciado por via I.V ou I.M uma vez por dia, durante um ou dois dias e continuar por viaoral.

A administração de doses superiores a 20 mg de Tenoxicam aumenta o risco de reacçõesadversas a nível gastrointestinal. No tratamento de alterações crónicas, deve-se evitar dosesdiárias superiores a 20 mg, uma vez que tal poderá aumentar a frequência e intensidade dasreacções adversas, sem aumentar significativamente a eficácia.

Instruções para uso e modo de administração:

As cápsulas são administradas oralmente, devendo ser ingeridas sem mastigar, com 1/2 copode água após as refeições. A dose média é de 1 a 2 cápsulas por dia administradas oralmente,inteiras e com um pouco de líquido.

Salvo indicação em contrário, uma cápsula por dia sempre à mesma hora; mas pode-se iniciaro tratamento com uma dose de 40 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia durante os 2 primeiros dias,passando posteriormente a 1 cápsula por dia, nas patologias em que a situação inflamatória e ador sejam mais intensas como nas crises de gota aguda.

A duração do tratamento será decidida pelo médico e de acordo com o tipo e evolução dasituação clínica ou doença.

É preferível tomar a forma oral durante ou imediatamente após as refeições.

4.3. Contra-indicações

DOXICAN está contra-indicado em doentes com:

? Hipersensibilidade ao Tenoxicam ou a qualquer um dos excipientes.
? Antecedentes de asma, rinite, urticária, edema angioneurótico ou broncospasmo associadosao uso de ácido acetilsalicílico ou outros fármacos anti-inflamatórios não-esteróides;
? Alterações graves da coagulação;
? Porfíria;
– Úlcera péptica/hemorragia activa ou história de úlcera péptica/hemorragia recorrente (doisou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovada).
– Doentes com hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêuticaanterior com AINE:
? Colite ou sigmoidite activas;
? Insuficiência hepática grave;
? Insuficiência renal grave.
– Insuficiência cardíaca grave.

A administração do Tenoxicam está também contra-indicada em mulheres grávidas ou emperíodo de aleitamento.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

A prescrição do Tenoxicam não está recomendada para o tratamento de afecçõesreumatológicas ou pós-traumáticas de regressão espontânea e/ou pouco invalidantes.

Os efeitos indesejáveis poderão ser reduzidos utilizando a dose mínima eficaz durante o maiscurto tempo possível. Devem ser tomadas precauções em doentes com insuficiência renalligeira a moderada, insuficiência cardíaca, hipertensão ou outras condições associadas compredisposição para retenção hidrossalina, dado que o uso de AINE`s pode deteriorar a funçãorenal.

Antes do início e durante a terapêutica com DOXICAN deverá ser feita uma avaliação regularda função renal. Em caso de deterioração, o tratamento deverá ser interrompido. A funçãohepática deverá ser cuidadosamente monitorizada em doentes tratados com DOXICAN querefiram sintomas compatíveis com lesão hepática (anorexia, náuseas, vómitos, icterícia) e/oudesenvolvam alterações da função hepática (transaminases, bilirrubina, fosfatase alcalina, ? – GT). Perante a presença de valores de transaminases, bilirrubina conjugada ou fosfatasealcalina superior a 2 vezes o valor superior do normal, o medicamento deverá ser suspenso deimediato e deve ser iniciada investigação para esclarecimento da situação. A reexposição ao
Tenoxicam deve ser evitada. Doentes que refiram alterações da visão durante o tratamentocom DOXICAN, deverão suspender a terapêutica e ser submetidos a exame oftalmológico.

Como acontece com outros anti-inflamatórios não – esteróides, DOXICAN pode esconder ossinais vulgares de infecção.

A administração concomitante de DOXICAN com outros AINE, incluindo inibidoresselectivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada.

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante omenor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção 4.2 e informaçãosobre os riscos GI e cardiovasculares em seguida mencionada).

Idosos: Os idosos apresentam uma maior frequência de reacções adversas com AINE,especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais (versecção 4.2).

Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal: têm sido notificados com todos os AINEcasos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais, em váriasfases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventosgastrointestinais graves.

O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de AINE,em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ouperfuração (ver secção 4.3) e em doentes idosos. Nestas situações os doentes devem serinstruídos no sentido de informar o seu médico assistente sobre a ocorrência de sintomasabdominais e de hemorragia digestiva, sobretudo nas fases iniciais do tratamento.

Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz. A co-administraçãode agentes protectores (ex.: misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá serconsiderada nestes doentes, assim como naqueles que necessitem de tomar simultaneamente
ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentos susceptíveis de aumentar orisco de úlcera ou hemorragia, tais como corticosteróides, anticoagulantes (como a varfarina),inibidores selectivos da recaptação da serotonina ou anti-agregantes plaquetários tais como o
ácido acetilsalicílico (ver secção 4.5.).

Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a tomar DOXICAN otratamento deve ser interrompido.

Os AINE devem ser administrados com precaução em doentes com história de doençainflamatória do intestino (colite ulcerosa, doença de Crohn), na medida em que estas situaçõespodem ser exacerbadas (ver secção 4.8).

Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares:
Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema em associação com aadministração de AINE, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ouinsuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamentemonitorizados e aconselhados.

Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns
AINE, (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estarassociada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemploenfarte do miocárdio ou AVC). Não existem dados suficientes para eliminar o risco deocorrência destes efeitos aquando da utilização de Tenoxicam.

Os doentes com hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doençaisquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica, e/ou doença cerebrovascularapenas devem ser tratados com tenoxicam após cuidadosa avaliação. As mesmas precauçõesdeverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento de longa duração de doentes com factoresde risco cardiovascular (ex.: hipertensão arterial, hiperlipidemia, diabetes mellitus e hábitostabágicos).

Têm sido muito raramente notificadas reacções cutâneas graves, algumas das quais fataisincluindo dermatite esfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica,associadas à administração de AINE, (ver secção 4.8). Aparentemente o risco de ocorrênciadestas reacções é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estasreacções se manifestam durante o primeiro mês de tratamento. DOXICAN deve serinterrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas, ou outras manifestações dehipersensibilidade

DOXICAN contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância àgalactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose/galactose não devem tomar estemedicamento.

4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Os anti-inflamatórios não esteróides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos assimcomo de outros medicamentos anti-hipertensores. Nalguns doentes com função renaldiminuída (ex.: doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a co-
administração de um IECA ou AAII e agentes inibidores da ciclooxigenase pode ter comoconsequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade deinsuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interacçõesdeverá ser tida em consideração em doentes a tomar Tenoxicam em associação com IECA ou
AAII. Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser administrada comprecaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados edeverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêuticaconcomitante, e periodicamente desde então.

A administração simultânea de Tenoxicam com os medicamentos a seguir mencionados,necessita de uma vigilância rigorosa dos estados clínico e biológico do doente.

Associações desaconselhadas:

Não se devem associar AINEs entre si, nem estes a salicilatos já que os salicilatos desviam o
Tenoxicam dos locais de ligação às proteínas plasmáticas, aumentando o risco de ulceração ehemorragia digestiva (sinergia aditiva).

Corticosteróides:
Aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal (ver secção 4.4).

Anticoagulantes orais, heparina (via parentérica) e ticlopidina:
Devido ao aumento do risco de hemorragia por inibição da função plaquetária e agressão damucosa gastroduodenal pelos AINEs, se esta associação não puder ser evitada, deve haveruma vigilância clínica e biológica eficaz do tempo de hemorragia e níveis de protrombina.

Anti-coagulantes:
Os AINE podem aumentar os efeitos dos anti-coagulantes, tais como a varfarina (ver secção
4.4.).

Agentes anti-agregantes plaquetários e inibidores selectivos da recaptação da serotonina:
Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal (ver secção 4.4.).

Lítio:
Dado que o Tenoxicam pode diminuir a clearance renal do Lítio, o seu uso concomitantepoderia aumentar os níveis plasmáticos e a toxicidade deste. Por este motivo, devemonitorizar-se as concentrações plasmáticas de lítio e adaptar a posologia do lítio enquantodurar a associação e depois da suspensão do AINEs.

Aumento da litémia que pode atingir valores tóxicos devido à diminuição da excreção renaldo lítio.

Metotrexato:
Metotrexato administrado em doses superiores ou iguais a 15 mg/semana. Aumento datoxicidade hematológica do Metotrexato devido à deslocação da sua ligação às proteínasplasmáticas e diminuição da sua clearence renal. Deve ser feito um controlo do hemogramadurante as primeiras semanas da associação e vigilância estreita em caso de alteração, mesmoligeira, da função renal. Deverão ter-se os mesmos cuidados no doente idoso.

Associações que necessitam de precaução de emprego:

Diuréticos poupadores de potássio, por existir um interacção entre estas duas classes demedicamentos que pode provocar hipercaliémia e insuficiência renal.

Risco de insuficiência renal aguda no doente desidratado devido à diminuição da filtraçãoglomerular por diminuição da síntese das prostaglandinas renais.
Hidratar o doente e vigiar a função renal no início do tratamento.

? Não se verificaram quaisquer interacções entre o Tenoxicam e a Furosemida, mas oprimeiro atenua a capacidade de diminuição da pressão sanguínea da Hidroclorotiazida.

? O Tenoxicam, como acontece com os outros AINEs pode neutralizar os efeitos anti-
hipertensores dos bloqueadores alfa-adrenérgicos e dos inibidores da ECA.

? Zidovudina: risco de toxicidade.

? Pentoxifilina- aumento do risco de hemorragia. Reforço da vigilância clínica e controlomais frequente do tempo de hemorragia.

Associações a ter em conta:

Antihipertensores como ?-bloqueantes, inibidores da enzima de conversão, diuréticos (porextrapolação a partir da indometacina).
Redução do efeito antihipertensor devido à inibição da síntese das prostaglandinasvasodilatadoras pelos AINEs.

Dada a forte ligação dos AINEs às proteínas plasmáticas terá que haver prudência na suaassociação com medicamentos que podem por eles ser deslocados, nomeadamenteantidiabéticos orais, anticoagulantes e anti- epilépticos.

O DOXICAN como muitos outros fármacos pode potenciar o efeito dos anticoagulantescumarínicos. Durante a terapêutica com DOXICAN nos doentes tratados com estes fármacosserá necessário controlar o tempo de protrombina e ajustar a dose se necessário.

A administração concomitante de AINEs e diuréticos poupadores de potássio pode aumentaros níveis plasmáticos de cálcio.

 4.6. Gravidez e aleitamento

Durante a gravidez a utilização de AINEs só deve ter lugar se os benefícios ultrapassarem osriscos e sob vigilância médica.
No 3º trimestre de gravidez todos os inibidores da síntese de prostaglandinas podem expor ofeto a toxicidade renal e cardiopulmonar (hipertensão pulmonar com oclusão precoce do canalarterial) e podem no final da gravidez inibir as dores de parto e prolongar o tempo do trabalhode parto.
Como consequência, a toma de Tenoxicam está absolutamente contra – indicada durante o 3ºtrimestre.

Dado que os AINEs se distribuem no leite materno, o Tenoxicam não deve ser administradodurante o período de aleitamento.

Nos estudos em animais não se verificaram efeitos teratogénicos, não havendo no entantodados em mulheres grávidas.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Dependendo da susceptibilidade individual, este medicamento pode provocar, principalmenteno início do tratamento, sonolência, vertigens, tonturas, alterações visuais ou fadiga queafectam a capacidade de conduzir veículos ou a utilização de máquinas.

4.8. Efeitos indesejáveis

Foi registada a seguinte incidência de efeitos indesejáveis:

Doenças gastrointestinais:
Os eventos adversos mais frequentemente observados são de natureza gastrointestinal. Podemocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas, perfuração ou hemorragia gastrointestinalpotencialmente fatais (ver secção 4.4). Náuseas, dispepsia, vómitos, hematemeses, flatulência,dor abdominal, diarreia, obstipação, melenas, estomatite aftosa, exacerbação de colite oudoença de Crohn (ver secção 4.4.) têm sido notificados na sequência da administração destesmedicamentos. Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite.

Doenças do sistema nervoso:
Tonturas, cefaleias, vertigens, sonolência, insónia, nervosismo, depressão

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Descamação cutânea, prurido, exantema, eritema, rash, urticária. Reacções bolhosas incluindosíndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (muito raro), reacções defotossensibilidade, casos raros de pênfigo vulgaris.

Doenças do sangue e do sistema linfático:
Redução da concentração de hemoglobina e hematócrito, anemia, eosinofilia, casos raros deanemia aplástica, anemia hemolítica.

Doenças Cardiovasculares:
Retenção de líquidos, insuficiência cardíaca congestiva (em doentes com função cardíacamarginal), hipertensão e agravamento de angina.
Edema, hipertensão arterial, e insuficiência cardíaca têm sido notificados em associação aotratamento com AINE.
Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns
AINE (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estarassociada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemploenfarte do miocárdio ou AVC) (ver secção 4.4).

Afecções hepatobiliares:
Casos raros de hepatite aguda grave, de tipo hepatocelular, colestático ou misto, por vezesfatais

Doenças renais e urinárias:
Hematúria; proteinúria, insuficiência renal aguda, necrose papilar e síndrome nefrótico,raramente, azotémia grave com hipercaliémia e nefrite intersticial

Afecções oculares e do ouvido:
Visão turva, irritação ocular, acufenos e diminuição da acuidade auditiva.

Reacção de hipersensibilidade:
Dispneia, asma, anafilaxia, angiodema.

4.9. Sobredosagem

Não se conhece nenhum caso de sobredosagem aguda pelo Tenoxicam.
Supõem-se que em caso de sobredosagem se intensificam os efeitos secundários,principalmente a nível gastrointestinal.

Como não existe nenhum antídoto específico e considerando a elevada semi-vida domedicamento, devem ser adoptadas medidas para reduzir a absorção (por exemplo lavagemgástrica, administração de carvão activado) e acelerar a eliminação (por exemplocolestiramina).

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades Farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 9.1.6: Aparelho Locomotor; Anti-inflamatórios não esteróides;
Oxicans.
Código ATC: M01 AC 02

O Tenoxicam é um anti-inflamatório não esteróide, pertencente à classe dos Oxicans, compropriedades anti-inflamatórias, analgésicas e anti-piréticas.

O Tenoxicam tem também acção inibidora sobre a síntese das prostaglandinas e sobre aagregação plaquetária.

O Tenoxicam exerce a sua acção farmacológica inibindo a síntese das prostaglandinas pelainibição da ciclo-oxigenase, enzima que catalisa a formação dos percursores dasprostaglandinas (endoperóxidos) a partir do ácido araquidónico.

Os testes da peroxidase leucocitária in vitro sugerem que o Tenoxicam pode actuar comoinibidor do oxigénio activo no local da inflamação.

O Tenoxicam é um potente inibidor das metaloproteinases (estromelisina e colagenase) invitro, indutoras da degradação da cartilagem. Estes efeitos farmacológicos explicam, pelomenos parcialmente, as acções terapêuticas do DOXICAN no tratamento dos estadosinflamatórios dolorosos e degenerativos do sistema músculo-esquelético.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Quando administrado por via oral, o Tenoxicam é absorvido ao fim de 1 a 2,6 horas e entre 4a 6 horas quando o Tenoxicam é administrado com alimentos.

A sua absorção é completa, embora os alimentos diminuam a velocidade de absorção, a suabiodisponibilidade não é modificada.

Distribuição:

O volume médio de distribuição é baixo entre os 10-12 litros.
Em circulação, o Tenoxicam tem uma forte ligação às proteínas plasmáticas, na ordem dos
99% e possui uma boa penetração no líquido sinovial, mas esta é mais lenta que no plasma.
O valor das concentrações plasmáticas aumenta proporcionalmente com a dose administradaaté 40 mg.
As taxas plasmáticas observadas após um ano de tratamento, são equivalentes às observadasapós 15 dias de tratamento.

Em administração prolongada e com uma dose de 20 mg o estado de equilíbrio é atingido em
10 – 15 dias, sem que ocorra acumulação. A média das concentrações plasmáticas no estadode equilíbrio é de 10 µg/ml, quando o Tenoxicam é administrado em doses de 20 mg, 1vez/dia, não se modificando mesmo em tratamentos que prolongaram por mais de 4 anos.

Metabolismo e eliminação:

A semi-vida de eliminação média do Tenoxicam é aproximadamente de 60 a 75 horas.
A Clearance plasmática total é de 2 ml/min. O Tenoxicam é excretado após biotransformaçãopraticamente completa a nível hepático em metabolitos farmacologicamente inactivos. Atédois terços de uma dose oral são excretados na urina (essencialmente sob a forma de 5`-hidroxiTenoxicam inactivo) e o restante é excretado pela bílis (uma porção significativa sob aforma de compostos glucuronisados). A farmacocinética do Tenoxicam, no intervalo de dose
20 ? 100 mg é linear (independente da dose).

Características em grupos específicos de doentes:

Estudos em idosos e em doentes com insuficiência renal (?clearance da creatinina? de 12 ?
121 ml/min.) ou cirrose hepática sugerem não ser necessário qualquer ajustamento de dosepara que se atinjam concentrações plasmáticas semelhantes às dos indivíduos sãos.

A insuficiência renal e a cirrose hepática não modificam muito a farmacocinética do
Tenoxicam, excepto a fixação às proteínas que pode estar diminuída.

Nos doentes geriátricos os resultados obtidos não mostram modificação dos parâmetrosfarmacocinéticos quando comparados com os resultados obtidos nos indivíduos jovens.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Em experimentação animal, o Tenoxicam não revelou propriedades mutagénicas,carcinogénicas nem teratogénicas.

Tal como sucede com outros inibidores da síntese das prostaglandinas, nos ensaiostoxicológicos com animais foram observados efeitos renais e gastrointestinais, assim comoaumento da incidência de atrasos no trabalho de parto e também partos difíceis.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Lactose, estearato de magnésio e cápsulas de gelatina dura (amarelo de quinoleína (E104),dióxido de titânio (E171) e gelatina)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem.
Não conservar acima de 25ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Cada embalagem contém 10, 20, 30 ou 60 cápsulas de gelatina dura nº3, de cor marfim,acondicionadas em blisters de PVC/alumínio.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

As cápsulas são administradas oralmente, devendo ser ingeridas, sem mastigar, com 1/2 copode água após a refeição.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

LABORATÓRIOS AZEVEDOS – Indústria Farmacêutica, S.A.
Estrada Nacional 117-2
2614-503 AMADORA
Tel.: 21 472 59 00
Fax.: 21 472 59 90
E-mail: azevedos@mail.telepac.pt

8. NÚMERO(S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 4561395 ? 10 cápsulas, 20 mg, blisters de PVC/alumínio
N.º de registo: 9748400 ? 20 cápsulas, 20 mg, blisters de PVC/alumínio
N.º de registo: 4561494 ? 30 cápsulas, 20 mg, blisters de PVC/alumínio
N.º de registo: 9748418. ? 60 cápsulas, 20 mg, blisters de PVC/alumínio

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 21/05/1990
Data da última renovação: 21/05/2005

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO


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