Como fazer uniões de topo

As uniões de topo permitem reunir duas peças de madeira em prolongamento. Delas há vários tipos dentre os quais citamos a união a traço de Júpiter, e a união a lingueta, bem mais complexos para um amador.

União de topo

Geralmente utilizadas para os trabalhos de madeiramento, as uniões de topo servem para prolongar uma peça de madeira em seu comprimento pela união de uma segunda peça.
Dentre as mais bem acabadas, e também das mais difíceis, citamos a união por “traço de Júpiter”, que deve seu nome a seu perfil em ziguezague, a união com lingueta e a união de chanfro reforçada por talão e entalhe.

União de topo por recobrimento

Esta união faz lembrar o recobrimento no comprimento. O princípio consiste em que as duas peças em contato sejam entalhadas de maneira que uma delas recubra a outra, sem diferença de nivelamento.
É necessário ressaltar, entretanto, que esse recobrimento deve ser feito em extensões grandes, o que é indispensável para uma perfeita solidez.
Na verdade, dada a disposição das peças (no prolongamento), é necessário que a superfície de união seja suficientemente grande para compensar o esforço exercido de uma parte sobre a outra, em virtude do comprimento das peças.

Reforços das uniões

Pela razão já citada, e pelo comprimento das peças, deve-se recorrer aos sistemas de reforço.
Como as outras uniões, essa também é colada; mas, além disso, as peças devem ser parafusadas. Dois parafusos de comprimento um pouco inferior à espessura das duas peças unidas são parafusados.
Por vezes, deve-se recorrer à utilização de peças de reforço, chamadas “placas”, de madeira ou de ferro, cuja fixação é feita no nivelamento da união, por cima e por baixo.

União de topo por chanfro

Chanfro é um corte oblíquo executado na extremidade de uma peça. Para fazer esse tipo de união é necessário cortar a extremidade das duas peças a serem unidas, segundo um mesmo ângulo de inclinação, para que elas possam ser reunidas.
Essa união deve ser reforçada por parafusos.


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  1. Fernando Honorato da Silva 3 de Outubro de 2012

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