O que fazer se for vitima de violação.

Um ataque ou assalto na rua, seja com intuitos dc roubo ou de violação, é sempre uma situação traumatizante que comporta riscos.

Os especialistas de segurança reco­mendam que a pessoa que se julgue ameaçada em casa por um intruso deve contactar telefonicamente a Polícia atra­vés do 115 o mais rapidamente possível.

A Polícia está sempre disponível para ajudar as pessoas, mesmo que os seus receios venham a revelar-se sem funda­mento.

Se for atacada por um ladrão ou um violador em casa ou na rua, o que deve fazer, dizem os especialistas da Polícia, é tentar fugir e lutar apenas se não hou­ver alternativa — v. ataque na rua.

Se for seguida na rua. Se lhe parecer que está a ser seguida, atravesse para o outro passeio para confirmar a suspeita. Escute ou olhe de relance para trás para ver se a outra pessoa atravessa atrás de si.

  • Se concluir que está a ser seguida, entre em qualquer lugar público — uma tabacaria, por exemplo, ou um café. Em alternativa, bata à porta da primeira casa que lhe pareça estar ocupada.
  • Conte aos moradores que julga estar a ser seguida e peça para utilizar o tele­fone. Ligue para a Polícia c dê a descri­ção da pessoa que a seguia.
  • Evite utilizar uma cabina telefónica para pedir socorro, especialmente se for numa rua pouco concorrida, pois pode­ria ser dominada dentro da cabina pelo agressor, ficando sem hipóteses de fuga.

Se for abordada. Se for abordada por alguém com propósitos de violação e não tiver possibilidade de fugir imedia­tamente, poderá agir de várias maneiras.

Qual dessas maneiras é a melhor depende das circunstâncias e do local. Nenhum dos métodos de defesa aqui descritos deve ser utilizado, a não ser como último recurso. Com efeito, os especialistas insistem em que a reacção mais conecta em caso de agressão se baseia nas seguintes acções:

  • Mantenha a calma na medida do pos­sível, não perdendo a cabeça nem caindo em atitudes descontroladas ou impensadas.
  • Mantenha um comportamento sereno, tanto quanto possível dialo­gante, sem gestos bruscos, insultos ou afrontas que possam provocar uma reacção violenta por parte do assaltante.
  • Se o agressor a agarrar, impossibili-tando-a de fugir, e for demasiado forte para lhe resistir, finja que está interes­sada na abordagem.
  • Procure ganhar tempo até surgir uma oportunidade de fuga. Por exemplo, convide-o para ir a sua casa e faça-o de modo convincente. Utilize linguagem grosseira para o encorajar, na crença de que, uma vez em casa, se mostrará mais cio que desejosa de o satisfazer.
  • Seja qual for a sua morada, encami­nhe o agressor para uma rua bem ilumi­nada e concorrida e corra para junto das pessoas gritando por socorro.
  • Em alternativa, tente persuadir o agressor de que adoraria passar a noite com cie, mas só daí a alguns dias. Dê–lhe um número de telefone falso para o encorajar a acreditar em si. Invente uma desculpa plausível para o adiamento — diga-lhe que está menstruada, por exemplo, ou tem uma doença venérea.
  • Se ele hesitar, continue a falar. Sugira, por exemplo, irem entretanto tomar uma bebida juntos. Logo que esteja suficientemente perto dc outras pessoas para pedir socorro, corra para elas grilando o mais alto que puder.
  • Assim que consiga fugir ao agressor, telefone para a Polícia e dê uma descri­ção pormenorizada dele.

Se resolver resistir. A atitude de resis­tência só deverá ser adoptada após ava­liação de todas as circunstâncias, depois de esgotados outros procedimentos e apenas se e quando os presumíveis resultados forem compensadores (tendo sempre em vista que a vida é o primeiro dos valores a preservar, mais ainda que a própria integridade física). Mesmo as pessoas conhecedoras de técnicas de defesa poderão incorrer em riscos gra­ves, pois a reacção do assaltante, que se encontra sob forte tensão, poderá ter consequências imprevisíveis.

  • Se resolver resistir, tente agarrar um objecto duro — um pente, um molho de chaves, uma garrafa — ou um spray de laca ou de tira-nódoas.
  • Se pegar em chaves, meta-as entre os dedos e feche a mão de modo que as pontas se projectem do punho cerrado.
  • Esconda a arma improvisada até ao momento da agressão. Utilize então a arma de repente, sem aviso e com toda a sua força.
  • Espete a extremidade do pente na face do agressor ou raspe com os den­tes do pente pela base do nariz. Arranhe-lhe a cara com as chaves ou procure atingi-lo nos olhos com um jacto do spray. Ao mesmo tempo, grite o mais que puder.
  • Continue a defender-se até o agres­sor a largar e em seguida corra para a rua mais próxima que estiver bem ilu­minada ou uma casa que esteja ocupada e peça auxílio.

Se a violação se consumar. Se for

violada, procure auxílio médico imedia­tamente após a violação. Não se lave nem se arranje antes disso. Um exame médico ajudará a provar que foi forçada a submeter-se e talvez isso seja necessá­rio para garantir a condenação do viola­dor.

  • Comunique a ocorrência à Polícia c dê-lhe a descrição mais minuciosa pos­sível do violador.
  • Mais tarde, talvez, tenha de identificar o violador na Polícia c, quando o caso for julgado em tribunal, terá de forne­cer publicamente provas pormenoriza­das. Muitas mulheres consideram esta experiência extremamente penosa e. se for o caso, deve preparar-se cuidadosa­mente para ela.

Como evitar o perigo. Quase todas as precauções a tomar para evitar ser assal­tada aplicam-se também na protecção con­tra a possibilidade de violação. Porém, se vive sozinha ou tiver de sair sozi­nha — especialmente à noite —, poderá tomar algumas precauções adicionais.

  • Se vive num apartamento e tiver uma placa de identificação junto da campai­nha, ponha apenas as iniciais do seu nome, e não o seu nome próprio por extenso. Desta maneira, um estranho não saberá se o morador é homem ou mulher.
  • Se vive sozinha, inscreva outro nome, fictício, na placa. Um aparta­mento que pareça habitado por mais de uma pessoa tem menos probabilidades de ser escolhido como alvo por um vio­lador ou ladrão.
  • Instale na porta uma corrente de segurança e um óculo de grande angu­lar e acostume-se a utilizá-los para con­firmar a identidade de quem lhe apare­cer à porta.
  • Não abra a porta até ler a certeza de qufi isso é seguro.
  • Combine com os seus amigos um sinal convencional de batidas ou cam-painhadas como código de reconheci­mento, mas mesmo assim certifique-se da identidade do visitante antes cie lhe abrir a porta. O sinal pode ter sido ouvido e copiado por um violador ou assaltante.
  • Se estiver sozinha quando alguém bater à porta, finja que está acompa­nhada. Ao aproximar-se da porta, fale alto para o seu companheiro fictício.
  • Se vive num prédio de apartamentos, evite entrar no elevador sozinha com um desconhecido. Como medida de segurança, coloque-se sempre junto do botão de alarme,
  • Se, ao deslocar-se sozinha de auto­móvel, verificar que está a ser seguida, clirija-se para a esquadra mais próxima. Evite a faixa de rodagem junto do pas­seio, onde a poderiam obrigar a parar.

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