Dolovin Gel Indometacina caracteristicas medicamento

Resumo das Características do Medicamento

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

DOLOVIN 25 mg comprimidos revestidos
DOLOVIN 100 mg supositórios
DOLOVIN GEL 10 mg/g gel

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Dolovin 25 mg comprimidos revestidos
Por comprimido: Indometacina……………………….25 mg
Excipiente(s):
Lactose mono-hidratada?????????…57 mg
Tartrazina (E102)??????????.?.1,38 mg
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

Dolovin 100 mg supositórios
Por supositório: Indometacina………………………..100 mg
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

Dolovin Gel 10 mg/g gel
Por grama: Indometacina………………………………..10 mg
Excipiente(s):
Propilenoglicol????????????….100 mg
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos
Supositórios
Gel

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Dolovin está indicado no tratamento sintomático de situações clínicas que requerem umanti-inflamatório, tais como:

– Artrite reumatóide moderada a severa
– Osteoartrite moderada a severa
– Espondilite anquilosante moderada a severa
– Artrite gotosa aguda
– Dor aguda no ombro (bursite, tendinite)

4.2. Posologia e modo de administração

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante omenor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção 4.4.).

Instruções posológicas

Comprimidos revestidos
Para o tratamento sintomático da artrite reumatóide moderada a severa, osteoartritemoderada a severa e espondilite anquilosante: 25 mg, 2 ou 3 vezes por dia. Em casosgraves ou crónicos a dose pode ser aumentada até um total de 150-200 mg por dia.
Para o tratamento da dor aguda no ombro (bursite, tendinite): 75-150 mg/dia em 3 ou 4doses divididas. Após os sinais e sintomas de inflamação estarem controlados por algunsdias, a indometacina deve ser descontinuada. A duração do tratamento é de 7-14 dias.
Para o tratamento da artrite gotosa aguda: 50 mg, 3 vezes por dia.

Supositórios
1 supositório, 1-2 vezes ao dia.

Gel
2-3 aplicações por dia.

Posologia em doentes com insuficiência renal
A indometacina é eliminada primariamente a nível do rim; por esta razão, os pacientescom insuficiência renal devem ser monitorizados e a dose do fármaco reduzida.

Modo e via de administração

Dolovin comprimidos revestidos para administração oral. Dolovin comprimidosrevestidos deve ser administrado durante ou imediatamente após as refeições, a fim dereduzir eventuais perturbações gastrointestinais.
Dolovin supositórios para administração rectal.
Dolovin Gel para aplicação tópica na pele.

4.3. Contra-indicações

Dolovin está contra-indicado em pacientes com:

– história de hipersensibilidade à indometacina, a qualquer um dos excipientes de
Dolovin ou a outros anti-inflamatórios não esteróides (AINE)
– história de hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêuticaanterior com AINE
– úlcera péptica/hemorragia activa ou história de úlcera péptica/hemorragia recorrente
(dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovada)
– insuficiência cardíaca grave

Indometacina em supositórios está contra-indicada em pacientes com história de proctiteou hemorragia rectal recente.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante omenor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção 4.2. einformação sobre os riscos gastrointestinais e cardiovasculares em seguida mencionada).

Os anti-inflamatórios não esteróides, incluindo a indometacina, podem mascarar osusuais sinais e sintomas de infecção e activar uma infecção lactente.

A administração concomitante de indometacina com outros AINE, incluindo inibidoresselectivos da cicloxigenase-2, deve ser evitada.

Os idosos apresentam uma maior frequência de reacções adversas com AINE,especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais (versecção 4.8.). Têm sido notificados com todos os AINE casos de hemorragia, ulceração eperfuração gastrointestinal potencialmente fatais, em várias fases do tratamento,associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves. Orisco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de AINE,em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ouperfuração (ver secção 4.3.) e em doentes idosos. Nestas situações os doentes devem serinstruídos no sentido de informar o seu médico assistente sobre a ocorrência de sintomasabdominais e de hemorragia digestiva, sobretudo nas fases iniciais do tratamento. Nestesdoentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz. A co-administração deagentes protectores (ex.: misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá serconsiderada nestes doentes, assim como naqueles que necessitem de tomarsimultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentossusceptíveis de aumentar o risco de úlcera ou hemorragia, tais como corticosteróides,anti-coagulantes (como a varfarina), inibidores selectivos da recaptação da serotonina ouanti-agregantes plaquetários tais como o ácido acetilsalicílico (ver secção 4.5.). Em casode hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a tomar indometacina, otratamento deve ser interrompido. Os AINE devem ser administrados com precaução emdoentes com história de doença, inflamatória do intestino (colite ulcerosa, doença de
Crohn), na medida em que estas situações podem ser exacerbadas (ver secção 4.8.).

Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamentocom AINE, pelo que doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiênciacardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados eaconselhados.
Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns
AINE (particularmente em doses elevadas e em tratamentos de longa duração) poderáestar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (p.ex.enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC)). Não existem dadossuficientes para eliminar o risco de ocorrência destes efeitos aquando da utilização deindometacina. Os doentes com hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíacacongestiva, doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica e/oudoença cerebrovascular apenas devem ser tratados com indometacina após cuidadosaavaliação. As mesmas precauções deverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento delonga duração em doentes com factor de risco cardiovascular (p.ex. hipertensão arterial,hiperlipidemia, diabetes mellitus e hábitos tabágicos).

Uma vez que as prostaglandinas renais podem ter um papel essencial na manutenção daperfusão renal em pacientes com insuficiência renal preexistente, a administração daindometacina a estes pacientes pode reduzir a formação de prostaglandinas no rim eagravar a insuficiência renal.

A indometacina deve ser administrada com precaução a pacientes idosos, pois asreacções adversas, particularmente episódios psicóticos e efeitos gastrointestinais,ocorrem mais frequentemente neste grupo etário. A indometacina deve ser igualmenteusada com precaução em doentes com história de depressão ou outros distúrbiospsiquiátricos, epilepsia ou síndroma parkinsónico, pois o fármaco pode agravar estassituações. Se ocorrerem efeitos adversos a nível do sistema nervoso central durante aterapêutica com indometacina, o tratamento deve ser descontinuado. A terapêutica deveser igualmente descontinuada em pacientes com cefaleias persistentes induzidas pelaindometacina.

Uma vez que efeitos hepatotóxicos graves e por vezes fatais podem ocorrer durante aterapêutica com indometacina, o fármaco deve ser descontinuado se ocorrerem sinais ousintomas de reacção hepática severa.

Atendendo a que as alterações oculares podem ser assintomáticas, em pacientes comterapêutica prolongada com indometacina, deve-se fazer exames oftalmológicosperiódicos.

Na medida em que existe a possibilidade de absorção cutânea de Dolovin Gel, não épossível excluir a ocorrência de efeitos sistémicos. O risco de ocorrência destes efeitosdepende, entre outros factores, da superfície exposta, quantidade aplicada e tempo deexposição. Têm sido muito raramente notificadas reacções cutâneas graves, algumas dasquais fatais, incluíndo dermatite esfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necróliseepidérmica tóxica, associadas à administração de AINE (ver secção 4.8.). Aparentementeo risco de ocorrência destas reacções é maior no início do tratamento, sendo que na

maioria dos casos estas reacções se manifestam durante o primeiro mês de tratamento. Otratamento com Dolovin Gel deve ser interrompido aos primeiros sinais de rash, lesõesmucosas ou outras manifestações de hipersensibilidade.

Não está estabelecida a segurança da indometacina em crianças com idade igual ouinferior a 14 anos.

Os comprimidos revestidos de Dolovin contêm lactose mono-hidratada. Doentes comproblemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase oumalabsorção da glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

Os comprimidos revestidos de Dolovin contêm tartrazina (E102) que pode causarreacções alérgicas.

Dolovin Gel contém etanol (álcool) que pode causar irritação e secar a pele, quandousado com frequência.

Dolovin Gel contém propilenoglicol que pode causar irritação cutânea.

4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Fármacos com ligação às proteínas plasmáticas
A indometacina liga-se em grande percentagem às proteínas plasmáticas, logo,teoricamente pode deslocar da sua ligação às proteínas os anti-coagulantes orais, ahidantoína, os salicilatos, as sulfonamidas e as sulfonilureias.

Corticosteróides
Aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal (ver secção 4.4.).

Anti-coagulantes
Os AINE podem aumentar os efeitos dos anti-coagulantes, tais como a varfarina (versecção 4.4.).

Agentes anti-agregantes plaquetários e inibidores selectivos da recaptação da serotonina
Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal (ver secção 4.4.).

Álcool
Num ensaio desenvolvido em adultos sãos, a ingestão concomitante de uma dose deindometacina (25 mg) e álcool (50 mg) resultou no prolongamento do tempo dehemorragia. O mecanismo desta interacção não foi determinado.

Anti-inflamatórios não esteróides
A indometacina e os salicilatos não devem ser administrados em conjunto, pelo riscoacrescido de efeitos adversos gastrointestinais.

Diuréticos, Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA) e Antagonistasda Angiotensina II (AAII):
Os AINE podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentosanti-hipertensores. Nalguns doentes com função renal diminuída (ex.: doentesdesidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a co-administração de um
IECA ou AAII e agentes da cicloxigenase pode ter como consequência a progressão dadeterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que énormalmente reversível. A ocorrência destas interacções deverá ser tida em consideraçãoem doentes a tomar indometacina, ou a fazer a sua aplicação (sobretudo se for em zonasextensas da pele ou por tempo prolongado), em associação com IECA ou AAII.
Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser utilizada com precaução,sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deveráser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêuticaconcomitante, e periodicamente desde então.

Fármacos que aumentam a concentração sérica de potássio
A indometacina pode aumentar as concentrações séricas do potássio, pelo que deverá serusada com precaução com outras substâncias que tenham o mesmo efeito (diuréticospoupadores de potássio, IECA, suplementos de potássio).

Lítio
Num estudo desenvolvido em pacientes psiquiátricos e indivíduos sãos com litemias emestado estacionário, a indometacina (150 mg/dia) aumentou o lítio plasmático em 30-60%e reduziu a depuração renal do lítio.

Metotrexato
Toxicidade severa e por vezes fatal, ocorreu após a administração de AINE e ometotrexato (principalmente em terapêuticas com elevadas doses) em pacientes comneoplasias e artrite reumatóide.

Probenecide
A administração concomitante de probenecide e indometacina resultou em aumento daconcentração plasmática, da semi-vida plasmática e dos efeitos terapêuticos daindometacina, talvez por bloqueio da secreção tubular renal e interferência com adepuração biliar da indometacina.

Testes laboratoriais
Teste à dexametasona: falsos negativos foram observados em pacientes a tomar aindometacina.

4.6. Gravidez e aleitamento

Não está estabelecida a segurança da indometacina durante a gravidez. A indometacinanão deverá ser administrada durante o último trimestre da gravidez pois é susceptível de

provocar kernicterus no primeiro período de vida extra-uterino por deslocação dabilirrubina dos seus pontos de fixação à albumina.

A indometacina distribui-se ao leite. Devido aos potenciais efeitos adversos daindometacina na criança a amamentar, não se recomenda o uso do fármaco durante operíodo de lactação.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Dependendo da susceptibilidade individual, este medicamento pode provocar sonolência,vertigens e alteração visual que afectam a capacidade de conduzir veículos ou a utilizaçãode máquinas.

4.8. Efeitos indesejáveis

Efeitos gastrointestinais: os eventos adversos mais frequentemente observados são denatureza gastrointestinal. Podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas,perfuração ou hemorragia gastrointestinal potencialmente fatais (ver secção 4.4.).
Náuseas, dispepsia, vómitos, hematemeses, flatulência, dor abdominal, diarreia,obstipação, melenas, estomatite aftosa, exacerbação de colite ou doença de Crohn (versecção 4.4.) têm sido notificados na sequência da administração destes medicamentos.
Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite.

Efeitos no sistema nervoso central: cefaleias, tonturas, vertigens, sonolência, depressão efadiga ocorreram com uma frequência superior a 1% a nível dos ensaios clínicos.
Ansiedade, fraqueza muscular, insónia, movimentos musculares involuntários, distúrbiospsíquicos, confusão mental, delírio, síncope, parestesia, agravamento da epilepsia e dadoença de Parkinson, despersonalização, coma, neuropatia periférica, convulsões edisartria ocorreram com uma frequência inferior a 1% a nível dos ensaios clínicos, casosbibliográficos e notificações espontâneas.

Efeitos a nível dos sentidos: zumbidos ocorreram com uma frequência superior a 1% anível dos ensaios clínicos. Depósitos a nível da córnea e distúrbios da retina ocorreramem pacientes com terapêutica prolongada com indometacina, visão ofuscada, surdez,perturbação da acuidade auditiva e diplopia ocorreram com uma frequência inferior a 1%a nível dos ensaios clínicos, casos bibliográficos e notificações espontâneas.

Efeitos cardiovasculares: hipotensão, taquicardia, dor no peito, arritmias e palpitaçõesocorreram com uma frequência inferior a 1% a nível dos ensaios clínicos, casosbibliográficos e notificações espontâneas. Edema, hipertensão arterial e insuficiênciacardíaca têm sido notificados em associação ao tratamento com AINE. Os dados dosensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns AINE
(particularmente em doses elevadas e em tratamentos de longa duração) poderá estar

associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (p.ex. enfartedo miocárdio ou AVC) (ver secção 4.4.).

Efeitos metabólicos: edema, aumento do peso, retenção de fluídos, hiperglicemia,glicosúria, hipercaliemia, rubor e transpiração ocorreram com uma frequência inferior a
1% a nível dos ensaios clínicos, casos bibliográficos e notificações espontâneas.

Efeitos dermatológicos: reacções bolhosas, incluindo síndroma de Stevens-Johnson enecrólise epidérmica tóxica (muito raro). Prurido, rash, urticária, petéquias ou equimoses,dermatite exfoliativa, eritema nodoso, perda de cabelo e e eritema multiforme ocorreramcom uma frequência inferior a 1% a nível dos ensaios clínicos, casos bibliográficos enotificações espontâneas.

Efeitos hematológicos: leucopenia, depressão da medula óssea, anemia secundária àhemorragia gastrointestinal, anemia aplástica, anemia hemolítica, agranulocitose, púrpuratrombocitopénica, coagulação intravascular disseminada ocorreram com uma frequênciainferior a 1% a nível dos ensaios clínicos, casos bibliográficos e notificações espontâneas.

Efeitos de hipersensibilidade: anafilaxia aguda, edema angioneurótico, diminuição rápidada pressão arterial, dispneia, asma, púrpura, edema pulmonar, angeíte, aperto agudorespiratório ocorreram com uma frequência inferior a 1% a nível dos ensaios clínicos,casos bibliográficos e notificações espontâneas.

Efeitos geniturinários: hematúria, hemorragia vaginal, proteinúria, síndroma nefrótico,nefrite intersticial, elevação da uremia a azotemia e insuficiência renal ocorreram comuma frequência inferior a 1% a nível dos ensaios clínicos, casos bibliográficos enotificações espontâneas.

Outros: epistaxe e ginecomastia ocorreram com uma frequência inferior a 1% a nível dosensaios clínicos, casos bibliográficos e notificações espontâneas.

4.9. Sobredosagem

Sintomas: confusão mental com desorientação, vertigens, convulsões, letargia, astenia,náuseas, vómitos, parestesias, cefaleias intensas e hemorragia gastrointestinal.

Tratamento: o tratamento é sintomático e de suporte; o estômago deve ser esvaziadoimediatamente pela indução do vómito ou lavagem gástrica; depois do estômago estaresvaziado administrar 25-50 g de carvão activado.
O paciente deve ser vigiado, devido à possibilidade de ulceração gastrointestinal ehemorragia. O uso de antiácidos pode ser útil.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo fármacoterapêutico:
9.1.5. ? Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteróides. Derivados do indol e doindeno (comprimidos revestidos e supositórios)
9.1.10. ? Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteróides. Anti-inflamatórios nãoesteróides para uso tópico (gel)

Código ATC:
M01AB01 (comprimidos revestidos e supositórios)
M02AA23 (gel)

Dolovin é o nome comercial, do anti-inflamatório não esteróide sistémico e/ou tópico,genericamente designado por indometacina.
Quimicamente, a indometacina é o ácido [1-(4-cloro-benzoil)-5-metoxi-2-metil-3-
indolil]acético com a seguinte fórmula estrutural:

 

A indometacina possui acções farmacológicas semelhantes a todos os AINE: efeito anti-
inflamatório, analgésico e antipirético.

Efeito anti-inflamatório
O mecanismo exacto da sua actuação ainda não está completamente estabelecido,parecendo estar relacionado com a inibição da síntese das prostaglandinas. Aindometacina inibe a síntese das prostaglandinas pela inibição da cicloxigenase, a enzimaque catalisa a formação dos endoperóxidos, precursores das prostaglandinas, a partir do
ácido araquidónico.
Também tem sido postulado que a indometacina como inibidor da fosfodiesterase podeaumentar as concentrações intracelulares da adenosina monofosfato cíclica (AMPc), quetem um papel importante na resposta inflamatória. A inibição da cicloxigenase pode porseu lado interferir com a formação de auto-anticorpos, mediada pelas prostaglandinas, eque estão envolvidos nos processos inflamatórios.

Efeito analgésico
Pode resultar da inibição da síntese das prostaglandinas, que parecem sensibilizar osreceptores da dor à estimulação mecânica ou a mediadores químicos (p.e. bradicinina ehistamina).

Efeito antipirético

A indometacina baixa a temperatura corporal em pacientes com febre, por supressão dasíntese de prostaglandinas no sistema nervoso central (provavelmente no hipotálamo).

Efeito cardiovascular
Em recém-nascidos prematuros, a administração da indometacina resulta noencerramento do ductus arteriosus persistente.
Alguns pacientes com hipotensão ortostática associada ao síndroma de Shy-Dragerexperimentaram aumentos da pressão arterial após terapêutica com indometacina,parecendo mais uma vez que este mecanismo depende da inibição da síntese dasprostaglandinas. A indometacina parece aumentar a libertação de noradrenalina erestaurar a sensibilidade vascular à noradrenalina; no entanto, foi sugerido que algumaactividade autónoma deverá estar presente para que a terapêutica com indometacinamostre sucesso nestes pacientes.

Efeito hematológico
A indometacina pode inibir a agregação plaquetária e pode prolongar o tempo dehemorragia. A substância elimina a agregação secundária induzida pela adrenalina.
Contudo, ao contrário da aspirina, a agregação plaquetária após uma dose oral deindometacina volta ao normal ao fim de 24 horas.

Efeito gastrointestinal
A indometacina pode causar perturbação na mucosa gástrica podendo resultar emulceração e/ou hemorragia. Este efeito parece dever-se à inibição da síntese dasprostaglandinas, particularmente da série E, e prostaciclinas que se acredita desempenharefeitos citoprotectores na mucosa gastrointestinal.

Efeito metabólico
A terapêutica com indometacina mostrou reduzir as calcemias elevadas nos pacientescom tumores sólidos associados a actividade osteolítica (carcinoma do pulmão),sugerindo-se que a substância possa inibir a síntese das prostaglandinas que medeiam aactividade osteolítica.

Efeito geniturinário e renal
A inibição das prostaglandinas induzida pela indometacina pode resultar em diminuiçãodo tónus uterino e da contractilidade. A indometacina diminui o sódio urinário e induz aretenção temporária de sódio, potássio e água em indivíduos sãos e com insuficiênciarenal.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção
A indometacina é rápida e quase completamente absorvida pelo tracto gastrointestinal emadultos saudáveis. A seguir a uma administração oral, a biodisponibilidade é deaproximadamente 100%, com 90% de uma dose única absorvida nas primeiras 4 horas.

A velocidade de absorção a seguir à administração rectal da droga é referida como maisrápida que a oral. A biodisponibilidade após a administração rectal do supositório é decerca de 80-90% em ensaios clínicos controlados. Esta diminuição da biodisponibilidadecomparada com a administração oral pode resultar da incompleta retenção do supositório
(menos de 1 hora) dentro de recto. A biodisponibilidade da droga a seguir àadministração de supositórios é comparável à que se segue à administração oral damesma. Após administração oral de 25 mg de indometacina o pico plasmático ocorreu às
0,5-2 horas e foi de cerca de 0,8-2,5 µg/ml. Após a administração oral de 50mg, o picoplasmático ocorreu no mesmo tempo e foi de cerca de 2,5-4 µg/ml. Quando aindometacina é administrada com os alimentos, estas concentrações plasmáticas sãoligeiramente menores.
Estudos sobre a absorção da indometacina aplicada topicamente referem que a absorção émáxima para um pH da solução próximo de 7,7 onde se regista uma maior concentraçãode indometacina indissociada.

Distribuição
Em concentrações terapêuticas, a indometacina está aproximadamente 99% ligada àsproteínas plasmáticas. Em adultos sãos, o volume de distribuição do fármaco é de 0,34-
1,57 l/kg.
O pico das concentrações no fluído sinovial ocorre após o pico sérico, sendoaproximadamente 20% deste último. A indometacina atravessa a barreira hemáto-
encefálica em pequenas quantidades e placentária e distribui-se ao leite maternal.

Metabolismo e eliminação
Em estudos de doentes portadores de artrite reumatóide, o desaparecimento daindometacina do plasma parece ser bifásico, com uma semi-vida de aproximadamente 1hora, durante a fase inicial, e 2,6-11,2 horas durante a segunda fase; as variações desta
última fase são devidas a diferenças individuais na circulação enterohepática do fármaco.
A indometacina é metabolizada no fígado.
Aproximadamente 33% de uma dose oral de 25mg de indometacina é excretada nas fezesprincipalmente sob a forma de metabolitos não conjugados. Somente 1,5% da excreçãofecal ocorre como indometacina, cerca de 60% do restante do fármaco é excretado naurina em 48 horas.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Num estudo de toxicidade oral crónica em ratos durante 81 semanas, com doses até 1mg/kg/dia, a indometacina não revelou efeitos tumorogénicos.
A indometacina não produz alterações hiperplásticas ou neoplásicas em estudos decarcinogenicidade em ratos (tratamento com indometacina de 73-110 semanas) emurganhos (tratamento com indometacina de 62-88 semanas) com doses até 1,5mg/kg/dia. A indometacina não revelou efeito mutagénico em teste in vitro (teste de
Ames) e testes in vivo. Doses até 0,5 mg/kg/dia não provocaram efeitos na fertilidade demurganhos.

A DL50 da indometacina em murganhos e ratos foi de 50 e 12 mg/kg respectivamente.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Dolovin 25 mg comprimidos revestidos
Lactose mono-hidratada
Ácido esteárico
Estearato de magnésio
Talco
Amido de milho
Suspensão de revestimento amarela contendo: dióxido de titânio (E171), povidona,shellac, sorbitano (oleato), indigotina (E132), tartrazina (E102) e talco

Dolovin 100 mg supositórios
Sorbitano (estearato)
Glicéridos semi-sintéticos

Dolovin Gel 10 mg/g gel
Carbómero 940
Diisopropanolamina
Propilenoglicol
Etanol (96%)
Água purificada

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

Dolovin 25 mg comprimidos revestidos: 5 anos

Dolovin 100 mg supositórios: 4 anos

Dolovin Gel 10 mg/g gel: 3 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Dolovin 25 mg comprimidos revestidos: conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade e da luz.

Dolovin 100 mg supositórios: conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Dolovin Gel 10 mg/g gel: conservar a temperatura inferior a 25ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Dolovin 25 mg comprimidos revestidos: blister de alumínio e PVC.
Embalagens de 10, 20, 30 e 60 unidades.

Dolovin 100 mg supositórios: invólucros de PVC selados com fita de alumínio (fitastermossoldadas).
Embalagens de 10 e 12 unidades.

Dolovin Gel 10 mg/g gel: bisnaga de alumínio com revestimento de vermiz.
Embalagem de 100 g.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

LABORATÓRIOS ATRAL, S.A.
Vala do Carregado
2600-726 CASTANHEIRA DO RIBATEJO – PORTUGAL

8. NÚMERO(S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Dolovin 25 mg comprimidos revestidos
N.º de registo: 4631594 ? 10 comprimidos revestidos, 25 mg, blister de alumínio e PVC
N.º de registo: 9142612 ? 20 comprimidos revestidos, 25 mg, blister de alumínio e PVC
N.º de registo: 4631693 ? 30 comprimidos revestidos, 25 mg, blister de alumínio e PVC
N.º de registo: 9142620 ? 60 comprimidos revestidos, 25 mg, blister de alumínio e PVC

Dolovin 100 mg supositórios
N.º de registo: 9191312 ? 10 supositórios, 100 mg, invólucros de PVC selados com fitade alumínio (fitas termossoldadas)

N.º de registo: 9191304 ? 12 supositórios, 100 mg, invólucros de PVC selados com fitade alumínio (fitas termossoldadas)

Dolovin Gel 10 mg/g gel
N.º de registo: 9609115 ? 1 bisnaga de 100 g de gel, 10 mg/g, bisnaga de alumínio comrevestimento de vermiz

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO

Dolovin 25 mg comprimidos revestidos:
Data da primeira autorização: 15 de Abril de 1966
Data da revisão: 14 de Setembro de 1995
Data da última renovação: 14 de Setembro de 2005

Dolovin 100 mg supositórios:
Data da primeira autorização: 25 de Abril de 1968
Data da revisão: 14 de Setembro de 1995
Data da última renovação: 14 de Setembro de 2005

Dolovin Gel 10 mg/g gel:
Data da primeira autorização: 15 de Fevereiro de 1985
Data da revisão: 14 de Setembro de 1995
Data da última renovação: 14 de Setembro de 2005

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO


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