Sentimentos e sensação das cores – Influência das cores nas pessoas

A percepção das cores

Diversos estudos científicos comprovaram a influência das cores na sensibilidade e comportamento do indivíduo. Naturalmente, esta influência não se faz sentir de igual forma em todas as pessoas, dependendo da sua personalidade, de algumas associações de ideias, de recordações mais ou menos conscientes. Assim se explica que uma cor associada a recordações felizes nos pareça sempre alegre sem que nos apercebamos disso. Por outro lado, as cores nunca são únicas e a sua sobreposição com outras cores ou apenas com o cinzento pode mudar a sua percepção.

Cada pessoa tem mais ou menos presente o sentido das conveniências relativamente às cores. Como é óbvio, não passa pela cabeça de ninguém pintar de vermelho um quarto de hospital.

Algumas cores dão a sensação de calor, evocando o sol e o bom tempo. Outras estão associadas a uma impressão de frescura. Geralmente, considera-se que as cores quentes vão do amarelo esverdeado ao vermelho arroxeado, passan­do pelo laranja, enquanto que as cores frias passam pelo azul. As cores de partida e de chegada podem, conforme o ambiente e o contraste com os tons vizinhos, parecer mais quentes ou mais frias.

Esta sensação de calor e de frio pode ser explorada para corrigir, dentro de certos limites, a orientação das divisões de uma casa.

Escolher tons quentes em divisões viradas a norte e tons frios para as zonas expostas ao sol e à luz.

  • O amarelo é a cor mais clara, alegre, luminosa e jovem, tónica e brilhante. O amarelo, quando é misturado com o branco, apesar de manter alguma luminosidade, perde a sua força. Pelo contrário, ganha dinamismo se for sobreposto com cores sombra. Junto ao cor de rosa, toma-se ácido, mas, perto do laranja, simboliza o sol. Com o azul, em quantidades iguais, perde muito do seu fulgor. De resto, o azul também. No entanto, com o violeta retoma toda a sua vitalidade.
  • O vermelho é uma cor viva e excitante. Com o verde, que tem uma intensidade sensivelmente equivalente, em quantidades iguais, tem a vibra­ção mais luminosa e, conforme o ambiente que o circunda, pode ser estridente, exaltante ou vul­gar. Conjugado com o cinzento médio, propor­ciona um sentimento trágico,
  • O azul é uma cor profunda e mística, calma e forte. Combina muito bem com o branco e com um grande número de verdes. Dá vida aos castanhos, respeitando todas as suas características.
  • Se tiver mais amarelo que azul, o verde é uma cor viva. Pelo contrário, se tiver mais azul que amarelo pode tornar-se triste. Mas associado ao azul mantém todas as suas virtudes. O verde é uma cor que permite um número quase infinito de variantes. Basta observar o ciclo da natureza, desde a Primavera ao Outono.
  • O laranja é a cor mais dinâmica, brilhante e orgulhosa, conjugando a alegria do amarelo com a acção do vermelho. Também é uma cor viva e excitante que, no entanto, perde facilmente a sua intensidade quando misturada com o branco. Pelo contrário, misturada com preto, forma castanhos densos e belos.
  • O violeta , nobre e altivo, é, por excelência, a cor do secretismo. Associado ao vermelho, toma-se ainda mais intenso. Misturado com o branco aproxima-se da cor de malva. Contudo, o violeta avermelhado é forte e espiritual e o violeta azulado invoca a solidão e o frio.

A sobreposição destas cores permite uma variação infinita de sensações, que, muitas vezes, é necessário temperar com cores neutras, naturais, tranquilizadoras, adaptadas aos materiais utilizados.

Atenção!

Tudo quanto foi dito anteriormente pode ser alterado pela qualidade das tintas utilizadas e da superfície onde estas forem aplicadas. É evidente que a ressonância de uma mesma cor será diferente de acordo com a superfície onde for aplicada : por exemplo, esta poderá ser mate, aveludada, brilhante, vidrada ou lacada, Neste último caso, a cor parecerá mais fria e reflectirá as cores que estiverem próximas. Pelo contrário, se a superfície for mate, terá um aspecto mais quente. Poder-se-á utilizar este truque para tirar partido de uma cor fria.


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  1. Alzira Adelino Ramos 10 de Agosto de 2013

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